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20 nov
Velhas Virgens - Vocês não sabem como é bom aqui dentro! (1997)

Velhas Virgens – Vocês não sabem como é bom aqui dentro! (1997)

Sim, deixa pedir licença antes de mais nada… Vou estar largando um post de se elevar o riso. Há quem feche a cara para bandas como essa. Bom-gosto, mal-gosto, deixo o juízo de valor para quem quiser discutir, mas hoje (no Varrendo a sala) é dia das Velhas Virgens! Quem nunca ouviu falar da banda, já estranha o nome, vê a capa do álbum e já sente a “pressão”, percebe as letras… Pronto! Banda machista! Machismo! E a visão já é maculada! E é bem por aí mesmo, não tem jeito. Mas é garantida a diversão, o riso, pelo machismo, pelo absurdo, pelo que você quiser pensar! Mas é uma antiga banda de rock’n’roll, blues-rock, que nasceu em Sampa e já tem vinte e seis aninhos de vida nacional, e que mesmo sem ter suas músicas tocadas em rádios ou na tv, é sucesso de norte a sul do país!

Sim, é palavrão do começo ao fim, cafajestagens, sacanagens, malandragens, cerveja, sexo e rock’n’roll. À primeira vista – ou escutada – é bem fácil pensar: “num show deles não deve dar uma única mulher”. Errado! Pô, vamos abandonar essa idéia de que em show de rock’n’roll não aparecem mulheres! E ainda mais num show como esse! Ok, a banda conta também com a participação da dançarina/vocalista Cláudia Lino, assim como Juliana “Juju” Kosso, Roberta “Guti” Schwantes, até Rita Lee emprestou sua voz para a música Beijos de corpo, deste álbum do post! E você ouvirá Rita cantando: “Nós tamos indo pra zona, nós tamos no maior porre! Antes do dia clarear, essa cidade vai pegar fogo!“. Mas isso é o mínimo!

Neste álbum de 97, o segundo da banda, algumas músicas se tornaram clássicas, como a que da nome ao disco, Vocês não sabem como é bom aqui dentro!, onde é pregado: “Eu passei o dia todo amassado, enforcado, refém da cueca / Torto e sufocado, esperando por esse momento lindo / Eu sei que errei e fiquei duro antes da hora / É que eu tava ali preso e só queria fugir / Mas agora que eu tô aqui não quero parar / Molhado e quentinho, depois dos beijinhos, eu quero entrar em ação / Vocês não sabem como é bom aqui dentro / Este buraco é bom demais / Vocês não sabem como é bom aqui dentro / Eu amo este entra e sai“. A pegada é essa!

Outra faixa que se tornou clássica foi o rock’n’roll A mulher do diabo. Nela, (hoje) “Juju” Kosso divide o palco com o vocalista e cantando: “Eu só não sei até quando o diabo vai aguentar / Pobre diabo, ela te pôs na palma da mão / Essa mulher é demais / Satanás é o cão, é o cão, é o cão!“.

Mas é a terceira faixa que garante uma grande e clássica diversão! A faixa Abre essas pernas veio furiosa, um blues para grudar no pé do ouvido e quase seis minutos de diversão garantida! Ela já é introduzida (lá ele!) com uma vinhetinha rápida, tal qual uma música antiga tocada num gramofone: “A mulhere e as galinhas, são dois bichos interesseiros: As galinhas pelo milho, e a mulher pelo dinheiro”. E o blues é iniciado, à la Mississipi: “Abre essas pernas pra mim, baby, tô cansado de esperar / Você dá pra todo mundo, só pra mim não quer dar / Esse papo de pele e de química não tem nada a ver / Não é filme nem novela, é só sexo, eu e você / Já deixei você nua, em pêlo, e na hora você deu pra trás / Então abre essas pernas pra mim, baby, pra aprender como é que se faz!”. E a discussão começa, ele querendo comer, ela não querendo dar! E o refrão grudento: “Abre essas pernas! (Ela: Nãããããão!) Abre essas pernas! (Ela: Nãããããão!)“. Mas um final feliz é encontrado no final, como toda bela história de amor, né? rsrs. Confira aí, po!

Outra faixa que ficou bem marcada é a Madrugada e meia. Outro blues mississipiano, bem bacana mesmo. E a letra engraçadíssima! “Tô aqui lembrando e rindo, madrugada e meia de amor / Creme de leite, maionese, pastel de cabelo à vinagrete, caipirinha de suor / Você me deu um nó de perna, chupou debaixo do meu saco / Minhas costas, meu sovaco / me senti uma azeitona triturada na sua boca / E no final foi porra pra todo lado, urros e gritos desafinados / Mas que putaria baby, só que eu quero tudo outra vez“.

Siririca baby! Esta é a nona faixa do álbum e sempre está presente nos shows. E o público pede Siririca baby. “No quarto de motel a transa rolou bem / Você me dedicou uma bronha, eu embrulhei e mandei pra você uma siririca / Siririca baby! O que importa é gozar de qualquer jeito / Siririca, bronha, pinto, peito“… E o público canta “Siririca baby“… E o público canta “Eu toco bronha“… O público quer tomar mais uma cerveja, cantar putarias, dar risada e se divertir!

Ok, mais uma para dar fim por hoje. Outro grande sucesso é a penúltima faixa do disco, a Não vale nada. Talvez uma das mais comportadas de todo o álbum. Apesar da letra escrachada, nenhum palavrão, nenhuma putariazinha, mas um bom som sim!! E com direito à declamação de Versos Íntimos, de Augusto dos Anjos, logo no final. Nota aí!

Ufa! Enfim, fica aqui mais uma recomendação da banda que terei o prazer de curtir ao vivo daqui a 3 dias! Sim, diversão garantida, soa para mim como suficiente! Fica aqui a recomendação deste grande álbum de uma grande banda nacional!

Até breve, pessoal!

Link para as Velhas Virgens: http://www.mediafire.com/?5p33vn363r25843

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Publicado por em 20 de novembro de 2012 em Musicalizando

 

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