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Cérebro e Sexo

16 abr

Tem gente que se gaba de ter peito (peitões, no caso), ou de ter bunda (bundão) e tem muitos desprovidos desses predicados físicos que dizem que é melhor ter cérebro. Há quem tenha peito, bunda e, pasmem, tenha cérebro também. E dê valor a ele.
Mas em todo caso o problema é um só: conteúdo.
Das mamas, dos glúteos ou do cérebro.

É certo que todos temos cérebro, embora alguns o usem mais como acessório ou opcional, e não como um item original de fábrica. Mas alguma coisa todo mundo tem na cabeça, já que “Eguinha Pocotó” não pode ter surgido do nada.

SEXO E CEREBRO

Também já está comprovado cientificamente que o cérebro para se desenvolver, precisa ser exercitado. Por isso cai bem desde cedo ir logo entulhando um balaio de ‘sabença’ na caixa de pensamentos, mas é bom ir adiantando que não basta o acúmulo de conhecimento, se não souber como utilizá-lo.

Em outras palavras, a cultura é o alimento do cérebro, mas tem gente que faz regime ou utiliza alimento errado. Há uma teoria que axé e pagode, por exemplo, murcham o cérebro. Mas o Tonhão acha que deve ser preconceito.

O cérebro é que comanda todo o resto do corpo, logo vai ensinar a quem tem peito ou bunda a utilizar da melhor forma esses atributos. É o cérebro que comanda também o coração, que não passa de um músculo. Logo os amantes deveriam se declarar dizendo “Te amo do fundo do meu cérebro!”. Soa meio falso, mas é o correto.

Algumas pessoas dizem que conversam com seus próprios cérebros, como é o caso do Tonhão, e tem hora que ele dá cada palpite infeliz, que era melhor não ter pensado muito.

É maldade dizer que a cor do cabelo influencia a qualidade do funcionamento do cérebro, mas Tonhão alerta que é preciso ter cuidado na hora de trocar idéias. Se sentir que o outro é fraco, é sempre bom pedir volta.

Dizem que a inteligência é afrodisíaca. Mais até que os peitões, bundões, bíceps e outros atributos menos votados. Uma boa reflexão, então, pode ser considerada quase como uma masturbação. Sexo tântrico deve ter surgido daí.

Já um bate-papo inteligente, daqueles que não dá vontade de parar, é uma relação sexual completa.

Se for com o Tonhão, com orgasmos múltiplos.

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4 Comentários

Publicado por em 16 de abril de 2012 em Guerra dos Sexos, Mundo cão, Pseudo Cult, WTF?!

 

4 Respostas para “Cérebro e Sexo

  1. wladimirbastos

    16 de abril de 2012 at 11:07

    É isso aí, Rui! Como diria o antigo Titãs: “Quem tem pinto, saco, boca, bunda, cu, buceta, quer amor”. Faltaram incluir “cérebro” na letra da música. Rs.

    O caso são as regras da atração e manutenção. Por mais que os filósofos mundiais e os geeks busquem respostas sobre o sentido da vida, uma coisa é inegável: O primeiro contato geralmente se dá com os olhos, e assim é o mundo exterior que impera. Bundão, peitão, bundinha ou peitinho, não importa o padrão. Importa sim o que nos atrai o olhar. E aí nos cercamos também da idéia do que não é comum nos atrai o olhar, ainda que apenas por despertar a curiosidade. Lembra da mística dos olhos claros? Por não serem o padrão comum, despertam a curiosidade. No sábado, num aniversário de uma amiga, estava uma morenona, de lentes azuis-turquesa, e eu não conseguia pensar n’outra coisa senão “que bizarro!”. Bem, houve quem gostasse (e muito). Mas enfim. E o que dizer da tiazinha de metro-e-meio, de cento-e-tantos quilos, com seus peitos que tranquilamente descansam sobre o colo? Peitões, não? Mas… Bem… Não vejo beleza ali… Mas… Bem… Sempre fui gordinho, redondo que nem propaganda de Skol, e se barriga e gordura fosse padrão de beleza, nunca teria tido uma namorada sequer na vida. Mas vá lá…

    Passado o primeiro contato, a primeira impressão, vem o período da transformação: Ou o cérebro alheio se lhe mostra atraente ou se lhe causa distância. E é aí que um senso-comum (e até censo-comum) vem participar ferozmente da briga. As meninas têm na ponta da língua: “Pra que um monte de músculos e um rosto bonitinho se, por dentro, não tem conteúdo?”. Os meninos conhecem isso também: “Pra que bundão e peitão sem conteúdo?”. O fato é que eu sempre gosto de perturbar a Srta. Senso-Comum, e certo dia fui arrebatado pela surpresa. Certa vez tive uma namorada de rosto lindo e peitos à la atriz pornô, naturais, grandões e não-siliconados, e conteúdo cerebral em falta. E fui feliz enquanto durou por um simples motivo: Era uma pessoa divertida, alegre, do tipo cheia de vida, e que fazia o dia-a-dia ser bem mais agradável. Veja que houve a introdução de um paradigma inesperado. Pelo padrão, cabia perfeitamente na música do Gabriel, o pensador: “Loira burra, uma noite e nada mais” (embora não fosse loira). Bem, o padrão errou. Mas isso demonstra o nosso próprio erro, já que aprendemos na escola, em matemática, que existe o “x” e o “y”, um espaço bidimensional. Depois conhecemos o espaço tridimensional, e a existência do “z”, e nos disseram que havia altura, largura e, agora, profundidade. Muitos depois, aprendemos também que podem existir “n” dimensões, ao gosto do freguês e, ainda assim, esquecemos de trazer isso para a vida! Sempre esquecemos de que existem os “n” parâmetros, e que isso pode mudar a nossa visão das coisas.

    A ligação do axé e o pagode com a falta de conteúdo, compensado pelo preenchimento de peitos, bundas e músculos sarados, advém da popularidade e do meio onde surgiu e lhe é mais comum, por princípio apenas: A periferia, a classe de baixa-renda, a baixa/falta de escolaridade, et cetera. Portanto, é mais comum encontrar um(a) aficionado(a) por axé ou pagode cheio da falta de conhecimento científico/cultural que o senso-comum adora manter num palco iluminado pela graça divina. Talvez nem seja necessário trazer à lembrança que estou tratando aqui do padrão, da regra, e que para toda regra existem exceções.

    Mas sabe, cérebro, pernas, bunda, peitos… Com ou sem eles, se não se lhe trazem felicidade, de nada adianta possuí-los…

     
  2. Flávia Faria

    16 de abril de 2012 at 18:41

    E porque nossas reflexões sempre terminam com vc dizendo “não sabo”?

     

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