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Arquivo mensal: julho 2012

Em dose dupla!

Boa noite, pra quem é de boa noite! Trago hoje mais material para uma boa audição, e mais uma vez uma banda das paragens de nossa companheira Tainã Moura. Parafusa é uma banda pernambucana, que me foi apresentada lá pelas idas de 2006. E antes disso, a banda já havia lançado a bem sucedida demo-tape Não ria de mim (2002) e o primeiro álbum Meio-dia na Rua da Harmonia (2004). Bem verdade também que me apresentaram por conta de uma música “engraçadinha”. Mas minha curiosidade é sempre muito mais latente, e quis sim conhecer muito mais do que algo “engraçadinho”. Certo, apenas para saciar a curiosidade alheia, a música “engraçadinha” é o hit Zamba, do Meio-dia na Rua da Harmonia, que diz assim: “Eu só queria que você me coisasse, e que depois você me lá-lá-iá-lá-iá. Não tão depois a gente se interligasse. Ai ai…. Mas essa foi apenas o primeiro contato com a banda. Eles têm músicas muito mais atrativas! Deixa eu apresentar melhor. E dessa vez, deixo os dois álbuns procês!

Parafusa - Não ria de mim (2002)

Parafusa – Não ria de mim (2002)

Como disse anteriormente, a demo-tape Não ria de mim (2002) foi bem sucedida. Zamba foi um hit do momento. Mas desde a primeira vez que escutei, curti muito a segunda faixa, Ei, onde é dito: “Se você pensa que estou cansado de te ouvir, convém não mais pensar. Só por hoje eu vou dizer que eu sofro por você, já sabem quem tu és…“. Mas não há como não se emocionar com a faixa Afinal. Lentinha e bonitinha, como aquelas canções feitas mesmo para emocionar: “Ser, pra quê? Querer, sem ter, ficar pra ver cantar o que encantar. Afinal, não foi tão mal assim. Quem foste, não és mais. Quem somos é o que resta”. Muito bonitinha mesmo! Talvez não tão bonitinha quanto a última faixa, a que dá o nome à demo, Não ria de mim:
Sem os seus conselhos não vou duvidar / Sem que você fale, não vou aceitar / Só nos seus abraços, vou me confortar / Só com seus desejos, vou me ocupar / Estou contando o tempo pra poder lhe provar / O que você sabe, e finge / Não vai ser difícil ter você de volta, ter você pra mim / Só não ria de mim, não vou lhe atrapalhar / Mas, se você quiser, eu fico com você / Não vou me arrepender, mas se você quiser

Parafusa - Meio-dia na Rua da Harmonia (2004)

Parafusa – Meio-dia na Rua da Harmonia (2004)

Mas banda não sobrevive de demo-tape. Hora ou outra precisa lançar um álbum coeso para seguir adiante. E em 2004 lançaram o Meio-dia na Rua da Harmonia. E que é um álbum muito bom também! Para ser bastante sincero, sempre escutava a demo-tape seguida por este álbum. Às vezes parecia ser um álbum só. E neste, o Parafusa resolve descarregar toda sua influência da MPB. Mistura sambinha, rock, pop, pode-se encontrar de tudo! Rs. São doze faixas bem legais, e logo na segunda faixa, A história do Boi Tatau, uma mistura de nostalgias alegres, fazendo buscar na memória aqueles velhos tempos da infância: “Lembro dos sonhos e sua proteção / Jogos antigos e a televisão / Sonhos, temores que te assustavam / Ondas gigantes, pranchões, Havaí, Zé Piline / Lutas na cama e os golpes mortais / Super-heróis, esses não voltam mais”.

As duas faixas seguintes, No asfalto e Última troça, eu sempre enxerguei uma relação entre elas, uma continuidade de faixa à faixa, talvez uma impressão particular minha, mas que seja. No asfalto conta a história de uma senhora que é atropelada e deixada na rua, até seus últimos momentos, podendo ainda se despedir da vida junto a seus filhos. Última troça, soa para mim como a história de quem estava em casa e recebeu a notícia do atropelamento e entra em desespero. Por isso a ligação, mas é uma interpretação pessoal, viu? Rs. Ambas muito boas!

Em seguida temos a faixa Longa canção sobre um grande amor, um verdadeiro carnaval pernambucano, frevo e alegria! Todos os elementos festivos passam por ela, fazendo a grande festa! Não é a minha predileta, mas a faixa que vem em sequência… Sim, essa é minha preferida sim! Não sei dançar (bailarina), essa fiz questão de pegar o violão e tirar todinha, fiz arranjos, o diabo! A sensação de música circense me fez mergulhar em minha própria imaginação e por lá ficar, desde a primeira vez que ouvi. Mas só conferindo para saber do que se trata, né?

A festa já foi feita anteriormente… mas o povo não cansou, e a faixa Marchinha nos traz novamente essa impressão carnavalesca pernambucana. E muito bem posta, ao menos a meu ver, de acordo com a imagem que projeto de Recife: “Esta cidade parece um poema“. Mas a letra parece ter sido pensada para a festa mesmo. Confere: “É carnaval, todos fazem barulho / Eu gostaria de poder cantar / E lhe encontrar, lhe abraçar / É você na fantasia? / Esta cidade parece um poema / Em qual esquina você pode estar? / Atrás da orquestra? Nesse cordão? / Sentada em alguma janela? Pulando no meio da multidão? / Toda alegria no ar / Espero e hei de encontrar você no carnaval”. Ok, um tanto lógico, mas procura escutar a música para entender as minhas palavras!

E o álbum termina com a faixa Maria, uma música lindíssima, e bem festiva, bem cara de show ao vivo e multidão cantando e dançando na Concha Acústica do TCA! Rs. Nada como um “final feliz” para um álbum.

Agora cabe a você, leitor ou leitora, baixar estes dois álbuns da banda pernambucana e apreciar um pouco de boa música. Recomendo muito!

E até breve, pessoal!

Link para Não ria de mim: http://www.mediafire.com/?rawq9r29rk5gsfd
Link para Meio-dia na Rua da Harmonia: http://www.mediafire.com/?l54nx428nivu8vx

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Publicado por em 30 de julho de 2012 em Musicalizando

 

Tarde sem sonho

oh lua linda

tarde para qualquer gesto
que te levasse embora
e voce dormiu em meus braços…
era o cansaço a lembrança
que meu amor lhe confiava?

era tarde e sem sono
selvagem como uma tarde
sem sonhos para conquistar

tive medo que acabasse
e escondi a lua do céu
de voce fiz refem
o sonho que teve
tornando-o meu em esquecimento

era o fim
da tarde sem fim
como qualquer fim de tarde era

quis acalmar o ceu
com ameaças
e meu olhar ja ensaiava
um golpe maior
por cima das nuvens
quando voce me abraçou
e eu me perdi na noite entardecida
de seus labios bem desenhados

adormeci em seus braços
já sem lembranças da tarde sem sonhos nenhum….

 
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Publicado por em 30 de julho de 2012 em Licença Poética, Pseudo Cult

 

A reabilitação do homem elipse

– Estou tentando me reabilitar.

– O que está acontecendo com você?

– Não consigo pensar direito.

– Como assim?

– Às vezes estou fazendo alguma coisa e simplesmente paro. Branco total.

– Câncer.

– Na cabeça?

– Talvez.

– Existem outras doenças terríveis. Minha pele está ressecada.

– Fale mais sobre os “brancos”.

– Computador. Às vezes esqueço onde estão os arquivos. Abro a pasta e esqueço o que estou procurando. Aí lembro, só que não consigo enxergar. Não consigo enxergar nada. Aí eu acabo abrindo qualquer arquivo.

– Você deve estar muito doente.

– E tenho digitado terrivelmente mal. Trocando letras de lugar. Talvez precise de óculos.

– Não.

– E se meu apêndice explodir?

– Isso pode acontecer a qualquer momento. Estou mais preocupado com a sua cabeça.

– Às vezes eu também esqueço onde coloco as coisas. Sempre. Estão ali na minha frente e de repente não estão mais.

– Estou muito preocupado com você.

– Eu comecei a escrever este roteiro.

– Sim.

– Gostaria de mostrar para alguém.

– Ok.

– Certo. É sobre um roteirista que contrata prostitutas para fazer um curta em que ele conversa com os peitos delas. Nada de sexo. Apenas conversar com os peitos. E você sabe que eu sempre quis fazer um filme sobre peitos. E ele vai dizer isso para alguém. Exatamente isso, “você sabe que eu sempre quis fazer um filme sobre peitos”.  Nessa cena ele vai estar grotesco e sem camisa. Ele chama as mulheres e explica a todas no quarto o que vai acontecer. O que acontece é que elas já se conhecem e parece que não se gostam muito. Então, o que acontece? Ele fica empolgado, porque elas podem brigar e pode haver uma briga de peitos e isso pode ser metalinguístico pra toda a idéia dele. Ele explica as regras. Daí corta.

– Corta?

– É. Não vemos o que acontece. Vemos apenas a cena em um vídeo que alguém encontra por acaso. Ou a fita é trocada por outra e alguém inapropriado assiste a ele levando surra de peitos.

– E então?

– É isso. É um roteirista que está em seu ano sabático. Diz que tem dinheiro porque não tem filhos, nem mulher e nem um carro. As únicas coisas que fazem um homem gastar mais do que tem, segundo ele mesmo. E eu fico imaginando ele falando estas coisas engraçadas, sabe?

– Sei.

– Sempre quis fazer um filme sobre peitos.

– Você pensa nessas coisas enquanto procura pelos arquivos no computador.

– Sim.

– Você precisa de menos estímulos visuais.

– Eu já desativei o meu facebook.

– Que excelente. Concentre-se no filme dos peitos agora. E se os arquivos sumirem da pasta, que se foda. Que se foda, não é mesmo? Quem liga pra estas merdas?

– Ninguém. Haha! Ninguém!

– Em dezembro o mundo vai acabar e não haverá nada mais para desviar nossa atenção.

– Sim. Sim.

– Que se foda, não é?

– Que se foda.

//

Nota: Este foi o último texto do homem elipse. Agora ele vira homem parábola.

 
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Publicado por em 24 de julho de 2012 em Match Point, Pseudo Cult, WTF?!

 

Celular à prova de curiosidades

Eu já tinha escrito este post quando a primeira dama vem com isto: Namoradas espiãs.
Juro!

* * *

Quantas de vocês já não fuçaram no celular dos namorados, maridos, noivos, ficantes, amantes, etc?
E quantos de vocês já não sofreram com esse abuso e invasão de privacidade?

– Porra, só tem mulé na sua agenda, seu cachorro!

– Pra que você tem o número da sua ex na agenda?!

– Por que essa sua amiga fica te mandando torpedo?

– O que essa piranha pensa da vida? Pq ela fica ligando pra vc?? Não
atende! (e eu não atendo mesmo… nem queria… mas faço de tudo pra atender porque assim é argumento pra mim… hehehe)

São algumas das reclamações recorrentes das ciumentas…

Mas, pera aí!

Seria bem estranho se tivesse apenas marmanjo na agenda do cel, portanto, agradeça aos céus por não ter encontrado tal coisa.

Já ouviram falar em amizade? Ué, tudo amiga, fia!
Nem toda agenda de celular é uma lista de vítimas ou de prováveis vítimas.
Pelo menos a minha não é… juro!

Xiuuuuu! Tá reclamando de que? Invadir a privacidade alheia tira o direito a reclamação!

Número de ex-namoradas na agenda. Oras, nem todo namoro termina com briga de foice, algumas pessoas civilizadas conseguem manter relações amigáveis.

Que mal há em receber torpedos de amigas? Sinal de que além de sociável, é bem-quisto pelas pessoas, ao ponto de que percam tempo lhe enviando torpedos.

E… se não atender, como vou saber o que ela pensa da vida e o motivo dela ficar me ligando?

Se (se!!), como suspeito, vocês não engoliram nenhuma dessas explicações (semi-esfarrapadas), o que um cara deve fazer pra evitar esse tipo de situação?
Não ter amigas?
Não ter qualquer tipo de contato com ex-namoradas, ex-casos, ex-qualquer coisa?
Não ter qualquer tipo de contato com outro ser do sexo feminino além da namorada, salvo a mãe, avós e irmãs?

Não!

celular anti-espião

Ele deve ter um celular à prova de namoradas curiosas (serve para as mulheres também, claro), que tenha bloqueio de acesso à aplicativos (daqueles que só permitem acesso com SENHA), como:
Agenda, caixa postal, últimas ligações (realizadas e recebidas), torpedos, e claro, ter o cuidado de manter o celular SEMPRE no silencioso enquanto estiverem juntos, afinal, o que os olhos não vêem, o coração não sente.

 
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Publicado por em 23 de julho de 2012 em Guerra dos Sexos, WTF?!

 

Voz e violão!

Toquinho e suas canções preferidas (1996)

Toquinho e suas canções preferidas (1996)

Em 2006, numa das vezes que visitei meus pais no interior, procurando uma boa música para ouvir me deparei com este álbum: Toquinho e suas canções preferidas (1996). Mídia pirata, desses vendedores de rua. Ouvi muitas vezes este álbum, trouxe para mim, mas como a mídia não era boa, o cd descascou todo e perdi todas essas boas músicas. E recorri à internet. Cacei por dias, e nada. Procurei mais, mais, mais, até que descobri uma sulista que tinha esse cd, mas que não sabia fazer upload, mas me pediu meu endereço e, para meu espanto, fez cópia dos dois cd’s, tirou xérox colorida da capa, contracapa, et cetera… Fiquei agradecidíssimo! Juro que não aguardei aquela correspondência.

Todas as faixas são músicas gravadas em formato acústico. Sem dúvida, a que mais me atrai a atenção é a À sombra de um jatobá. Mas todos seus grandes sucessos encontram-se neste álbum, tais como Regra nº3, O velho e a florTestamento, Tarde em Itapuã, Tonga da mironga, Samba de Orly, São demais os perigos desta vida, Aquarela, Como dizia o poeta, entre outras.

Para quem curte o trabalho de Toquinho, vale pra lá de à pena baixar este álbum. São trinta músicas e uma hora e vinte de boa música. Recomendadíssimo!!

Até mais, pessoal!

Link para Toquinho: http://www.mediafire.com/?vl9x8n8ivg07081

 
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Publicado por em 23 de julho de 2012 em Musicalizando

 

Experiências da semana

Coisas que me dão raiva:

Receber a resposta da fonte sobre o e-mail que você mandou na segunda-feira passada, considerando que a matéria deveria sair no dia seguinte.

Receber releases sobre eventos 4 dias depois que o prazo para fazer as inscrições se esgotou.

Coisa que me deixa nervosa:

Fontes me mandando beijo ao desligar o telefone.

Um medo:

Quando nenhuma fonte, de nenhuma matéria, atende o celular.

Um medo do cabrunco:

Quando o fotógrafo me avisa que a fonte decidiu que não queria ser fotografada, mesmo depois de combinar tudo comigo no dia anterior.

Ps: a matéria sai no dia seguinte.

O pior de todos os medos:

Olhar para minha vida daqui a um ano e descobrir que tudo que me sobrou foi um saldo negativo na conta bancária, fruto do salário atrasado.

A soma de todos os medos:

Virar assessora de imprensa.

 

ninguém merece

 
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Publicado por em 18 de julho de 2012 em Pior é na Guerra

 

Tão certos eles..

Todos os dias são novos dias para consolidar – ainda mais – alguns antigos pensamentos. E os clássicos três macacos sábios me vieram à mente. Somente para não perder a oportunidade de lembrar bonitinho, usando nossa amiga Wikipédia: “É uma forma de lembrar que, se os homens não olhassem, não ouvissem e não falassem o mal alheio, teríamos comunidades pacíficas com paz e harmonia.”
De outra forma, eles me fazem lembrar daquela antiga idéia de que feliz é o inocente, o ignorante. Ou o quão feliz se torna a vida quando não estamos presos a uma evolução (!?) constante, seja tecnológica, seja ideológica, seja o que for! Ou não estarmos conectados ao que facilite a chegada de qualquer via que venha a nos aproximar de toda complexa rede de relações que trançamos para saber de qualquer coisa que possa nos interessar… Porra! Muita informação que facilmente destrinchamos e digerimos para nosso próximo passo, que nos banirá o caminho da paz. O conhecimento em si! Lembra do que era pra ser perfeito? Pois guarde sempre a idéia.
E o primeiro dos três fica ali, no cantinho dele, caladinho, na dele… Ele recebe a idéia… Reflete… Digere… Vai pensando, vai pensando… Atento… Claro que opiniões são formadas. Ele só recebe as informações e as processa. Essa é a dele….
O segundo dos três, que não viu nada. Ou preferiu não ver? É provável que tenha ouvido coisas de um dos lados, de outro também… Fez o seu conceito próprio. Pode (ou não) ter se pronunciado. O caso é que, o que o primeiro dos três viu, o segundo não quis ver… Será que para poder facilitar o seu caminho, sua vida? Lembra da triturada “o que os olhos não vêem, o coração não sente?”. Pois é. Mas ouviu, nego. E talvez até tenha se colocado numa situação difícil, ou colocado um outro alguém, através do poder da palavra… Da mesma forma, o primeiro dos três pode ter ficado enojado do que escutou… Mas e aí…?
Olha o terceiro dos três… Ele vê tudo acontecendo, ele esteve atento e seus olhos desenharam a cena do crime, para inocentar o protagonista. Ou acusá-lo. Também não importa. Ele viu tudo (assim como o primeiro dos três)! rs. O absurdo do que presenciou foi tamanho que decidiu não ouvir o que poderia trair a mente, o juízo: palavras. Também é bom candidato a dedo-de-seta.

Mas o mudo, o cego e o surdo, todos eles têm seu lugar no mundo da fantasia moderna. Há quem se identifique no papel daquele que, inseguro de si por qualquer – ou nenhum (salvo a curiosidade) – motivo, tenha a bondade de “perseguir” a realidade alheia, e já vai-se utilizando o olhar, por que não a web? Fofoqueiros, desconfiados, inseguros, curiosos mundo afora, todos se prendem à realidade que ouviu de outrem, ou da sua própria fantasia, e vive o desejo de tirar os “9’s-fora”… Mas para quê? Calma.

E aquele que nem mesmo viu qualquer coisa acontecendo, que só ouviu falar, que até mesmo omite a sua fonte e diz simplesmente que “nada viu” para se livrar dos fatos, mas quer criar a história… O circo está sendo armado. Ele quer que pegue fogo. Ouve e pronuncia. Quão fiel é este meio? Quão distorcida a mensagem poderá sair deste meio? Calma.

Não esqueçamos daquele que viu-com-os-olhos-que-a-terra-há-de-comer. E se a transmissão não estivesse clara e límpida, bem, o que ele pode transmitir em sua palavra pode vir eivado de maldade. Ao mesmo tempo, pode ser a fonte mais fiel na transmissão de uma realidade. Depende de quem vá confiar no sentido físico que escolher: Pronuncia, visão ou audição. Mas calma.

Calma porque cada um destes fatores simplesmente nos traz à tona o parâmetro da segurança… E segurança noa traz a idéia de confiança. Segurança, confiança… Tudo isso compõe aquilo que todos buscam: a paz. E também pode abalar este mundo com o que se vê, se ouve, se diz… Melhor se não se nada! Será?

A omissão é o escudo perfeito para a defesa da mentira. A mentira é o fato concreto (pontual no tempo ou contínuo) omitido. A omissão, a névoa que dificulta a visão, podendo até torná-la invisível. A arte é de mérito exclusivo da pessoa. É a malandragem desenvolvida na realidade do esperto. E o esperto criou uma realidade mais complicada que a normal, para que ele mesmo pudesse se impor a dificuldade de escapar da armadilha que criou para cair. Paz não quer. É mudo. É mudo porque quer esconder, omitir. A omissão me incomoda. Não por algo que exista, que aconteça, mas pela tentativa (com ou sem sucesso) de esconder alguma coisa, por algum fim. Tem coisas que até a figura da justiça ficou com vergonha de ver e pôs uma venda sobre os olhos.

E hoje foi um dia cheio de omissões claras. Hoje foi o dia de “ouvir o silêncio” de tantas pessoas, que poderiam se pronunciar, a favor ou contra o que estava acontecendo, mas simplesmente se omitiram… Para não se envolverem, já envolvidas. Este “silêncio” me incomoda, tira minha paz. Depois me questiono o porquê de ter querido ver, ou ouvir ou como me pronunciei. É cada vez maior o medo de ser honesto… E não seria mais fácil procurar viver em paz?

Talvez não.

Por favor, meus olhos não são suficientemente doentes para (por enquanto) afetar diretamente a realidade e transformá-la em algo mais sórdido do que já é. E “a vida não é um filme, você não entendeu…” Se acha que é muita fantasia minha, cuidado com a fantasia que você cria sobre mim. “E assim, tanto faz se o herói não aparecer.. E daí? Nada mais…” Ah, os três macacos sábios…

 
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Publicado por em 18 de julho de 2012 em Pior é na Guerra