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Rio Itapicuru

15 mar

cipo bahia rio itapicuru

Eu ri para a vida.
Eu sou o rio.
Assim como o rio busca o mar.
Eu procuro amar.
Amar a mim e aos meus entes.
Amor em meu leito e no dos meus afluentes.
Onde minha foz rouca e afinada
Grita permanente e não se pode barrar. Barragem!
Até meus signos morreram aos cardumes.
Às minhas margens, matas e desmatas.
Conheço a vida ladeira abaixo.
Sou doce, mas um dia minhas lágrimas serão salgadas.
Ainda assim meu cochilo à sombra dos arbustos vem sereno.
Sem pesadelos, sem assombrações.
Eu sou o rio.

(Poema que exalta o rio que atravessa a minha cidade – Cipó-Ba – rio de beleza rara, mas que foi explorado de forma criminosa. O rio Itapicuru hoje exibe chagas e cicatrizes destes abusos e, ainda assim, se mostra belo e generoso com esta cidade abençoada)

 
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Publicado por em 15 de março de 2012 em Licença Poética

 

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