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Arquivo mensal: janeiro 2013

Sucessivamente

Adoro e odeio as perguntas mais simples. Elas são as que mais me esforço para responder, mas também são as mais complicadas.
Como não sou bom com as palavras, acabo demonstrando com minhas atitudes, meus gestos…
Mas, ela nunca se dá por satisfeita e nega meus beijos.
Nossos quereres estão em velocidades diferentes, mas em direções parecidas, não iguais…
Vivia me perguntando: “Por que gosta de mim?”, sabe que nem sei? Só sei que gosto de mim, e ela me fazendo bem, gosto dela também. Adoro minha companhia, mas estar ao lado dela, de alguma forma, me fez mais feliz.
Hoje a pergunta é se eu ainda gosto dela. Claro, continuo me amando e você continua me fazendo bem. E outras coisas também.

Não, eu não vi estrelas cadentes, não vi a lua acenar para mim!
E mesmo assim, eu me aproximei, me apaixonei.
Ela tem um olhar triste, alegre, distante, ou não.
Ela não é não foi e nem será somente aquela pessoa que chama atenção.

Nem é mais uma na multidão. E chamou a minha atenção.
Eu sigo outra direção.
Nós somos uma quase total desconexão. Somos um desencontro explícito.
Mas não é por isso que não podemos estar juntos.
Falta algo: Ela. Eu. Ela mais eu.
Não falta nada…

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Publicado por em 28 de janeiro de 2013 em Guerra dos Sexos, Licença Poética, Porta Retrato

 

I’m Back

Sim, demorei horrores pra escrever. Disse que voltava, não voltei.
Mas voltei agora, porque descobri uma coisa fantástica que precisa muito ser ouvida nessa faxina massa que tem aqui.

Sei que normalmente quem expõem músicas maravilhosas e histórias fantásticas de seus autores/interpretes é Wladimir, mas dessa vez vou roubar a palavra.

Nunca disse aqui que amo Blues. Mas amo. Muito.

Tá certo que por conta do meu destino e tal um tango argentino me cai bem melhor, mas o fato é que a musicalidade do blues é fantástica. Dito issso, nada mais que justo que Belchior fosse cantado ao som de blues.

Justamente esse projeto fantástico que pode ser baixado, ouvido, todo free, que venho mostrar e dividir com vocês, pequenos gafanhotos.

/

Prometo Wladimir que não roubarei mais seu style, mas você há de concordar comigo que essa roubada vale a pena:

Segue o link: http://www.belchiorblues.com.br

 

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Interessada?

O presente é a unica coisa que não tem fim, O resto é só poeira no vento....

O presente é a unica coisa que não tem fim,
O resto é só poeira no vento….

É devagar que choro
Sem vontade, de raiva
Com soluços e espasmos
Como num riso sem graça
Porque entendeu uma piada tardia por último

Quase me sinto melhor
Mas não posso!
Tenho que lembrar
O que entristece

O que me entristece
Merece meu respeito
E merece toda a minha tristeza

Por que me sentiria melhor?
Não devo chorar nunca
O que me faz chorar
Não merece que eu chore por nada
Por nada né?
Por nada…

°°°°

Não, minhas lagrimas de medo, não
Nem minha alegria de bobo contente submisso
Aceitarei tudo com minha voz calada
Planejando a morte de todos

‘tá preparada pro fracasso?

 
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Publicado por em 21 de janeiro de 2013 em Guerra dos Sexos, Licença Poética, Pior é na Guerra, Pseudo Cult

 

Drogas, Vem Pensar

drogas, vem pensar

AOS RELIGIOSOS:

Um dos capítulos do projeto “DROGAS, VEM PENSAR” se refere à parceria com instituições religiosas.

A parceria visa a instrução do grupo através de cursos sobre drogas. E o objetivo desde grupo é disseminar o que aprendeu sobre drogas ao máximo de pessoas possível.

Não é lidar com viciados, é informar às pessoas que ainda não são viciadas sobre o que é droga, quais seus efeitos e consequências. A decisão de usar ou não é sempre de cada um. Precisamos informar para que tomem a decisão correta.

Precisamos, com urgência, de voluntários das entidades religiosas para, após autorização do líder da entidade, iniciar o curso.

Desde já agradecemos o apoio.

 
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Publicado por em 18 de janeiro de 2013 em Falando Sério, Mundo cão

 

Sem a brasa do teus passos

Sem a brasa do teus passos

Te vejo tão só olhando os cômodos vazios
Perdida no dia, quarto escuro sem luz
Ela atropela os sentimentos recentes
Os pés parecem caminhar entre brasa

Contava seu passos para o precipício
Chorou sozinha a dor de sua própria cruz
Trazia consigo amor de fúria luzente
Não se vê em nenhum canto desta casa

E ela só precisava de alguém que a fizesse sonhar..
Sem a brasa do teus passos
Só precisa de mais uma tela branca pra pintar
Sem linhas retas, sem traços…

Assim caminha, desconexa, Definindo
seu horizonte. Sem flor, nem alma, nem jardins.
Colhe teus frutos amargos e ingerindo
Sorrisos, engulido junto aos maus súbitos
… Só ela não sabia disso

Bruno de Santana Cruz / Thalles Nathan
14/01/12

 
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Publicado por em 15 de janeiro de 2013 em Licença Poética

 

Forget this[….]

Tem sono
Fecha os olhos
Não dorme
Sonha e esquece
Nosso amor é um exagero
Tão grande

saudade solitária

Tem sono
Fecha os olhos
E esquece
Não dorme
Sonha
Que o nosso amor é um exagero
Sem fim

Tem sono, amor
Acorda
Te trago nos braços
Amanhecendo…
Em luar
Seus olhos são tão lindos
Por que não me mostra
o dia entardecer?

 
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Publicado por em 14 de janeiro de 2013 em Guerra dos Sexos, Porta Retrato, Pseudo Cult

 

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Os 10 mais!

Feliz 2013, pessoas! Sem causar qualquer sentimento de inovação, resolvi lançar meu primeiro post do ano citando os 10 álbuns mais ouvidos por mim em 2012, dentre as novidades e surpresas que me aparecerem e surpreenderam minhas expectativas. Acho até que vale dizer que não tenho qualquer intenção de numerar em ordem crescente ou decrescente, qual obteve maior atenção que outro… Nada disso! Desejo apenas deixar registrado um simples e rápido “top ten”, quase nos moldes de tantos outros blogs que fizeram seus top 20, 50, 100… Alguns deles eu já citei em posts de 2012, outros ficaram “cozinhando” em meu juízo e consciência auditiva, alguns de 2012, outros de anos anteriores… Mas vamos lá!

Tame Impala - Lonerism (2012)

Tame Impala – Lonerism (2012)

Tame Impala – Lonerism (2012) : Este álbum eu só fui prestar atenção já chegando ao fim do ano, embora o seu lançamento tenha sido em outubro. A banda australiana de rock psicodélico conseguiu produzir um álbum que atraiu a atenção da mídia musical mundial em larga escala. Confesso que, à primeira ouvida, estranhei, dei uma torcida no nariz, fiz cara feia… Mas aos poucos, fui entendendo a proposta e, de repente, já me encontrava passeando num clima meio psicodélico, meio dream pop, meio progressivo setentista… Ok, o que mais me atraiu e me prendeu à proposta do álbum foi o lado progressivo que se incute no álbum. Sim, pode imaginar aquela superbanda de prog. dos anos 70, 80, e, certamente, em algumas passagens, você pensará: “Eles beberam dessa fonte!”. Um álbum para ser apreciado, degustado, e percebido com bastante atenção, porque foi – de fato – um ótimo trabalho!

Phill Veras - Valsa e vapor (2012)

Phill Veras – Valsa e vapor (2012)

Phill Veras – Valsa e vapor (2012) : Êta álbum que grudou no meu juízo com o ano já chegando ao fim… Já teci alguns bons comentários num post anterior, e não tive qualquer dúvida em relacionar este álbum como um dos mais ouvidos de 2012, ainda que ouvido por pouco tempo antes do ano acabar, mas por muitas e muitas vezes consecutivas. Não tem jeito: Este clima folk/lo-fi, sem exageros, suave e delicado, me causou uma muito boa impressão desde o primeiro encontro. Claro que, para ouvir algo do tipo, é preciso estar no clima. E quem conseguir absorver a proposta sonora do álbum, certamente é atingido por bons vinte-e-poucos minutinhos de boa música. Curtinho o álbum, não? Pois é, vamos apostar para ver o que o garoto maranhense tem guardado a mais na sua cartola, para 2013! Acaso mantenha a qualidade, boas surpresas estão reservadas para nós.

Selvagens à Procura de Lei - Aprendendo a mentir (2011)

Selvagens à Procura de Lei – Aprendendo a mentir (2011)

Selvagens à Procura de Lei – Aprendendo a mentir (2011) : Bem, este álbum é um dos que apesar de ter sido lançado em 2011, só vim a conhecer em 2012, e não reclamo e nem me arrependo nem um pouquinho! Esta galera cearense realmente conseguiu produzir um dos discos mais rock-nacional do ano passado, na minha humílima opinião. Quando tive contato com aquele clima, há muito estranhamente perdido, de rock’n’roll nacional oitentista/noventista, que eu gosto tanto, que me diverte tanto, ouvi, ouvi mais uma vez, ouvi um monte de vezes… E corri para mandar um post para o Varrendo a Sala. Paguei pau mesmo para este trabalho! Claro, é sempre – sempre! – uma questão muito pessoal de impressões. As minhas foram as melhores possíveis! Good job, guys!

Cícero - Canções de apartamento (2011)

Cícero – Canções de apartamento (2011)

Cícero – Canções de apartamento (2011) : Mais um que não é nenhuma novidade, mesmo porque ele já veio sendo uma das maiores revelações de 2011, mas que eu só vim – também – a conhecer em 2012, via nossa parceirinha Princesa! Este álbum, tema de uma postagem anterior, soou bem desde o primeiro momento. E, pelo visto, não só pra mim! Cícero foi badaladaço por conta dessa produção! E com razão! Seguindo uma linha folk, lo-fi também, tem uma tendência a te pegar de jeito e te fazer ouvir diversas vezes seguidas, sempre com uma pegada melancólica, mas arrebatadora. Por sorte, este álbum representou um pedaço bom do ano de 2012 e, como todo bom álbum, ou por mera coincidência temporal, deixou sua marca ali pregada, muito bem conservada, e que vai sempre me causar uma boa lembrança.

Pontiak - Echo Ono (2012)

Pontiak – Echo Ono (2012)

Pontiak – Echo Ono (2012) : Uma rádio internacional me recomendou escutar essa banda, escutei, curti “de prima”, fiquei amarradão! Três irmãos americanos e um estilo musical bastante descritivo. Rock psicodelia e muita estrada pra ser rodada, entre muitos e muitos quilômetros de pista, para sentir toda a impressão que este trabalho te proporciona. E que bom que tive essa impressão, uma boa impressão, um trabalho que rodou por várias vezes meu ipod xing-ling e minha saboneteira-atômica (vulgo smartphone). A impressão foi tão positiva que chegou a ganhar um post em 2012, aqui no Varrendo a Sala! Uma pena que, em 2012, não tive a oportunidade de ganhar a estrada, viajando para algum lugar surpreendente, e durante o caminho ter o prazer de escutar este álbum… Bem, também não tenho nenhum muscle car. Mas quem sabe agora em 2013 esse plano não toma forma e se concretiza?

Lemoskine - Toda a casa crua (2012)

Lemoskine – Toda a casa crua (2012)

Lemoskine – Toda a casa crua (2012) : Esta pedra eu já havia cantado num post do ano passado: Um dos melhores álbuns com que eu teria me deparado em 2012. Dito e certo! Cada faixa parece um novo passeio pelos cantos da mente que foram preparados para receber sua própria presença, de acordo com a ambientação dedicadamente estabelecida. E boa viagem..! Belas e marcantes melodias, produzidas pelo Rodrigo Lemos, te fazem viajar mesmo! E que bom que seja assim. Este álbum foi meu companheiro de longas andanças por tudo que é canto de Salvador no ano passado, e tem grandes chances de continuar a parceria agora em 2013. Afinal, um trabalho que – visivelmente – foi produzido com tanto zelo, deve sim ser sempre muito bem apreciado, e por muito tempo.

Slash - Apocalyptic Love (2012)

Slash – Apocalyptic Love (2012)

Slash – Apocalyptic Love (2012) : Ouvi muito desde o seu lançamento até cá. Hard Rock na lata, full time. Desde a primeira parceria entre Slash e Miles Kennedy (do Alter Bridge) no trabalho solo de Slash que tem soado legal. E boa parte da crítica aponta como esse o seu trabalho solo mais maduro desde sua saída do Guns ‘n Roses, e ter participado de trabalhos como o Velver Revolver e o Slash’s Snakepit. Taí outro álbum que combina com uma boa viagem, de horas e horas de estrada… Ainda há de se realizar. Destaque para Halo e Bad Rain. Hard Rock pra frente, comendo no centro mesmo!

Dabliu Junior - Sobre os ombros de gigantes (2012)

Dabliu Junior – Sobre os ombros de gigantes (2012)

Dabliu Junior – Sobre os ombros de gigantes (2012) : Juro que não lembro onde encontrei esse material de deleite, não sei se num dos blogs que sigo ou se por indicação de algum amigo… Não lembro! A verdade é que fiquei amarradão nesse álbum. O que me atraiu logo de cara foi a não-obviedade harmônica nas músicas. Sim, quando você menos espera, um estranho acorde se encaixa ali ou aqui, a harmonia sofre uma transformação (in)consequente e… Tudo isso me atraiu demais, me forçou a ouvir e re-ouvir, pra compreender e decifrar e entender… Até que pude visualizar a beleza do que estava ali composto. Nada de exageros, mas com uma profundidade bacana, a curitibana Dabliu Junior conseguiu produzir um dos álbuns mais intrigantes (a meu ver, é óbvio!) de 2012, e que merece ser apreciado, sem dúvida! Se você não conhece, aproveita minha recomendação e dê um saque!

Moddi - Floriography (2010)

Moddi – Floriography (2010)

Moddi – Floriography (2010) : Certo, o álbum é de 2010. Mas só o conheci em 2012. E ouvi centenas de vezes em 2012. E acho que tem seu lugar aqui, sim. Mas cuidado: Esse álbum é triste, triste, triste… Nem por isso não é um álbum legal. Mas é bem triste. Material norueguês… E me pergunto: Será que conheço alguma coisa feliz de lá da Noruega? Quando não são queimadas a igrejas, ou algumas bandas de Black Metal, ou assassinatos de repercussão mundial… Ô lugarzinho… Mas apesar disso tudo, de toda essa tristeza, de toda essa negatividade que estou citando, é um álbum bem bonito, do começo ao fim. Só não recomendo para quem está passando por alguma fase difícil na vida… Rs.

5 A Seco - Ao vivo no Auditório Ibirapuera (2012)

5 A Seco – Ao vivo no Auditório Ibirapuera (2012)

5 A Seco – Ao Vivo No Auditório Ibirapuera (2012) : Este foi o típico caso de trabalho conhecido por mera coincidência e curiosidade. Uma chamada no youtube me levou a assistir o show transmitido ao vivo, numa sexta-feira qualquer, e me prendeu a atenção do começo ao fim. Corri para buscar o registro da banda, e descobri que eles têm apenas este ao vivo. E maravilhoso, por sinal. Este álbum é a prova que a MPB não é língua morta (ainda bem)! Realmente um trabalho interessante e gostoso de se conferir, especialmente pelo bem-trato dado à qualidade musical, poesia das letras, instrumentação, ideia harmônica. E a faixa “Pra você dar o nome” que até hoje fica martelando em meu juízo, heim?

Muito bem! Imagino o quanto se pode discordar, o que é muito natural, e estes dez nomes são apenas alguns selecionados, dentre outros que ouvi bastante também, em 2012. Até imagino Rui discordando dos meus dez mais escutados, porque não tem o álbum solo de Siba (o “Avante“), mas não escutei tanto assim! E que agora em 2013, eu possa ser apresentado a novidades sonoras que colem notas e acordes na memória pela beleza de serem o que são – ou serão – por dias e mais dias sem parar!

Até breve, rapeizi!!

Ps: Links dos álbuns para download no próprio nome deles!

 
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Publicado por em 14 de janeiro de 2013 em Musicalizando