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Arquivo mensal: abril 2013

Só se vê na Bahia…

Gente que sofre e chora (de verdade!) ouvindo “Fulaninho e seus teclados” está até normal depois de “Pablo, o Mito!”, mas existem coisas no interior que ainda me deixam deslumbrado (ou intrigado)…

Lua cheia nascendo deslumbrante, mesmo sendo atrás da serra e não no mar… o sol se pondo idem…

lua cheia na serra

Restaurante que fecha para almoço (?!?!)

Ter mais jegues e cavalos do que cachorros e gatos na rua…

jegue na rua

Casas sem divisão de cômodos mas com sua parabólica

parabolica na roça

Sky HDTV com 6 pontos… e as pessoas continuam assistindo Globo, mesmo com Sky ¬¬

O nome “Roupa Domingueira” voltando a fazer sentido hauahuahaahueha

Academia por 30,00 (a mais cara)

Ser obrigado a “bater o baba” calçado (eu sofro tanto)…

Depois continuo lembrando das coisas loucas daqui, agora partiu descansar porque a academia (de 25,00) me matou!

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Publicado por em 29 de abril de 2013 em Chuta que é Macumba, Mundo cão, Pior é na Guerra, WTF?!

 

Diário de bordo

Música pro post:

Veja como as coisas mudam:

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Não achei passagem para Salvador mais uma vez, mas o final de semana no interior não é de todo ruim.

Voltei a fazer umas coisas que eu não faço há um tempo, tipo dormir rsrsrs
Ainda joguei um futebolzinho, comprei as coisas pro computador funcionar, e descobri que não posso mais deixar dinheiro no banco porque quase ninguém aceita cartão (pelo menos a Águia Branca aceita).

Aqui não está chovendo mas a galera está feliz porque choveu (e muito) na região.

E só agora que eu vi que o celular posta sem eu mandar. Hehehe

Enfim, está tudo em paz e semana que vem sairei da chuva daqui pra ver a chuva de Salvador.

 
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Publicado por em 21 de abril de 2013 em Licença Poética, Porta Retrato

 

Vida

Ainda estou de mudança. Nem sei quando acaba (ou se acaba). Mas tá bom: tranquilidade e paz.

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Publicado por em 15 de abril de 2013 em Match Point, Musicalizando, Porta Retrato

 

A melancolia entre Juquinha e Roger

Estou montando o vídeo do aniversário de Juquinha. Esse não é o seu nome verdadeiro, mas eu e Bianca achamos engraçado chama-lo assim. Seu nome verdadeiro é muito mais sóbrio do que isso. Por enquanto, para nós, seu nome é Juquinha, como todos os meninos de um ano deveriam se chamar. E ele tem um ano. E às vezes ele ri aqui pra mim e eu percebo que crianças podem ser adoráveis, encantadoras mesmo. Há um momento fantástico em que ele me percebe e caminha em direção à câmera, sorrindo. Só agora ouvi que sorri de volta e que nossos risos se encontraram.

Eu pensei em usar algumas músicas da trilha de “Onde Vivem Os Monstros”, mas os pais dele podem estar esperando outra coisa completamente diferente. Há uma melancolia cortante em algumas dessas músicas. Fui com Patati e Patatá. Esse não sou eu, obviamente. Não gosto de filmar aniversários de crianças, ou casamentos, mas é assim que as coisas são. Às vezes, claro. E a melancolia do trabalho solitário nas madrugadas é menos cortante do que a desgraça diária em um escritório de imobiliária, por exemplo. Mas cortantes, cortantes mesmo, sãos as músicas de Karen O, para a trilha sonora de “Onde Vivem os Monstros”. E não há nada que me induza mais ao estado de melancolia do que uma música. Só a morte. E enquanto eu filmava o aniversário de Juquinha, um grande artista estava prestes a morrer. Roger Ebert. Crítico de cinema. Escritor brilhante. Sim, ele era um artista. E sua morte me levou a um surpreendente nó na garganta.

Um dia após a morte de Roger, e dois dias após o aniversário de Juquinha, eu e Bianca fomos a um espetáculo de dança. Em um dos atos, eles tocaram uma música da excepcional trilha sonora de “O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford”, chamada “Song For Bob”. A melancolia se instalava.

Roger escreveu um livro de memórias em 2011, intitulado “Life Itself”. O livro ainda não foi traduzido para português, mas o também crítico Pablo Villaça, amigo e colaborador de Roger, traduziu uma passagem do livro e publicou em seu blog, dias após a morte de seu mentor:

“Eu sei que ela está vindo, mas não a temo, pois acredito que não há nada do outro lado da morte para temer. Espero ser poupado o máximo possível da dor no caminho de chegada. Eu era perfeitamente feliz antes de nascer e penso na morte como sendo o mesmo estado. Sou grato pelos dons da inteligência, do amor, da capacidade de maravilhar-me e do riso. Não se pode dizer que não foi interessante. As memórias de minha vida são o que eu trouxe de volta da viagem. Não precisarei delas na eternidade mais do que precisarei daquele pequeno souvenir da Torre Eiffel que trouxe de Paris.

Não espero morrer logo. Mas poderia acontecer neste momento, enquanto escrevo. Outro dia eu conversava com Jim Toback, um amigo há 35 anos, e a conversa se voltou para nossas mortes, como sempre acontece: “Pergunte a qualquer um como se sente sobre a morte”, ele disse, “e eles te dirão que todo mundo morrerá. Pergunte então: ‘Nos próximos 30 segundos?’. Não, não, isso não. ‘E esta tarde?’ Não. O que você realmente está querendo que eles admitam é: Oh, meu Deus, eu não existo de verdade. Eu posso partir a qualquer segundo.”

Eu também posso, mas espero que não parta. Tenho planos. Ainda assim, a doença me conduziu resolutamente em direção à contemplação da morte. Isto me levou ao tema da Evolução, a mais consoladora de todas as ciências, e me vi envolvido em meu blog em discussões inesperadas sobre Deus, o pós-vida, religião, teoria da evolução, design inteligente, reencarnação, a natureza da realidade, o que veio antes do big bang, o que aguarda após o fim, a natureza da inteligência, a realidade do Eu, morte, morte, morte.

Muitos leitores me informaram que é um negócio trágico e melancólico ir em direção à morte sem alguma fé. Eu não sinto isso. A “Fé” é neutra. Tudo depende daquilo em que se acredita. Eu não tenho desejo algum de viver para sempre. O conceito me apavora. Tenho 69 anos, tive câncer, vou morrer antes da maioria das pessoas que agora leem isso. Esta é a natureza das coisas. Em meus planos para a vida após a morte, digo, novamente com Whitman:

Eu me lego à poeira para crescer da grama que amo,

Se me quiser de novo, procure-me sob suas botas.”

É fascinante a relação de admiração e amizade que Pablo Villaça estabeleceu com Roger Ebert. Ainda este mês, acontecerá a edição anual do Ebertfest, festival de cinema criado pelo Roger, e o Pablo comparecerá. Através de seu Twitter, ele convocou a todos os interessados para uma homenagem ao Roger. Ele imprimirá e encadernará todas as mensagens sobre o Roger que forem enviadas ao seu e-mail e as entregará à sua viúva durante o Ebertfest, como um tributo brasileiro ao mestre. Escrevi uma mensagem.

“Ganhei “Grandes Filmes” como um dos presentes pela minha primeira graduação. Ganhei da gerente de RH do meu primeiro estágio. Conversava com ela sobre a vontade de me tornar cineasta e cheguei a mostrar alguns primeiros trabalhos pavorosos para ela. Foi um choque. Nunca havia lido críticas como aquelas, tão apaixonadas. A crítica cinematográfica se apresentava como possibilidade de realização artística pela primeira vez para mim. E procurei mais sobre o Roger. Muito mais. Tudo o que poderia procurar. Acompanhava o seu site. Consultava-o antes de arriscar qualquer filme. E acompanhava também o seu blog, tão brilhante, íntimo e elegante. Inevitavelmente, afeiçoei-me a ele. É incrível como ele tinha esse poder. Nunca havia alimentado tanto carinho por um artista. Sim, Roger era um artista. Considerava-o como um amigo que morava muito longe e com quem eu me importava bastante. Acho que isso acontecia porque, além de ser dotado de um talento gigantesco, Roger escrevia com paixão e honestidade. Muita honestidade. Por tudo isso, ele ficará marcado para sempre em minha memória afetiva como alguém que ajudou a expandir a minha percepção sobre arte e como um amigo querido que nunca conheci.”

Poderia ter me saído melhor. Mas não há nada pior do que a pieguice. E não vou cair nessa.

Passei os últimos dias lendo muitas coisas sobre Roger, mas o fato é que eu precisava voltar para Juquinha. Ele acabou de nascer e provavelmente vai morrer depois de mim e “da maioria das pessoas que agora leem isso”. Assim como eu estou vivo agora e Roger não.

“Oh, meu Deus, eu não existo de verdade. Eu posso partir a qualquer segundo.”

Mas o que é bacana, e me faz pensar sobre um monte de coisas, é que Juquinha vai guardar esse vídeo por muito tempo. E dividimos aquele sorriso enquanto ele vinha em minha direção. Posso me ouvir. E ele poderá também.

Meu sorriso ecoará com o de Juquinha por alguns anos. É uma bela cena. Roger certamente concordaria. E que Juquinha me perdoe por Patati e Patatá. Estou certo, porém, de que bastará o contexto de um vídeo como esse para leva-lo ao mais intenso estado de nostalgia. E que depois a nostalgia vire melancolia, como deve ser.

Notas:

O site de Roger Ebert: http://www.rogerebert.com/

O seu blog (Que parece fora do ar, enquanto posto): http://www.rogerebert.com/rogers-journal

O site de Pablo Villaça: http://cinemaemcena.com.br/

O seu blog: http://www4.cinemaemcena.com.br/diariodebordo/

Algumas músicas da trilha de “Onde Vivem os Monstros”: Rumpus Reprise / Igloo / Lost Fur (Essa última não ia entrar no vídeo de Juquinha. De jeito nenhum. Mas é a minha preferida. O filme é incrível. Crítica do Pablo e Crítica do Roger.)

Song For Bob, da trilha de “O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford” (Não achei crítica do Pablo e Crítica do Roger.)

 
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Publicado por em 9 de abril de 2013 em Licença Poética, Match Point, Porta Retrato

 

Quem mora no interior, vai buscar o interior

Já vou embora. Não daqui do blog, claro. Vou continuar postando nem que eu precise mudar o dia.
Os caminhos que a vida (essa vaca!) nos dá, nunca são como a gente pensa. Pelo menos como eu pensava.
A saída nunca é onde eu imagino.
Mas a gente vai levando.
Amanhã é dia de ir embora, ou ir em frente.
Ainda passa muita coisa pela minha cabeça, mas a vontade de desistir já não é uma delas (para as coisas, poesia!)…
Vamos nos falando!

Olhou pro céu, clareou!
E o amor baila no ar…

 

Tantas mães – e poucos pais

Semana passada eu tive a experiência incrível de visitar a sede da Associação de Amigos do Autista, a AMA. Tava fazendo uma matéria sobre educação para crianças autistas (eu sei que todos vocês leram o A Tarde nessa segunda e já sabem disso) e fui conhecer o trabalho da instituição. É pena, mas boa parte das impressões e sensações do repórter raramente entram no jornal. Falta espaço, em vários os sentidos. Mas não é disso que eu quero falar.

Quero falar da situação que eu vi na AMA e que já havia observado quando visitei uma instituição para reabilitação de crianças com paralisia cerebral. É grande o número de mães que se dedicam, que assumem o tratamento e que enfrentam todos os dias as dores do preconceito alheio. Os pais a gente conta nos dedos.

Sabe, o autismo tem um grande problema. Apesar do diagnóstico precoce fazer toda a diferença na vida da criança, é grande o número de vezes em que ele vem tarde. São vários os fatores que levam a essa situação, desde a incapacidade dos pais em admitir que algo está errado à incapacidade dos médicos em identificar o transtorno.

Em todos os casos, as primeiras suspeitas vem com no mínimo um ano. A gente pode dizer, portanto que os pais tiveram um ano inteirinho para construir laços afetivos com aquela criança. Ouço dizer que a mãe já ama o bebê muito antes dele nascer, mas que, no caso dos pais, isso pode levar mais tempo. Um ano não é tempo suficiente?

Não vou dizer que é justificável, compreensível ou mesmo aceitável que um pai abandone um filho com Síndrome de Down, que é algo detectado logo quando a criança nasce ou mesmo durante a gravidez. Mas, de toda forma, é um pai que talvez ainda não ame seu filho.

O que eu quero dizer é que não entra na minha cabeça como um homem pode passar mais de um ano com uma criança e, quando vem o diagnóstico, simplesmente abandoná-la. Fingir que nunca existiu. Um erro de percurso a ser esquecido. Não há amor? Não há carinho, afeto, instinto de proteção? Nada daquilo que foi construído até então vale mais?

Alguém pode dizer que é próprio do ser humano não saber lidar com situações como essa. Não concordo. Se fosse assim, não veríamos a figura de tantas mães – e de alguns pais – que matam e morrem por seus filhos, tenham eles autismo ou qualquer outro transtorno que os faça diferentes.

O que quer que falte no ser humano, falta especialmente nos homens. É uma construção social? Um problema de gênero? Algum componente genético ou evolutivo estranho que se apresenta em maior número nos homens? Não sei. Sei é que cada vez menos eu os acho dignos de se dizerem civilizados.


PS: Para saber mais sobre o vídeo, clique aqui

 
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Publicado por em 3 de abril de 2013 em Guerra dos Sexos

 

Complicação com desfecho otimista

Homem Elipse: Tenho tido deja vus de coisas que nunca aconteceram.

Homem Parábola: Tudo já aconteceu alguma vez.

HE: Eu estava nu. E estavam quebrando o piso da sala. Isso nunca aconteceu.

HP: Você nunca mudou o piso da sala?

HE: Nunca.

HP: Alguma coisa já aconteceu na sala, tenho certeza disso.

HE: Provavelmente. Mas os pisos sempre foram os mesmos.

HP: Não importa. E você está nu o tempo todo. Isso não significa nada.

HE: Não estou nu o tempo todo.

HP: E depois? O que acontece?

HE: Nada se concretiza. Nunca.

HP: Não há nada para se concretizar.

HE: Olhe os meus dedos, por exemplo. Eles sempre inflamam. Nos cantos, de tanto arrancar aqueles pedaços de pele em volta das unhas.  Isso sempre aconteceu e sempre acontecerá. Não tenho perspectivas.

HP: Escreva um texto para o seu filho que ainda não nasceu.

Homem Elipse não sabia o que escrever. Sabia que não teria capacidade de se reproduzir. Morreria muito antes disso, com certeza.

Eu me pergunto se você vai ler isso tudo algum dia. Se vai achar os textos originais em algum HD antigo.  Que impressão está tendo? Quem sou eu, para você? Quantos anos você tem? Minha vida profissional está um lixo, mas tenho novos pisos na sala. São os melhores pisos que poderia ter. Mas não sei se isso significa alguma coisa, tendo em vista que considero lixo tudo que comprei anteriormente. Um amigo, que também comprou pisos novos, me disse que precisamos mudar sempre.  Concordo com ele. Só não consigo colocar isso em prática.

Minha moto está totalmente destruída, mas está sendo reformada e talvez dure por um tempo. Ela ainda existe? Sou péssimo em ciências exatas. Costumava imitar Marlon Brando personificado como Don Corleone em “O Poderoso Chefão”.  Compro dezenas de livros e demoro anos para ler todos. Sou preguiçoso. Muito preguiçoso. Nunca mais pratiquei esportes. Estou sedentário. Não estou gordo ainda. Acho que não tenho “tendência”. Optei por um novo corte de cabelo desde o ano passado. Está maior agora. Hoje em dia as pessoas vendem apartamentos como se fossem bananas, mas, mesmo assim, ainda moro de aluguel. Você precisa ter um emprego estável e ganhar razoavelmente bem para tentar financiamento. Vejo pouco os meus amigos, mas ainda tenho alguns. Passo mais tempo em casa do que fora dela, o que me da à impressão vazia de que eu preciso aproveitar mais qualquer tipo de coisa que esteja acontecendo.

Paro aqui. Vamos encarar isso como um parêntesis. O fluxo seguirá.

Após ler a carta, Homem Parábola convida Homem Elipse para presenciar a encenação da sua “Parábola do Homem sem Geografia”, que havia preparado para o seu filho de oito dias.

 
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Publicado por em 2 de abril de 2013 em WTF?!