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A velhinha dos gatos

16 nov

 Todo mundo sabe se você tem um gato em casa. É um motivo de orgulho incontestável. Já cheguei na casa de vários amigos e “oh! você tem um cachorro? nunca imaginei!”, mas isso jamais acontecerá com “donos” de gatos. Nós fazemos questão de espalhar aos quatro cantos todo o encanto que envolve os nossos amigos felinos.

 Não é que eu não goste de cachorros- eu gosto, e muito. Só que os gatos têm um nãoseioquê, um tchan, uma coisaassimqueeunãoseiexplicar. Pra começar, todo dia é dia de rir de mais uma que o cidadão aprontou. Sério, eles sempre inventam um lugar novo pra dormir (tipo em cima da televisão, do notebook, do fogão…), uma maneira engraçada de sentar, ou um pedaço novo da casa para destruir. É sempre assunto garantido no jantar.

cat

 Não sei porque inventaram que gatos são traiçoeiros ou pouco afetuosos. Aqui em casa, quando chegamos, eles nos esperam na porta – é, que nem cachorro. Quando vamos dormir, eles nos acompanham na cama. Quando acordam do soninho da tarde, vêm pedir dengo, massagem e atenção.

 Aqui, cada um tem o seu gato. Não se engane, você pode alimentar, dar carinho, brincar e, ainda assim, ele não ser seu. Não somos nós que definimos quem é de quem, mas eles mesmos. Até hoje minha mãe não se conforma de ter salvado da morte certa, dado leite de seringa na boquinha, cuidado e amado a Peste e ele ter escolhido minha irmã. Não dá a mínima bola pra ela, mas dorme de conchinha com Bia toda noite.

 Por sinal, o nome dele não veio a toa. Logo que ele chegou, achamos que era uma fêmea. Não dá pra perceber muito bem o sexo nos filhotinhos, é uma coisa meio estranha. Assim, ele ficou se chamando Lua. Quando descobrimos que, afinal, era um menino, foi um deus nos acuda pra achar um nome. Decidimos por Cacá, mas como o cabrunco querido gatinho parecia que tinha o diabo no corpo de tanto que aprontava, eu só conseguia chamá-lo de peste. E assim ficou.

 A minha gata se chama Lilo e é a mais velha da casa. Já deve ter seus oito anos. Acho que ainda não inventaram criatura mais doce, carente e dengosa. Lilo me espera na porta do banheiro quando eu tomo banho, reclama da demora quando eu chego em casa e tem mania que é papagaio. Sério, a diversão dela é dormir no meu travesseiro, com a cabeça no meu ombro, ou fazer a mesma coisa quando alguém está sentado no sofá. Ela também não se conforma com simples carinho, precisa deitar em cima, te afofar e encher a roupa de pelos brancos. É praticamente um ritual de dominação. Tenho certeza de que é ela que manda em mim.

 Por último, temos Chico. Ele é gordo, muito gordo, absurdamente gordo, e laranja. Tipo  o Garfield. Contrariando todas as leis da gravidade, ele abre portas, pulando da maçaneta e forçando-as pra baixo. Pra mim, é um mistério como ele consegue sair do chão.

 Quando me perguntam como eu me vejo futuro, não consigo evitar a visão da velhinha maluca com trinta gatos em casa. Daquele tipo que vive em função dos gatos, só sabe falar dos gatos e cuja lista do supermercado resume-se basicamente a ração e areia sanitária. De repente, se a vida for legal comigo, quem sabe? Hahahaha Ok, trinta é exagero! Mas uns dez gatos não é pedir demais, é?

                                           

 Pelo menos esse eu já encontrei…

cat vc human


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4 Comentários

Publicado por em 16 de novembro de 2011 em Mundo cão

 

4 Respostas para “A velhinha dos gatos

  1. wladimirbastos

    16 de novembro de 2011 at 21:02

    Coisas de Flávias, não? rs. Tive uma ex-namorada chamada Flávia que vivia com três gatos no interior, e quando se mudou para o Rio, tinha oito. Hahahaha. Mas no meu caso, gatos por perto é sinal de ataques alérgicos intermináveis…

     
  2. Mosaicista

    17 de novembro de 2011 at 09:14

    eu vi Chico abrindo porta!

     
  3. Tainã Alcântara

    17 de novembro de 2011 at 21:04

    eu tbm adoro gatos. tinha uma, penélope, que infelizmente morreu num acidente (e isso me abala muito ainda) que só bebia agua da torneira, e sabia pedir pra abrir a torneira. fora que ela n ia com a cara de minha irmã, então ela derrubava o celular dela, por nada, batia nela, era uma confusão. Ela tbm abria portas… e era super carinhosa!

    Adorei o texto

     
    • Flávia Faria

      21 de novembro de 2011 at 20:54

      Rui me falou que ela tinha caído da janela… Fiquei com o coração na mão! =/

       

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