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Arquivo mensal: outubro 2012

Quanto vale a esperança?

….e foi quando, de repente, um tantinho antes de eu começar a descer as escadas, flagro a loira me observando, me medindo, e disfarçando para reposicionar o olhar para adiante, para a tevê de plasma, pendurada. E foi quando um segundo pareceu uma hora inteira: Ter ou não ter (esperança), eis a questão. Ter, né seu Zé? Será? Vejamos o que significou uma hora em um segundo:

1) Não ter esperança: Esta é a pior das situações. Não ter esperança é ter a certeza de se encontrar com o olhar vazio, perdido. Não te objetiva a nada! Aí nem um empurrãozinho, uma forcinha camarada, nada causa efeito. Não ter esperança faz fronteira com o pessimismo obstinado, o sempre verdadeiro e imponente “não vai dar certo”, o transfigurante “não vai rolar nada” e o seco “que merda”. Não ter esperança é sinônimo de todos os seus companheiros e companheiras te abandonarem pela chatice extrema que você se torna. Nem os amigos gostam disso, apenas toleram, suportam (porque são amigos)… mas detestam! Outros, são apenas amigos-de-mesa-de-bar, que vão te empurrar pra baixo mesmo… Não ter esperança também te causa um bloqueio à qualquer tipo de fé. Fé, digo, crença. É.. Acho que fui entendido… Então, no caso concreto em questão, simplesmente eu apostaria naquela graça: “Ela riu pra mim ou riu de mim?”. Mas nem rir, ela riu. Então a graça não funciona direito, mas o entendimento é o mesmo e suficiente. É entender que a loira simplesmente não tinha o que fazer e quis provocar, chamar a atenção, ganhar mais um olhar. Agora, eu que me aproximasse, e já poderia providenciar o uisque, que o gelo ela providenciaria.

2) Ter esperança: Aí está uma verdadeira faca de “dois legumes”. Ao se ter esperança, toda a força interior ganha um extra-boost turbinado, e urubu é seu loro, comigo-ninguém-pode deixa de ser apenas nome de planta, e o mundo parece sempre conspirar a seu favor. Os ventos sopram em sua direção, fazendo com que você sempre siga adiante, com cabeça erguida e peito-de-pombo, porque tudo, t-u-d-o tende a (tende não, irá!) dar certo, sempre. O caso é que todos nós sabemos que não é bem assim, não é bem por aí, mas esta certeza, de alguma forma, te cega e te faz crer desta exata forma. Ter esperança te faz sonhar, criar novas possibilidades, novos objetivos, redefini-los ao revés, pouco importa. Simplesmente te move adiante! Te leva às nuvens… E o problema é que o chão sempre vai estar láááá embaixo, e ou se plana suavemente de volta ao solo, ou se despenca violentamente de lá de cima. Eis os “dois legumes”. Ou seja, há de se ter cuidado ao se ter esperança. E o “ter esperança” me faria manter o olhar fixo no olhar da loira, para entender se haveria correspondência entre a minha curiosidade em entender seu olhar, e o desejo dela de me atrair, voando até ela como nas hq’s/animações (tá vendo como se sonha, ao se ter esperança?). E vamos ao caminho (certo) da felicidade… Ou não!

Tenho uma tatuagem no braço que me faz lembrar sempre de algo muito importante para mim: “Em cada situação que eu me defrontar, as minhas ações serão tais que, em mim, nunca haverá arrependimento”. Arrependimento já foi meu segundo nome, fosse por algo feito ou não. Não mais. Lembra da loira? Depois de 1 ou 2 segundos, desci as escadas e segui meu caminho. Sem arrependimentos. Também não tive o mínimo de esperança, mas que importa? Os sinais da bona-fortuna eu conheço, e nunca foram estes. Também não quero cair na malha da falsa esperança.

Esta falsa esperança anda solta por aí que nem prefeito corrupto. E enquanto mantenho os olhos bem abertos, percebo a realidade nuazinha e crua: “A vida não é um filme, você não entendeu?” (Paralamas do Sucesso). E não existe mesmo nenhuma beleza mágica/fantasiosa e que faça o mundo parecer o próprio paraíso na terra. Se nem mesmo confortável consegue ser, pô…

Ou seja, ter esperança, não ter esperança… Na verdade, só é necessário um motivo específico e bastante claro, que faça sentido o suficiente para que a esperança exista. Enquanto isso, na sombria Gothan City dos meus pensamentos…

 
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Publicado por em 31 de outubro de 2012 em Falando Sério, Pior é na Guerra

 

Ainda + do Paraná

Poléxia - A Força do Hábito (2009)

Poléxia – A Força do Hábito (2009)

E aí pessoas! Vim trazer à mostra outro som que me surpreendeu demais, e que também já está listado entre os mais exaustivamente ouvidos em 2012. O nome da banda é Poléxia e, não coincidentemente, tem como um dos integrantes aquele artista sobre o qual já havia feito uma resenha: Rodrigo Lemos. Lemoskine, lembra? Pois é, só para esclarecer, ele também faz parte da curitibana A banda mais bonita da cidade. Pena que a Poléxia saiu de cena. Então, se curtir o som da banda, só torcendo para uma intervenção divina (Divine Intervention é um álbum do Slayer. hehehehe) para que a banda se reúna para fazer alguns shows, e que você esteja em um destes. Rs.

Mais uma vez fui atraído e preso pela capacidade destes paranaenses de fazerem um rock’n’roll moderno, com um pé no rock’n’roll praticado nos anos 80/90. That’s the way (uhn-hum,uhn-hum) i like it (uhn-hum,uhn-hum)!

O álbum A Força do Hábito (2009) abre com a faixa O capa dura. Sim, dá pra se perceber o rock’n’roll noventísta impregnado na faixa. E como uma boa redação, a abertura já me prendeu a atenção para o restante da obra. A letra também é bem agradável, compatível com o som, bem construída. E a idéia central é entregue no refrão: “Sinceridade por sinceridade, o mundo acaba mentindo!”.

A segunda faixa, Você já teve mais cabelo, tem uma intenção mais pop, balada, noitada. Nem por isso, a qualidade cai. Uma pegada groove suficiente para fazer mexer e não permitir parar até que a música acabe! Saca só:

Em seguida, a terceira faixa O Radar, vem recheada de sons eletrônicos, e uma introdução pra lá de rock progressivo. Mas acaba que ela nos remete a uma pegada rock’n’roll anos 80. Aliás, o próprio clipe dessa música tem, inteirinho, uma pegada oitentísta. Olha só:

Não poderia deixar de citar outra faixa que também adorei neste álbum: A solidão dos plânctons. Não sei, ela tem alguma coisa de Legião Urbana, sonora e liricamente falando. Talvez por isso também tenha me chamado tanto a atenção. Dá um saque!

Mas pra não estragar mais ainda a surpresa do álbum como um todo, vou deixar apenas a recomendação de se ouvir os quase quarenta e cinco minutinhos que compõem o álbum. Sim, pode se viciar e consumir bastante, afinal de contas, música não engorda!

Até breve, rapeizi!

 

Link para Poléxia: http://www.mediafire.com/?qm0k9eaf05q0uwd

 
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Publicado por em 31 de outubro de 2012 em Musicalizando

 

Como (não) ser solteiro

Você já deve saber qual é o cafa-conselho: o melhor jeito de ser solteiro é gostar de ser solteiro – tirar do estado civil o que ele tem de mais produtivo.
Mas isso não significa que estar solteiro seja a melhor coisa no mundo, nem que estar “amarrado” seja um suplício.

Cafa ou não, lá no fundinho, todos acabam contaminados por toda aquela coisa do marketing do Dia dos Namorados, propagandas de casais.
Eu fico olhando as namoradas e as solteiras, vendo como elas reagem ao 12 de junho.
Vejo nas não-comprometidas uma dor (às vezes escondida dentro do peito, às vezes escancarada, às vezes até demais) e também a alegria por estarem solteiras.

E é por essas e outras (dúvidas e mulheres), que hoje me pergunto: por que é que as pessoas são assim? Se estão solteiras, querem namorar, se estão namorando, querem a farra, a orgia, a perversão e a putaria das noitadas de solteirice.

Se solteiros, não fazem tantas farras (Sim! As maiores farras são as dos comprometidos!). Solteirões beijam belas moças, mas não fazem com elas as loucuras que sonham (ou praticam) quando estão casados. Fazem mil declarações para conquistar alguém, mas não movem uma palha pra aquecer o próprio relacionamento.

Aliança no dedo, e o sujeito pensa: “Sou novo. Só fiquei com 402 mulheres até hoje. A vida está passando por cima de mim, estou perdendo os melhores anos da minha vida.” Para dizer isso, pode ter 17, 25, 34, 46, 58… a idade não importa.

Não é o número de mulheres que incomoda. O que incomoda é o tempo – ele é a chave, o problema importante!
O problema que mora em nossas cabeças, aquele que nos faz acreditar que a felicidade nunca está conosco, mas na grama do vizinho.

Não defendo amores naufragados. Sou a favor dos finalmentes – sempre que a confiança desaparece ou que já não se acredita mais no amor – mesmo não sendo uma opção assim tão fácil.

Hoje, no entanto, por escolhas que fiz e deixei de fazer e também em parte por uma contingência do destino, tenho com quem dividir os bônus da Vivo, ou os muitos minutos da Oi.
Às vezes, admito, tinha vontade de estar namorando para aproveitar os bônus, as promoções, as casadinhas, etc.

Em outros momentos, ouvi de um cara: “só quero uma namorada para ter com quem ir a um clube de swing”. Sei lá… cada um com sua vida.

Hoje, dou presente, e também ganho. Não posso dizer que sou o mesmo de quando eu não ganhava. Não sou nem o mesmo de ontem.
Mas não vou abrir um sorriso falso ao abrir o pacote e achar uma calça bege – com direito a “Bege não, amor, Cru!”. Eu continuo sendo eu.

E, assim é a vida, passa-se o tempo, e num reveillon qualquer aparece uma mocinha interessante, que logo vira a mulher perfeita.
Aí, quando está lá a moça, na minha frente, olhos fixos, quem disse que quero saber de outra coisa?

No auge do amor, só o que importa é ela – e danem-se os astros, as pedras ametistas, os signos, os dogmas, os anos pares, os búzios, as bulas, anúncios, tratados, ciganas, editais, projetos, profetas, sinopses, espelhos, licitações, conselhos, se dane o evangelho segundo Judas, o Chico Buarque e todos os orixás!

Só o que interessa é o amor, e espaço não há para promoções e delírios do marketing. Seja ele do dia dos namorados ou do verão skol.

E é por essas e outras que nunca fui a um clube de swing.

Nem sinto falta.

“Viver é melhor que sonhar.”

 
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Publicado por em 29 de outubro de 2012 em Guerra dos Sexos, Licença Poética, Mundo cão, Pior é na Guerra

 

Queime em paz

É fogo!

Dia de praia, fogo de palha.
… Queimava-me por dentro
Só pode ser azia.
Meus passos foram seguidos por minha sombra
Transpirava no caminho
Antes do mar; Suor…

Paixão que não queima
É beijo de lábios enrijecidos,
Mas tudo bem… Não precisa incendiar
Por que, eu me vejo frio.
Só meus versos são piromaníacos

Fogo queima: Pelos, mãos, dedos
Carros, casas, fósforos e papéis
… Sol é estrela incendiária!
E do céu: Queima, aquece, ilumina desperta
Bronzeia, descasca e resseca.
E haja protetor solar…

Thalles Nathan  25/09/12

 
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Publicado por em 29 de outubro de 2012 em Licença Poética

 

A vida é uma vadia

Não adianta quantas vezes eu tenha que tomar na cara, ainda não estarei preparada para a próxima rasteira. Porque, sim, a vida é uma vadia. No melhor estilo bitch.

Por algum motivo muito estúpido, típico de contos de fadas, eu acho que pessoas boas e justas jamais serão vítimas de coisas ruins e injustas. Faz parte do meu estímulo para continuar respirando essa ideia de equilíbrio do universo.

“A gente só planta o que colhe”. Mentira do cabrunco! A gente rega um bocado de semente decente e, do nada, aquela semente que ninguém nem se deu ao trabalho de pôr ao sol cresce, vira uma trepadeira do tamanho do universo, te agarra pelos pés e te põe de cabeça para baixo.

Sempre achei que acontece na vida aquilo que merecemos que aconteça. Não importa quantas vezes eu passe por coisas que eu não fiz por onde. E não, não é uma maneira linda de se pensar positivo, daquelas que recheiam as páginas dos livros de auto-ajuda. É só um pensamento estúpido para uma vida estúpida.

Eu não causei isso; eu não mereço isso; isso não é culpa minha; se eu fiz tudo certinho e o erro foi de outra pessoa, por que a merda não acontece SÓ com a outra pessoa? , e por aí vai. E que o carma (PARA QUE PORRA EU PRECISO ACUMULAR COISAS RUINS DE VIDAS PASSADAS? EU NÃO JÁ MORRI, CARALHO? QUER PUNIÇÃO MAIOR?) vá tomar lá no monossilábico.

Dizem que mulheres não gostam de soluções para os problemas, apenas de falar sobre problemas. Eu, particularmente, que antes de ser mulher sou GENTE, adoooooooro soluções para problemas. Só que dessa vez não tem.

Enfim, só um desabafo. Blog tem que servir para alguma coisa, né?

 
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Publicado por em 29 de outubro de 2012 em Pior é na Guerra

 

Como escrever um e-mail

Hoje não há muito o que explicar. É simples.
O email que mandei pra menina dos olhinhos de japa (ou de noite serena):

email coração carta

“não sei a que horas você verá este email
nem se vc terá tempo para responder
ou se, de tão cansada, já n consiga responder do jeito que você acha certo
não quer responder de um jeito mecânico, e eu concordo
então deixa ser esse e-mail assim
só ele
sem resposta mesmo
até porque eu já saí
fui

mas deixei um pedacinho aqui contigo
é um beijo
que eu guardei aqui dentro
você não sentiu quando clicou no e-mail?
ele voou e pousou no teu rosto
bem devagarzinho
um beijo de boa tarde…
de boa noite, de bons sonhos,
de bom dia para amanhã

mil beijos, na verdade

do seu Nada, Quase-Nada, Coisa de Negoço, Tudo, Mais que Tudo…
eu”

No mais, sem mais. Tudo que é perfeito é assim: esconde as palavras da boca.

 
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Publicado por em 22 de outubro de 2012 em Guerra dos Sexos

 

É justo?

Você encontra um bruto em cada esquina. Homens que cospem, se coçam, falam palavrão, bebem demais e são um desastre no geral.

um-ogro-pra-chamar-de-seu

Aí você, influenciada pelo meio, se acostuma. Leva sua vidinha mais ou menos, revezando de bruto periodicamente, oscilando entre o papel de pé e o papel de bunda. Só que um dia, o “milagre”!

sorriso cepacol

Aparece um espécime do sexo masculino com uma combinação de fatores nunca antes imaginada por você.
Você conhece um homem que, mesmo sendo bonito, é inteligente e tem bom papo. Não é esnobe, é atencioso, curte boa música, presta atenção no que você diz, leva uma amizade desinteressada, te trata bem e até te dá presente. E você, acostumada ao habitat do brejo, se encanta com o príncipe que apareceu na sua vida.
Só que você não pode se esquecer de dois detalhes importantes:

1- Ele não está necessariamente apaixonado, talvez nem afim.
Sim, é possível o cara ser legal e ponto. Por que não? Você nunca foi legal com alguém só por afeição? Não tem amigos com quem você não quer nada? Nunca se estressou com um cara que confundiu sua amizade e colou no seu pé? Se respondeu que sim, já sabe como é…

2- Princesa, você não foi a única que viu esse diamante bruto. Provavelmente não foi nem a primeira. Acontece que você deu sorte e ele se apaixonou por você. E você faz o que?
Você é mulher e é sinônimo de maluca.
Pode crer, com um cara tão legal (mesmo que você saiba que ele não é perfeito), e com tanta concorrência, você surta!
Cobra se ele não liga, se ele não aparece, se não fica online, se não manda e-mail, porque não responde no msn em menos de quinze segundos. Porque ele pode estar simplesmente tomando banho, pegando um copo d’água ou só assistindo a “sextologia” do Star Wars, mas você sempre vai achar que ele está com outra.
E enquanto você pira – e fica chata – outra está neste exato momento mostrando pra ele o quanto é especial, feliz e independente. E ele te troca porque você tá pegando demais no pé, e provavelmente a mesma coisa vai acontecer com ela.
E como a procura é grande, ele vai ter uma alta rotatividade digna de ser rotulado de cafa, será que não?

Até o dia em que ele encontrar uma mulher que, como ele, não more na sapolândia e não siga o padrão de maluquice e pegação no pé femininas. E aí eu pergunto: se era exatamente um homem assim que você queria, mas você desperdiçou, e outras fizeram a mesma coisa, é justo chamar um cara tão especial de cafa?

 
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Publicado por em 15 de outubro de 2012 em Guerra dos Sexos, Mundo cão, Pseudo Cult

 

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