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Arquivo mensal: abril 2012

Velha história velha

Grupo de estudos da faculdade: Cafa, 3 gatas, 1 Brother e 2 NCEP (Nem Chapado Eu Pego). A gata mor do grupo era noiva, e era ela que o Cafa queria pegar.

Ficava só ouvindo os papos das muié, assimilando as preciosas informações, as reclamações da moça sobre o noivo acomodado e o noivado sem graça.

grupo de estudos

Foi assim que descobriu que o noivado tava mais frio que o Pólo Norte e o tal noivo mais gordo que o Papai Noel.
Ho ho ho. Acho que dessa vez é o Papai Noel que vai ganhar um presente (6).

Não deu 1 semana e o Cafa já havia sido promovido a amigo-confessionário da moça.
Estava cheio das segundas, terceiras e milésimas intenções.
Era prestativo, amigo, ouvia tudo que ela tinha pra dizer (principalmente reclamar) do noivo, a elogiava, dava conselhos, a incentivava e nunca falou mal do cara ou disse pra chutar o traseiro dele.

Então no dia que o grupo ia se reunir na casa do Brother, “curiosamente” o horário que foi marcado com ela era meia hora mais cedo que o combinado com as demais pessoas do grupo.

Ela chegou e o Cafa foi atende-la, pois havia estrategicamente mandado o Brother tomar banho. Enquanto o Brother demorava no banho e se trocava, eles ficavam conversando num clima bem leve, deixando-a bem a vontade, mas infelizmente as 2 NCEP chegaram mais cedo.

sms torpedo da madrugada

Qual não foi a “surpresa” ao receber um torpedo no cel em plena madrugada, da noivinha, dizendo que não conseguia dormir e que gostava muito de falar com ele. Respondeu e foi assim a madrugada toda.
Logo ela tava dando um mole federal…
Conversava sempre pegando nele, não gostava quando outras amigas faziam o mesmo, os torpedos aumentaram e ele sentiu que era hora do ataque.

Dias depois, após mais uma reunião do grupo, recebeu carona dela.
Pegação dentro do carro. Bocas e mãos e caras…

Não vou entrar em maiores detalhes porque sou um gentleman.
Papai Noel ganhou uma galhada maior que das renas… e o Cafajeste fez mais uma mulher feliz.

papai-noel-corno

Ele vai pro céu

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Publicado por em 30 de abril de 2012 em Guerra dos Sexos

 

Para maiores de 18!

A mulher é um furacão! Isso é fato!

Já tinha tempo que não via bagunça maior em minha vida causada por uma mulher como ela anda fazendo… sério! Já fui chamado a atenção no trabalho por andar desatento e sorridente demais nas reuniões. Tá, vai! Ela é meio maluca também! Gostar de um cara feio e tímido como eu, preparar o café da manhã, deixar bilhete ao lado da cama de bom dia… Duvidar dia desses encontrarei cremes anti-olheiras e uma escova de dente como decorações novas do meu banheiro. Como se já não bastassem suas maquiagens na minha cama enquanto ela se arruma pra ir trabalhar e eu aproveito mais cinco minutinhos de preguiça e admiração! “tá pra nascer mulher mais linda e gostosa!”.

Não pensei que já perto dos meus 30 poderia me comportar como um completo idiota ao falar de relacionamento. Apesar de tímido, era sustentável a imagem construída pros amigos de “come quieto” e estava satisfeito com ela! Na verdade, não estava não… nem rolava na cama direito e perdia a graça da garota de maquiagem borrada, com cheiro de perfume e cerveja deitada ao meu lado (isso foram raras vezes, pra ser mais sincero! As outras vezes que tinha uma garota em minha cama ou numa cama de motel comigo, era ela quem enjoava de mim… vai ver se tocava que eu só tinha charme com efeito de bebidas ou coisa assim… vai ver poderiam ser as luzes de efeito de todas as boates). Enfim. O que sei é que estava acostumado com a minha sorte até uma doida varrida jogar na minha cara que a minha sorte não era tão sortuda assim! Sabe aquela história de que quando você descobre a comida mais gostosa do mundo e não quer mais comer feijão com arroz todos os dias? Quando já se acostumou com pão com ovo ou mortandela e descobre um mega sanduba com direito a queijo cheddar? Pois. Seus emails que hoje tem uma pasta especial na área de arquivos são as poesias mais clichês e ao mesmo tempo sexy que recebo todos os dias… depois deles, abrir os emails com indicações de sites de sacanagens e piadas de loiras gostosas dos meus amigos ficaram em segundo plano. #confesso! Confesso ainda que me tornei o rei do romantismo, quase tocando no violão Roberto Carlos pra ela e rezando em pensamento que ela se emocione, mesmo tendo plena consciência de que era mais fácil ela rir!

Pior que deixar aqui declaração tamanha de submissão do meu gênero é descobrir, no final das contas, que eu posso e quero ser o cara que faz um bem danado em sua vida. Que te manda mensagens de bom dia com piadas ridículas, que te responde emails com frases piegas, que aceita suas propostas indecentes de fugir dos compromissos pra fazer nada junto com ela (porque tem horas que precisamos parar o tempo um pouco… e logo depois ela me beija e volta serelepe pra sua vida frenética deixando seu perfume em minha roupa), que telefona quando ela está no engarrafamento e a faz ter crises de risos deixando o dia menos cansativo, que lhe cobre de atenções, lhe ensina bobagens e outras coisas nem tão bobas assim e, que, a beija, a abraça, a ama, a devora de forma sedenta como se fosse a primeira e ultima vez que posso tê-la em meus braços.

Pensando melhor, posso não ser o último pacote do biscoito, nem uma brastemp cereja, uma heineken véu de noiva ou qualquer coisa parecida… Mas, não é todo homem que antes dos 30 já descobre no clichê brega do amar a putaria toda que o vício e o querer estar perto de forma recíproca pode ocasionar. Amanhã eu posso estar bêbado numa mesa de bar contando milhões de vezes essa história pros amigos, a chamando de vadia e tentando entender porque já não estamos mais juntos, mas, hoje, quero mesmo é soltar gargalhadas… ficar feliz pra caralho, pegar a nega mais tarde pra filosofar numa mesa de bar e, depois, me regozijar entrando de cabeça dentro dela.

 

 
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Publicado por em 28 de abril de 2012 em Guerra dos Sexos

 

Laços


Este vídeo, de 2007, foi finalista do Project, uma espécie de festival de cinema só para filmes on-line. Assistam com atenção.

Laços (Ties) tem direção de Flávia Lacerda e roteiro de Adriana Falcão. A canção original Australia é de autoria e interpretação de Clarice Falcão, que também interpreta a protagonista da história (hoje ela está bem conhecida na rede como parte do Parafernalha).
Uma bela fotografia, roteiro e mensagem.

Ficha:
Atores: Clarice Falcão, Célio Porto e Jô Abdu.
Vídeo falado em portugês, mas com legendas em inglês.
Mais uma bela indicação da prof. Fátima Campilho, que valoriza o acervo do Educa Tube.
Todo precisamos de laços de afeto, de carinho, amizade, companheiros, solidariedade. Um bela canção, um belo vídeo pode ser mais do que a abertura de uma dinâmica de grupo ou trabalho de equipe, mas uma ferramenta pra desarmar os espíritos e unir às pessoas em prol de uma causa em comum.
Estabelecer laços firmes que não desatem ao primeiro leve puxão é o grande desafio de quem vive em sociedade e quem trabalha em colaboração.

 
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Publicado por em 26 de abril de 2012 em Licença Poética, Pseudo Cult, WTF?!

 

Odisseia, Tomografia e Flávia Farias

Tuuuu.Tuuuu.Tuuuu.Tuuuu.Tuuuu.Tuuuu.Tuuuu.Tuuuu.Tuuuu.Tuuuu.Tuuuu.Tuuuu. Clique. Musiquinha infeliz por 2 minutos.

-Para marcar x, dique 1. Para marcar y, disque 2. Para marcar…

Disco 2.

2 minutos de musiquinha infeliz.

-Clínica num sei das quantas, boa tarrrde.

-Boa tarde, eu queria marcar uma tomografia.

-Já tem cadastro, sênhora?

-Creio que sim…

-Nome, porrrr favor.

-Flávia Calmon Faria.

-Flávia Calmon Farias?

-Não. FariA.

-Farias, sênhora?

-Não. FariA, sem S no final.

-Flávia Farias, então. Telefône?

-1234-4321

-RG? Endereço? Profissão dos pais? Prefere chá ou café? É vegetariana? Cor da calcinha que está usando?

Muitas respostas depois:

-Desculpe, sênhora. Não consegui localizar o seu cadastro. Vou fazer a sua ficha, ok?

-Ok.

-Me confirma o nome: Flávia Calmon Farias?

-Não. FariA, sem S.

-Telefone? RG? Endereço? Profissão dos pais? Prefere chá ou café? É vegetariana? Cor da calcinha que está usando?

As mesmas respostas depois:

-Ok, sênhora Flávia Farias, me diz o seu plano, porrr favor?

-Bradesco.

-Nacional, Salvador, Caralho a quatro?

-Nacional?

-Nacional Flex, Top, Num sei o quê ou outra frescura?

-Só Nacional.

-Mas é Nacional Flex, Top, Num sei o quê ou outra frescura?

-Só Nacional, moça.

-Senhora, nós temos tido muuuuuuitos prôblemas com Bradesco na rêcepção. Porrr favor, a sênhora pode pegar a sua carteirinha?

-É só Nacional, eu tenho certeza.

-Mas sênhora…

-Tá. Só um minuto. Pronto.

-O que diz?

-Nacional.

-Só Nacional?

-É, só Nacional.

-Ok.

-Tenho dia tal, daqui a muito tempo.

-Eu preciso fazer esse exame logo, não tem nada mais cedo?

-Huuuuum… vou checar.

5 minutos depois:

-Não, sênhora, não tenho.

-Nem de noite?

-Huuuuuuum…. … … … …Sim, de noite eu tenho. Sexta, 18h. Pode ser, sênhora?

-Pode!!!!!

-Ok, sênhora, Está marcado então. Flávia Calmon Farias, sexta, 18h. Confirmado?

-É… confirmado…

-Obrigado, sênhora. Tenha uma boa tar…

Tuu. Tuu. Tuuu.

 
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Publicado por em 25 de abril de 2012 em Chuta que é Macumba

 

Homem elipse discute sobre sua inabilidade para fazer qualquer coisa

– Eu não presto atenção nas coisas importantes.

– Certo.

– E eu não sei o que é mais importante e deve vir primeiro do que as outras coisas.

– Do que você está falando?

– Do que importa e deve ser resolvido.

– O que?

– As coisas que estão aí. Tem a minha porta, a porta do carro. Tem um buraco enorme lá. E eu estaciono na rua. E na rua tem lixo, muito lixo, você sabe disso, tem lixo em todo lugar, então um dia eu posso entrar no carro e um rato pode estar lá. Isso acontece? Eu me pergunto por que ele entraria lá, mas eu não entendo de ratos. Eu não sei muita coisa. Eu deveria ter estudado mais. Existem caras de 25 anos ganhando R$ 10.000,00 por mês no Google. Aí você pode pensar, “Esses caras não tiveram vida. Não transaram com ninguém. Não tiveram a vida divertida que eu tive”. O problema é que eu não tive uma vida divertida. Eu sou completamente lesado e ganho muito mal. Tem um buraco na porta do meu carro. E uma goteira também. Eu queria trabalhar no Google, mas provavelmente nem conseguiria estabelecer uma conversa com um desses caras. Eu não consigo me comunicar com ninguém. Eu não sei como estou aqui falando com você. É tudo muito estranho e bizarro. E eu sou uma pessoa ruim. Porque nós crescemos achando que somos bons, mas não somos. Eu sou uma pessoa terrível. Eu minto. E sou egoísta, extremamente egoísta. Eu provavelmente roubaria as pessoas se tivesse a chance.

– Você quer trabalhar no Google?

– A verdade é que eu não gosto de trabalhar. Eu sou uma pessoa terrível. Terrível.

– Você fez o que eu pedi?

– Não.

– Por quê?

– Porque você pediu. E não partiu de mim. E por isso eu não consigo fazer. Eu sou egoísta.

– Você precisa fazer as coisas.

– Elas serão feitas. E se não forem, não sei se fará diferença.

– O que você está fazendo agora?

– Buscando espaços. Bolhas.

– Existe um espaço?

– Aqui.

– Faça uma coisa pelo menos. Escolha uma e faça. Apenas uma.

– O buraco. Vou jogar o carro fora.

– Muito bom.

– E vou fazer mais sexo, já que não vou entrar no Google.

– Que maravilha.

– É isso. Obrigado. Às vezes as coisas parecem fazer sentido.

– Por nada. Vá em frente.

 
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Publicado por em 25 de abril de 2012 em WTF?!

 

Dia de São Nunca!

Jorge Cabeleira e O Dia Em que Seremos Todos Inúteis (1994)

Jorge Cabeleira e O Dia Em que Seremos Todos Inúteis (1994)

Lá pelas idas de 1994, uma banda surge com um álbum que se destaca no cenário insurgente do manguebeat, juntamente com Chico Science e o Planet Hemp. Jorge Cabeleira e O dia em que seremos todos inúteis aparece… E desaparece! Desaparece por alguns longos anos… A banda mistura rock, música regional, algo que faz lembrar o primeiro álbum dos Raimundos, mas não tanto hardcore.

Banda fora do eixo Rio-São Paulo tem as chances maximizadas de cair no esquecimento. Só em 2001 a banda voltou a lançar um novo álbum, o Alugam-se Asas Para O Carnaval. Hoje, não sei por onde anda Jorge Cabeleira.

Como não poderia deixar de ser, até Gonzagão teve uma música regravada pela banda: Carolina. Mas com uma pegada mais violenta, “pra frente”, como manda o figurino do rock’n’roll. Ganha destaque também A história de Zé Pedrinho, que conta a história de um nordestino que vai para o sul em busca de trabalho e, quando retorna, descobre que sua amada, Esmeralda, se tornou uma vagabunda. Sem final-feliz nessa história.  12 Badaladas, faixa que abre o álbum, também é bem legal. Já mostra desde o início o que se espera nas próximas faixas, a intenção de música nordestina, de rock’n’roll, de manguebeat, um sentimento meio Cordel do Fogo Encantado

Vale a pena baixar e conhecer. São apenas trinta e oito minutinhos para conhecer o trabalho de uma das bandas destaque do Abril Pro Rock de 1996.

Até breve!!

Link para Jorge Cabeleira e O Dia Em que Seremos Todos Inúteis: http://www.mediafire.com/?lkmgq6lg3lamaf1

 
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Publicado por em 23 de abril de 2012 em Musicalizando

 

Não gostaria de entrar e tomar uma xícara de café?

O café que nós, reles mortais, compramos nos supermercados é o café que acabou torrando duas vezes e que o cafeicultor aproveitou embalando a vácuo e enviando para o consumo da população. É como manda o mercado.

cafe com blues1

Café tipo exportação (hoje mais conhecidos como: café especial) é mais encorpado e seus grãos não chegam a torrar. Por isso o sabor é muito melhor, além de conter menos cafeína que os outros cafés normais. O quilo destes grãos chega a custar 40,00.

‘Tipo Exportação’ também é o nome do álbum da banda ‘Café com Blues’, que mistura repente, cantoria, enfim, a música do sertão nordestino com o blues norte-americano. Um álbum que busca unir os negros separados pela escravidão (tá, nós sabemos que os negros que foram para a Bahia eram diferentes dos que foram para Pernambuco, Rio e, lógico, para os E.U.A.), unir os negros que criaram o blues por lá e os que trabalharam nos cafezais daqui.

cafe com blues2

Muito bom e muito diferente o som dessa banda de Vitória da Conquista, na Bahia. Canções como ‘Um bluseiro no sertão’, que faz uma inteligente analogia entre o cantor de blues e a árvore típica da região, o umbuzeiro. Outro destaque vai para ‘De repente um blues’, que mistura blues com repente, entre outras maravilhosas canções.

O nome da banda pode vir do fato da região de Vitória da Conquista/Barra do Choça ser grande produtora de café. Talvez por esse motivo a banda tenha se chamado ‘Café com Blues’ e o disco ‘Tipo Exportação’.

cafe com blues2

Vale muito conhecer esse som! Café com Blues tem um tempero muito brasileiro.
“Tudo isso provando quanto é poderosa e suprema a natureza…”

Café com Blues – Tipo Exportação
1. Blues na caatingueira
2. Lei áurea
3. De repente blues
4. Cultura
5. Um sertão belo
6. Jornal da manhã
7. Navio negreiro
8. Um bluseiro no sertão
9. Noel
10. Folia de Santo Reis

 
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Publicado por em 23 de abril de 2012 em Musicalizando, Porta Retrato, Pseudo Cult