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Arquivo mensal: dezembro 2012

Se chorei ou se sorri, se sofri ou falei mal

E lá se vai mais um ano. E mais um post de fim de ano. Fim de ano é sempre igual. Ou quase. Post também. Ou quase.
Amigo secreto na empresa, amigo secreto na familia, amigo secreto na vizinhança, amigo ladrão, inimigo secreto, instinto fatal, amigo assassino, a volta de Chuck, especiais de fim de ano, Roberto Carlos cantando o que ninguém imaginaria que ele seria capaz, CD de Simone, pessoas falando mal do CD de Simone, contribuição para as caixinhas de natal em todo canto, cestinha da empresa, projeto verão e por aí vai… e eu falo mal e digo que não preciso falar disso.

E a gente vai evitando lembrar das promessas do ano passado pra não perceber o quanto a gente é incompetente em cumpri-las. Mas juro que vou tentar sentar com a coluna ereta em 2013.

champagne ano novo

O anos que vêm chegando, deveriam vir com “Termos de Uso”. A gente já deveria ter pelo menos uma ideia do que se trata, mesmo clicando em “aceito” sem ler. Aí a gente abdicaria das superstições.
E se eu pular 7 ondas e fazer os pedidos direitinho? E se eu chamar o amor na frente do espelho três vezes? E se eu pensar muito nisso/nele/nela antes de dormir?

Nada disso. Vamos terceirizar as promessas, os pedidos e os presentes.
Estamos no Brasil e é assim que funciona.

Mas como diria o poeta: “Pior é na guerra”.

 
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Publicado por em 27 de dezembro de 2012 em Mundo cão, Pior é na Guerra

 

Homem elipse e o anticlímax

Homem elipse pensa sobre o anticlímax. Antes pensava sobre coincidências.  Carma. Sua vida. Havia pensado em um prólogo para si mesmo.

Falhei como ser humano. Falhei e falharia de novo, todos os dias, em todos os aspectos cabíveis em uma existência. Sou um pêndulo. Meu combustível se esvai entre idas e vindas para lugar nenhum. A normatização existencial está fora de meu alcance, pêndulo acéfalo, margeado por um campo invisível de erros. Falhei e seguiria falhando. Todos os dias.

Homem Elipse está imerso. É natal. O fim é quase passado. Havia sido um ano estranho. Agora não conseguia chegar ao clímax. Ao admitir sua falência existencial, perdera a referência entre o fim e o começo.

Um brinde ao atestado de falência, que divinamente impede um futuro flagelado pela maldição da consciência. Falhei e seguiria falhando. Todos os dias.

Ele conversa. Agora.

– Me sinto frustrado com as pessoas ao meu redor. Sinto ainda que sou incapaz de realizar qualquer coisa.

– Lemos o seu atestado de falência.

– Então?

– Acreditamos que ele é insuficiente.

– Insuficiente para que?

– Para qualquer coisa.

Homem Elipse sente-se frustrado com as pessoas ao seu redor. Sente ainda que é incapaz de realizar qualquer coisa. Sente que é uma pessoa horrível. Sente que é estúpido. Sente que tudo vai dar errado e que vai ficar sozinho. Pensa em consultar um médico para prever a data de sua morte. Pensa em consulta-lo para prever se sofrerá algum tipo de ataque que o deixará em estado vegetativo, dependente de qualquer outro ser humano.

Termino o atestado antes de chegar a qualquer lugar. Porque é assim que as coisas.

 
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Publicado por em 25 de dezembro de 2012 em Match Point, Pseudo Cult, WTF?!

 

Trilha sonora pra curtir o fim do mundo!

Bram Stoker's Dracula (Original Motion Picture Soundtrack) (1992)

Bram Stoker’s Dracula (Original Motion Picture Soundtrack) (1992)

Pois é, pessoal! Vim aqui só pra recomendar essa trilha sonora para ouvir amanhã o dia inteirinho, e que tem tudo a ver com o tema: Fim do mundo.

Certamente este álbum é uma das melhores trilhas sonoras que já chegaram aos meus ouvidos. Tudo bem que é a trilha de um clássico do cinema, de Bram Stocker, Dracula, et al… Mas amanhã vou deixar de lado o pensamento vampírico e estará sim presente o pensamento apocalíptico, pois em algum momento, o céu escurecerá, um grande buraco se abrirá nele, começaremos a ouvir o toque de trombetas, e descerão os cavaleiros do apocalipse… E aí o bicho vai pegar…. A não ser que você creia que os Maias deveriam ter previsto o seu próprio fim… rs.

Já me contaram também que o fim do mundo será o do virtual, que uma cyber-praga tomará conta de toda a rede mundial e aí… Bye bye web

Por isso, quem ainda não possui esta trilha sonora pro dia de amanhã (porque não existirá “o dia depois de amanhã”), trate de baixar ainda hoje esta minha recomendação!

Até…. hummm.. Até quando? o.O

Link para Bram Stocker’s Dracula: http://www.mediafire.com/?9r7k42895a3448i

 
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Publicado por em 20 de dezembro de 2012 em Musicalizando

 

Um laço.deslaço.

Andei pensando cá com meus botões coloridos e cheios de formas que do humano não se podem ser aceitas mais desculpas machistas e cafas sobre os hormônios masculinos e o fato de biologicamente os machos serem feitos para produção em massa e não em qualidade… sei que já anda clichê além da conta esse assunto, mas é que ele cada dia mais tem feito sentido para mim. Não estou aqui para dar uma de moralista de que trair é uma coisa que eu nunca faria e que é um absurdo etc etc etc. Hoje percebo em mim a capacidade de relacionamentos mútuos sem maiores aflições ou subversões de desejos, nem por isso virei macho. Porém, vejo também a opção de estar contente e bem com um única pessoa, uma pessoa que me faz compreender viver de acordo com as convenções hipócritas sociais. Não por uma moral, não por um social em si, não por um biológico, mas pela satisfação e agrado de sermos somente dois.

Apois, eu, que estou aqui impregnada de amor da ponta do dedão do pé até a ponta da parte maior do meu cabelo (considerando ele como estando arrepiado neste momento), vim aqui refletir sobre o trair como algo que se direciona a simplesmente falta de respeito não só com a outra pessoa, mas consigo mesmo. O trair não na perspectiva de que o homem sai de corno e a mulher de puta, ou que ele é o mulherengo (que vai nascer e morrer torto) e a mulher uma fraca que não sabe segurar marido. Muito menos aquele trair de que a mulher deve ser submissa e entender as necessidades masculinas (quetacomisso!). Mas, o trair como o mais fiel retrato da covardia de assumir para o outro (e, as vezes, até para si mesmo) de que seus interesses andaram mudando de rumo, ou, talvez, que nunca tenham sido o de formar um laço com essa pessoa. O trair numa perspectiva de uma estúpida zona de conforto a qual se tenta manter um passarinho na mão com medo de todos ficarem voando. O trair pela pobre ideia de que quem trai é quem não se encontra satisfeito com a vida.

Sabem, pouco me importa hoje o que um padre disser que foi Deus quem uniu. Vivemos em um mundo que os papeis acordados em frente ao juíz, principalmente quando a conta bancária é gorda, valem mais. Pouco me importa o que o vizinho vai pensar ou o que a família vai dizer. De uma coisa eu sei… somos livres para escolher os caminhos que seguimos e mais livres ainda na forma como interagimos socialmente. E se um laço foi feito dentro destes parâmetros, nem o escambau, nem a putaquepario, justificam a agressão que se faz nesse laço quando se opta pela traição… pois, neste momento se é negado de ambos os parceiros a ordem clara dos seus desejos.

 
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Publicado por em 20 de dezembro de 2012 em Falando Sério, Guerra dos Sexos

 

Coisas do coração!

Raul Seixas - Carimbador Maluco (1983)

Raul Seixas – Carimbador Maluco (1983)

Este é um dos raros álbuns que, desde criança, eu sempre estou ouvindo, uma, duas, três vezes sem parar. Eu adoro ouvir Raul Seixas, e adoro este álbum. Se eu não conhecesse ou não gostasse de ouvir Raul Seixas, é provável que nem baiano eu fosse… Talvez nem brasileiro! E o álbum Carimbador Maluco (1983) foi um dos primeiros vinis que eu possuí, tem cheiro de infância, adolescência e juventude (idoso é a $%&#&@#$!!!!). Dezenas de outros sucessos d’O CARA que eu adoro estão espalhados noutros álbuns de sua discografia, como O homem, Por quem os sinos dobram, Canto para minha morte, As minas do rei Salomão, Gita, entre tantas, mas ainda assim, até hoje, costumo ouvir de cabo-a-rabo este álbum. Adoro todas as músicas. Raul eu pago pau mesmo, não tem jeito.

Eu nem chego a ter uma música predileta no álbum. Recomendo a qualquer ser humano ouvir o álbum da primeira até a última faixa sem parar! Pena ser um álbum tão curtinho, de apenas quarenta minutinhos para ser apreciado. Aproveita pra ouvir Raul antes que o mundo acabe!!

Até mais, rapeizi!

Link para Raul Seixas: http://www.mediafire.com/?anmdjfrv35d7o5f

 
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Publicado por em 17 de dezembro de 2012 em Musicalizando

 

Dona Ernestina e a santa

A verdade é que todo jornalista (em especial os aspirantes como eu que, todos os dias, são bombardeados com a certeza de que a vida só vai piorar) acaba, vez ou outra, encontrando certas pessoas que fornecem um pouco de fôlego e fazem lembrar porque diabos mesmo alguém escolhe essa profissão.

Um dos colegas, por exemplo, tem dessas epifanias quando faz alguma matéria sobre crianças com câncer ou outra doença braba. Meu caso foi mais simples.

Eu fui escalada para cobrir a festa de Nossa Senhora da Conceição da Praia. Chorei, esperniei, disse que não queria ficar debaixo de sol, na multidão e ainda ouvindo missa. Claro que jamais pronunciei qualquer dessas palavras a nenhum dos chefes, só quem ouviu mesmo foi o namorado.

Enfim, não tinha jeito, e lá fui. O sol não tava dos piores e de vez em quando caiam algumas gotinhas para refrescar, mas eu não estava nada feliz com a missão que eu tinha.

Sabe, incomodar aquelas pessoas no meio da missa para perguntar quais foram os problemas que as trouxeram até ali, de alguma forma, não me deixava nem um pouco confortável. Falei com algumas senhoras que conversavam desesperadamente, a despeito do olhar furioso dos que tavam em volta; persegui uma mulher com seus três filhos para saber se ela tinha feito alguma promessa para a santa; achei até uma barraqueira dos tempos do ronca que passou bons minutos me contando como tudo era maravilhoso antigamente. Mas aquela história chave para a matéria, aquele típico personagem para comover todo mundo, nada.

Foto: Joá Souza / Agência A Tarde

A missa, que parecia infinita, finalmente acabou. Ia começar a tal da procissão. Como quem tá na chuva tem mais é que se molhar, lá fui eu atrás.

Fiquei completamente surpresa com a quantidade enorme de velhinhos caminhando feliz da vida debaixo do sol. No auge dos meus vinte anos, eu já tava cansada. Não faço a menor ideia de que droga braba que aquele povo tomou para aguentar tanto tempo em pé e ainda sair pelo Comércio atrás de uma imagem.

E, lá no meio da confusão, quando eu já sentia tanto calor que nem lembrava mais porque mesmo estava ali, eis que me aparece Dona Ernestina Pereira. Assim, do nada mesmo.

Ela me falou qualquer duas palavras sobre o buraco da rua e agarrou no meu braço. De repente, me contou a história toda da vida.

Me disse que tinha 88 anos e que o marido havia falecido há quatro. Nunca teve filhos, mas falou que tinha uma afilhada muito querida, chamada Mariana, que tinha batizado com Irmã Dulce. Hoje, a filha de Mariana é também sua neta.

Soube que sua fé era tão inabalável que tinha saído de Itinga só para a festa, ritual que repete todos os anos. Na lavagem do Bonfim, faz o percurso todinho sem reclamar, mas que passou um tempo sem vir porque tinha feito uma operação nas vistas. E, ainda agarrada no meu braço, me falou dos santos que era devota e das inúmeras igrejas que visitava frequentemente.

Eu quase não fiz perguntas, mas ri bastante, porque Dona Ernestina é das pessoas mais alegres e espontâneas que conheci. Mais de uma semana depois, me lembro de cada palavra que me disse, sem que tenha sequer anotado uma linha. Não é a memória que é boa, posso garantir; foi a experiência que me marcou mesmo.

Não foi uma história triste nem senti que poderia mudar sua vida com minha matéria. Para ser bem sincera, o espaço acabou sendo tão pequeno que nem falei dela.

Minha “epifania” foi bem simples. Em nenhuma outra hipótese eu teria conhecido alguém assim. Se não fosse a profissão para me mandar para o cortejo de Nossa Senhora da Conceição da Praia, eu jamais teria ido.

A verdade é que a gente sofre, mas passa por experiências incríveis, conhece pessoas incríveis e conta histórias incríveis. A maioria jamais chegará aos jornais, mas todas ficam na memória. E, no fim das contas, acho que o que realmente importa é o que a gente vive. Eu, sem dúvidas, estou vivendo.

 

 

 
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Publicado por em 17 de dezembro de 2012 em Falando Sério

 

A escolha é sua

– Quem era aquele? Que intimidade é essa?
– Amor, eu não fiz nada, só dei Oi!
– “OI”?! Você sorriu daquele jeito! Não sorriu?! Por que você sorriu pra ele daquele jeito?! Qual o nome dele?
– Brunin…
– BRUNINHO!? Por que INHO!? POR QUE A INTIMIDADE!?!?!?!? Já cansei dessas palhaçadas! Cansei de tudo isso! Você faz cada coisa!! NÃO ACREDITO!!!
– Ai amor, que exagero…
– EXAGERO NADA!!!
– Ai que saco! ODEIO SEU CIUMES!

#CaraFechadaProRestoDoDia

– É seu amigo amor?
– É, nos conhecemos no bar GLS… Ele é namorado do Jonas.
– Ah tá… Amor, vai querer pipoca?
– Claro, vou guardar lugar pra você no cinema tá? Te amo…
– Também te amo…

#FilmeLegalJunto e outras coisitas mais…

casal feliz

 
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Publicado por em 17 de dezembro de 2012 em Guerra dos Sexos