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Arquivo mensal: junho 2012

Quem nunca sofreu por amor?

Sei que está frio… Então, antes que eu comece a lhe falar… aceita um café? Ou um chocolate quente? Açúcar ou adoçante?

Quem nunca sofreu por amor não pode saber a dor que ela está sentindo, muito menos entender seus comportamentos mais tolos e desnorteados. Não pode ter dimensão do que significa pra ela vê-lo com outra e muito bem, diga-se de passagem. Como ele está bem com outro alguém se ela, só ela o conhece nos mínimos detalhes… se ela, só ela é a mulher da sua vida?

Eu, a menina de espírito velho e de lágrimas caídas, posso até ser chamada de boba. Mas, a entendo. “Você é compreensiva demais Dona Moça” é uma das muitas frases que não saem da minha cabeça… porém, se esse excesso meu é um erro, continuarei errando, pois não cabe em mim a ideia de ser diferente… de não olhar o outro lado da moeda ou mesmo tentar enxergar de fora tudo o que se passa, por mais suja e contaminada que eu esteja na história. Minha intenção não é me vangloriar ou ser a filha da puta boazinha que oferece um ombro amigo e mesmo assim, no fim do filme, acaba levando o amor do Boy para casa. Só quero ser justa, entende? Longe de mim te oferecer o meu ombro ou qualquer coisa parecida. E o fato é que eu sei das loucuras que somos capazes de fazer muito mais por medo de perder do que pelo amor em si (e acaba perdendo do mesmo jeito). O fato é que eu já me olhei no espelho e vi a mesma imagem perdida que você agora vê. E aquela dor que te rasga por dentro e que você acha que ninguém no mundo vai saber o que você está passando, eu já senti. Claro que não sou você e nossos comportamentos no decorrer da trama chegam em muitos casos até a se opor, mas a dor, o medo, o amor é o mesmo. O mesmo imaturo e inseguro romance que te faz acreditar que é pra vida toda e te faz ser dependente e se achar onipotente e de repente, puf! tudo se esvai… vira pó… são só lembranças, fotografias, cartas, emails… são só marcas de um passado e ponto final.

Eu só quero dizer que eu também tenho um passado e que ele, ás vezes, dói. Não por eu ainda ter lágrimas iguais às suas ou por eu ainda querer estar nele…não é isso… é mais uma questão de ego e decepção. De quem sabe que o amor a gente inventa, mas também é muito mais fácil de des-inventar do que você estava preparado pra encarar. E quem nunca sofreu por amor não tem ideia do que é isso! Não pode se dar ao direito de ser egoísta e pedir pra que o outro resolva suas pendengas do passado antes de construir contigo novas pendengas, não pode deixar a gaiola livre… não vai saber amar e se amar também ao mesmo tempo porque não tem vivência pra isso, substância, dor e nem manejo. É preciso jogo de cintura para continuar amando a sí próprio paralelo a outros amores e só sabe disso quem já sofreu por amor e viu que mesmo quando as coisas não terminam como a gente planejava, ao menos elas aconteceram, foram reais, foram contigo e não só suas, mas as lembranças são posses que só você pode contar e recontar e reinventar. E nesse ponto, só nesse ponto, podemos nos tornar únicas na vida de algumas pessoas, porque a relação que se faz ali, naquele instante e não se repete com ninguém… pois o humano tem o maior defeito dentre os animais, cada um de sua espécie consegue ser assumidamente diferente do outro… mesmo que os clichês existam, que o “te amo” valha para todos e que seja preciso sofrer de amor para a poesia ter algum sentido. E, no fim, por fim, ao fim, se você conseguir se dar conta de tudo isso, se você criar coragem de olhar para o lado e se propor a dar as mãos a um outro alguém e se você rir enquanto novas lágrimas caem ao contar tudo que já viveu é sinal de que finalmente vai enxergar no espelho alguém parecida a quem eu hoje sou e, sim, você sobreviveu.

No mais, não se espante se um dia entrar naquele velho quarto que você já frequentou e encontre novas mobílias ou certezas guardadas em um novo lugar… o melhor do humano é a sua mutação constante, essa estranheza de não sermos nunca pra sempre as mesmas pessoas… ele não é o mesmo, eu não sou a mesma  e você também vai sentir vontade de mudar… eu acho!

 
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Publicado por em 30 de junho de 2012 em Guerra dos Sexos

 

Vida de pseudo-jornalista

Sim, eu sei que eu ando sumida e metade da população de leitores desse blog sequer lembava da minha existência. Vou dar uma razão bem simples pra isso: tô brincando de ser jornalista.

Eu de fato achava que ia adorar viver sob pressão, com tempo corrido e trabalhar em fins de semana e feriados, ganhando quase nada por tudo isso, mas na prática eu acho que deveria ter sido uma pessoa mais inteligente e feito engenharia. Se existe alguém aí na multidão pensando em viver de escrever pra jornal, recomendo que pense BASTANTE, porque, sério, o futuro promete ser negro.

Apesar dos pesares, a gente dá boas risadas aqui pela redação. Fora todo o ódio aos assessores de imprensa que acham que é favor trabalhar até às 17:10 pra lhe conseguir uma informação, jornalistas têm a oportunidade de entrar em contato com as pessoas mais variadas – e inusitadas – que existem nesse país. De vez em quando também temos que inventar perguntas mirabolantes quando o release que a gente recebe já tá todo completinho. Hoje eu perguntei tantas coisas escabrosas pra amiguinha da Polícia Federal que só faltou completar com um “e se houver uma invasão de zumbis na cidade e a criança realmente não puder comparecer ao SAC pra tirar o passaporte por medo de que lhe comam o cérebro?”.

Em geral eu penso em posts bem interessantes quando passo por situações engraçadas, mas em geral eu chego em casa com muita preguiça pra sequer mover o dedão. Pelo menos eu já aprendi a escrever rápido o suficiente pra não ter mais que sair daqui às 10 da noite.

Beijo pra vcs que ficam e têm a oportunidade fantástica de ter vida social! Se o filho/amigo/sobrinho/coleguinha virar pra vc dizendo que vai fazer jornalismo, lembre-se de interná-lo.

 
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Publicado por em 27 de junho de 2012 em Pior é na Guerra

 

O fatalismo de Alice

Ela não lembrava. Lembrava até alguns meses, mas já haviam semanas que nem tentava mais. Não fazia ideia. Não queria admitir, mas já deveriam ter se passado seis meses. A verdade é que, desde que percebeu que tudo estava errado, Alice não assistiu mais filmes.

Ela tem uma teoria. E conta para o seu pai, cineasta, que faz um filme sobre ela. Está deitada em sua cama. Ele projeta o filme favorito dela, “Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças”, na parede em cima da cabeceira. Joel e Clementine estão deitados sobre o lago congelado.

– Porque quando eu comecei… E os que me pegaram…

Ela pausa. Parece desanimada.

– Ta ridículo.

– Pra quem?

– Pra mim. Pra quem for assistir. Se é que vão perder tempo com isso, desculpa.

– Vamos terminar. Nem que seja só para nós dois. E se for para nós dois, poderá ser para mais alguém.

Ela se conforma em fazer a vontade do pai, mas ainda não vê sentido naquilo. Desde que largou a faculdade, parou de ver filmes. Porque fazer um filme sobre uma garota que não consegue ver filmes? Para fazê-la ver ao menos este, talvez. Ela sabia o que o pai estava tentado fazer. E havia uma certa vaidade em protagonizar algo dele, sempre ocupado com documentários sobre pessoas e conflitos tão distantes.

– A verdade eu que eu passei uma fase vendo muita coisa parecida. Filmes que pareciam falar pra mim, sabe? Diretamente pra mim. E até os que não falavam conseguiam aliviar as coisas que eu sentia de alguma maneira. E acho que criei essa relação narcisista e egocêntrica com cinema, sei lá… Essa coisa de procurar sempre algo que me aliviasse as frustrações e me fizesse acreditar que tudo poderia ser resolvido de alguma maneira. Mas aí não é que as coisas não se resolvem? Porque nos filmes eles precisam dar um ponto final para aquilo tudo de alguma maneira. Precisa terminar, mesmo que sem resolução obvia ou aparente, precisa terminar. E quando termina, querendo ou não, resolve. Fecha as coisas e você consegue ir adiante. E isso é ilusório, porque você passa a acreditar que isso vai acontecer com você também, que aquelas agonias vão ter ponto final, mesmo que sem resolução, terão algum tipo de ponto final, entende? E aí você percebe que não tem ponto final e que as coisas só se complicam mais e ah! Sei lá. Chega!

O pai de Alice, sem parar de filmar, entrega a câmera para ela.

– Faça um filme.

Ele vai embora e deixa-a no quarto com a câmera ligada. Ela, após rir sozinha por alguns segundos, vai atrás dele com a câmera na mão.

 
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Publicado por em 26 de junho de 2012 em Match Point

 

Êta, mulesta!!

Raimundos - Raimundos (1994)

Raimundos – Raimundos (1994)

E lá se vai mais um São João! Para mim não teve bandeirolas, nem fogueira, nem bombinhas… Mas teve licor, amendoim, bolo de fubá, milho verde cozido e boa companhia. Sim, São João caseiro, em minha casa. Então a trilha sonora ficou a meu encargo. Depois de umas horas de tradição musical festiva, decidi modificar um pouquinho só, e ouvir um som sertanejo-não-sertanejo. Em 1994, os Raimundos lançaram seu primeiro álbum, trazendo nele muito hardcore, ou como eles mesmos intitularam, forrócore. E muito bate-cabeça, muito palavrão. Muito divertido, isso sim.

Não demorou para que músicas como Puteiro em João Pessoa e Selim virassem hits, e todo mundo estava cantando por todo lugar. Mas hit é hit, e para mim não supre a totalidade. E não decepcionaram. A agressividade musical, associada com letras fortes, sempre remetendo a um sertão-brabo-cabra-da-peste-do-cabrunco, se instaura no álbum de música em música, e só pára quando o álbum acaba.

Mas a combinação foi muito boa: Uma história engraçadinha, mais um punhado de palavrões, mais um som agressivo…? Claro que acaba tudo em diversão! E este álbum foi, de fato, o início de uma grande jornada sonora. Sem dúvidas, este primeiro trabalho foi tão particular, que os subsequentes foram perdendo pouco a pouco a nordestinidade tão característica e dado espaço para o peso do groove que os caracterizaram.

Uma das historinhas divertidas mais legais que eu prendo minha atenção neste álbum é Cintura fina. Uma história de amor, cujo protagonista se embriaga, se apaixona “pela mulher mais feia da região“, faz juras de amor, tudo o que a bebida pode causar! “E no outro dia quando amanheceu, eu não consigo me esquecer do susto que ela me deu! Juro por deus, era a mulher mais feia que eu já vi, e tenho que assumir que além de beijar eu dormi com aquela mulher!“.. Hahahaha!! Cuidado com a bebida, mes amis! Confere aí:

São apenas quarenta minutinhos de forrócore e diversão garantida. Pode baixar e curtir!

E até breve, pessoal!!

Link para Raimundos: http://www.mediafire.com/?t2fut9ciqadv0ca

 
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Publicado por em 25 de junho de 2012 em Musicalizando

 

No dia que eu posso dormir até tarde, o vizinho resolve escutar música alta bem cedo

Sábado de chuva. Frio. Uma cama quentinha. Melhor combinação não há, especialmente se você dormiu mal durante a semana toda e pode ficar até a hora que quiser na cama.

Aqui no condomínio rolam uns consertos eletrônicos e mecânicos, e Dono do Carro escolheu a melhor hora do mundo para testar seu recém-instalado aparelho de som (que mais parecia um trio elétrico): 10 da manhã (praticamente madrugada!)!

Eu acordei na minha calma de sempre e não pensei duas vezes.
Antes mesmo de dar bom dia para minha mãe fui na geladeira e passei a mão num ovo, que saudou meu vizinho musical bem no teto do carro.

Dormi o resto do dia feliz da vida.

E ele nunca mais ligou a música nas alturas.
Acho que ele entendeu o recado…

 
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Publicado por em 25 de junho de 2012 em WTF?!

 

Pra sonhar

Depois de semanas desaparecida, olha eu aqui de novo xaxando… em plena semana que todo mundo viaja pra comemorar o São João eu fico doente na Capital pedindo por favor! me deixem dormir! Parece que não dumo há séculos…

Mas, não vim falar sobre isso não! Quero comentar sobre a alegria que encheu meus olhos e contagiou meu corpo no show de Jeneci que rolou aqui em SSA. Primeira vez que vi um Show de Marcelo foi na Conexão vivo de 2010 lá em beagá (Estrutura fantástica que ainda não encontrei nas conexões daqui). E pra ser mais sincera, quis ir pro show pra ver Arnaldo Antunes o qual de ultima hora não pode aparecer… pequenos detalhes de nós dois a parte. A graça maior foi ver um público de no máximo 30-40 pessoas vendo o Jeneci e a Laura e dançando as musiquinhas sem fazer a menor ideia de quem eram eles! Novo estilo de dupla sertaneja? A banda é dela? A banda é dele?

Dois anos depois O disco “feito pra acabar”, milhares de entrevistas, parcerias com outros artistas e música bombando na novelinha das sete… Jeneci chegou pra tocar em SSA com um estilo muito mais extrovertido, com couver do Roberto Carlos (uma das suas influências) e com um público absurdamente maior. E isso é de dar gosto! Por que eles não soltam piruetas, nem nada pitoresco demais… eles são simples e muito bons na simplicidade deles e é isso que me encanta e me faz ouvir incansavelmente cada uma das suas músicas. Laura deixou o rayban que a deixava menos próxima ao público em pleno domingo de muito sol pra optar por um vestidinho florido curto e um salto muito alto (estava linda! #fato) e o bonito do Jeneci nem se fala… aiaiii

dias e dias depois e continuo suspirando com a delícia que foi assistir isso tudo, ver a galera cantando as músicas, ver o Jeneci bem lá no meio deles… longe de mim preu não pedi-lo em casamento… enfim! foi muito legal e espero que eles voltem logo! Quanto ao Chefinho desse blog nesse dia… raiaii! [risos].

[o vídeo está super tremido! acho que a pessoa estava muito emocionada, mas a intenção foi só mostrar como lá estava de dar gosto de se ver!].

 
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Publicado por em 22 de junho de 2012 em Musicalizando, Porta Retrato

 

Cultura regional soteropolitana

…e lá fui, mexendo na caixinha de discos, cliques e mais cliques, com aquela ânsia característica de quem quer ouvir alguma coisa que deixa a cabeça confusa para, enfim, se definir. Situação muito comum para mim. Por vezes até desisto de escutar música e vou fazer qualquer outra coisa. Desta vez não desisti. E cheguei na letra D, vi Dr. Cascadura, quis escutar o primeiro álbum, o segundo me chamou a atenção e fiquei com a segunda opção. Enquanto escutava, já fui abrindo o Varrendo a Sala para criar um post segundafeirístico sobre ele. Fui caçar na web a capa do Entre! (1999) e (incrível!) não encontrei com uma definição legal. Isso já havia acontecido com o primeiro álbum, mas já foi resolvido. O caso é que, nesta busca, vi algumas chamadas anunciando o lançamento do Aleluia (2012)! Faz algum tempo que eu havia escutado rumores sobre um futuro lançamento deste, mas sem data prevista. Hoje tive o primeiro contato com este novo álbum e, imediatamente, resolvi trocar o tema-álbum do review e deixar registrada minha primeira impressão.

Cascadura - Aleluia (2012)

Cascadura – Aleluia (2012)

Antes de mais nada, devo (me) esclarecer que já não é mais Dr. Cascadura, e sim Cascadura! E já é Cascadura há algum tempo! O único motivo do esclarecimento é porque sou do tempo do Dr. junto ao nome da banda, e que foi (sim, senhor!) um tempo divertidíssimo, de shows antológicos no pub da Heineken no Rio Vermelho, o Café Calypso. Tempo também onde percorríamos o Santana, o Idearium, o Café & Cultura, o próprio Calypso, entre outros, e havia a opção de escolha de que rock’n’roll participar, praticamente de segunda a segunda. E foi no Calypso que conheci o Dr. Cascadura. Ops! Cascadura.

O legal de conhecer os trabalhos de uma determinada banda é perceber a evolução musical dos álbuns ao longo dos anos. Até hoje fico felicíssimo ao escutar o #1 (1997), primeiro trabalho deles. E o quanto mudaram de lá até o Aleluia (2012). A mudança já era notável com o Vivendo em grande estilo (2004), e muito maior no Bogary (2006). Antigamente, a pegada era mais southern, e hoje muito de indie rock. O público que hoje frequenta os shows também estão muito mais arrumados, o que é perfeitamente normal, tendo em vista a mudança de paradigmas existente no cenário rocker atual. E Aleluia está chegando aos meus ouvidos de uma forma muito agradável (sim, ainda estou escutando neste exato momento!), está convencendo! E parece ter sido feito para nós, soteropolitanos. Musicalmente, temos contato com o tão conhecido som do berimbau e o ritmo do axé-nagô-baiano-percussivo, fora as referências aos Aflitos, Ribeira, Dois Leões, e por aí se segue.

A faixa Aleluia, que abre o álbum e dá nome a ele, eu já havia conhecido no Sanguinho Novo, projeto de verão que rolou em 2011, no Pelourinho. Bem legal. Outra faixa que me chamou a atenção foi a Sonho de garoto, pela referência à música Chorando no campo, de Lobão (“Sonho de garoto / E O CINEMA É SÓ ILUSÃO / Difícil de entender, fácil de saber, fácil de querer nos meus braços”). Pois é, ouvi, bateu, identifiquei, que legal! Que tal uma pra “bater cabeça” nos shows? Recomendo ouvir Cabeça de nego! Pesadinha sim, de bom gosto. Mas quer um instrumental bem legal? Então vai na A verdadeira e curte a forma harmônica que os instrumentos se desenvolvem por toda ela. E se não se cansar, vá direto a To your head, e duvido que a sonoridade musical não te remeta à nossa cidade de Salvador. Orkestra Rumpilezz? Humm.. #thumbs-up. E para não perder a boa levada de participações, nossa baiana Pitty deixa seu registro em A mulher de roxo. Que tal?

Enfim, fica aqui minha recomendação semanal, um disco duplo de oitenta e quatro minutinhos de boa produção. Agora, com licença! Vou escutar mais uma vez, quiçá algumas outras também!

Até breve, rapeizi!

Link para baixar Aleluia (direto do site oficial do Cascadura): http://bandacascadura.com/aleluia/

 
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Publicado por em 18 de junho de 2012 em Musicalizando