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Arquivo mensal: junho 2013

Antológico!

Zé Ramalho - Antologia Acústica (1997)

Zé Ramalho – Antologia Acústica (1997)

Boa noite (pra quem é de boa noite!), pessoas! Hoje resolvi trazer um pouquinho da cultura nordestina, já que acabamos de passar por uma das festas tradicionalmente mais queridas por nosso povo: o São João. E São João combina perfeitamente com Zé Ramalho. Este ano pude viajar para ali pertinho, na vizinhança, para Aracaju, e testemunhar a 11º apresentação deste artista, na festa de São João de Sergipe. Obviamente foi muito bom. Mas enfim…

O Antologia Acústica (1997) reúne, num álbum duplo, grandes sucessos de Zé Ramalho, versões maravilhosas de tudo o que todo mundo conhece. À primeira vista, poderíamos nos enganar ao pensar que se trata de um “Perfil” ou “Série Ouro” ou algum “The best of“… Mas é muito mais que isso. São regravações mesmo, com uma pegada acústica, como o próprio nome do álbum propõe. E por isso mesmo não há muito o que dizer sobre novidade, senão a nova roupagem de seus próprios sucessos. É preciso ouvir faixa-a-faixa, e perceber a preciosidade e bom gosto que a nova forma veio proposta. Sem dúvida, é um dos álbuns do paraibano que eu mais escuto.

Então resta apenas baixar e consumir sem pena esta maravilhosa obra! Uma hora e vinte e cinco minutos de boa música. Aproveite!

….e até breve, rapeizi!! ‘Té mais!

Link para Zé Ramalho: http://www.mediafire.com/?cc9xv51hlqdm211

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Publicado por em 25 de junho de 2013 em Musicalizando

 

Protesto ou desfile?

Nos últimos dias o Brasil tem passado por um dos momentos mais importantes de sua história. O país foi tomado por uma onda de protestos que começou visando revogar o aumento da tarifa do transporte da principal capital, cresceu atirando pra todo lado, mostrando pra todo o planeta grandes problemas do Brasil que os governantes achavam que a população ignorava.

Tá. Tudo muito lindo. Mas como foi que essa legião de revoltados resolveu sair do PC e ir às ruas? E nem to falando de quem foi quebrar tudo…
Houve uma glamourização enorme das passeatas com pessoas fazendo até foto de biquinho, pose pra colocar tinta na cara, pra depois colocar no facebook.
Sim, o descaso está aí faz tempo. Sim, estas pessoas contribuem em número, fazem volume e dão um peso para que tomem atitudes.

Só que brasileiro reclama de tudo e não resolve nada, são um bando de maria-vai-com-as-outras… que boa parte nem entende o que está se passando ali. E essa boa parte acha que a vida é resumida em futebol, fofoca, carnaval, cerveja e putaria, e tá lá fazendo nada.
É importante protestar sim. Mas aposto que mais de 90% não lembra em quem votou pra vereador e deputado na eleição passada… e nem o que seus candidatos fizeram, ou deixaram de fazer.

É curioso que o aumento da tarifa de ônibus, um fato econômico, gere passeatas e mobilização dos jovens enquanto a violência generalizada nas cidades brasileiras, que impõem medo e insegurança em toda a parte, não mobiliza um grupo de mais de 50 pessoas.
Espero muito estar enganado, torço pra que haja menos protestos nas redes sociais, que continuem reclamando para as pessoas certas, e não no bar, no twitter e no facebook.

O Brasil está acabado, tudo sucateado, políticos esfregando salários exorbitantes, verbas de todo tipo, regalias, etc., condenados assumindo mandato, pessoas que trabalham no sentido oposto de cargos que assumem (como homofóbicos na comissão de minorias, corruptos no conselho de ética)…
Ninguém quer nada a longo prazo. Existem mudanças que devem ser feitas pra já.
Espero que com essa onda de protestos o Brasil realmente se torne um país sério e pare com a putaria que está instalada há tanto tempo em todo setor público.

 
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Publicado por em 24 de junho de 2013 em Mundo cão, Pior é na Guerra

 

Um importante brazuca maldito!

Sérgio Sampaio - Cruel (2005)

Sérgio Sampaio – Cruel (2005)

Confesso que muito do que conheço hoje do “underground” da Música Popular Brasileira só descobri depois de velho, com a ajuda de amigos mais novos que sempre pareceram mais velhos que eu, pelo que ouviam. Ignorância minha à parte, músico e bom ouvinte que sou, saí em busca de ouvir aquele músico recomendado por um amigo. E cheguei neste disco póstumo de Sérgio Sampaio, o Cruel (2005). Um disco recheado de músicas muito boas, por sinal. Uma curiosidade: Álbum lançado por Zeca Baleiro, fã incondicional de Sérgio Sampaio! Este álbum era para ser lançado em 1994, pelo próprio Sérgio, mas não o foi por conta de seu falecimento, conseqüência de uma pancreatite. Enfim, a produção final ficou muito boa também, pelas mãos de Zeca Baleiro.

Certamente você deve lembrar da música Eu quero é botar meu bloco na rua, um de seus grandes sucessos. Eu também a conhecia, mas nem imaginava o que eu descobriria ao ouvir outras músicas, outras obras, do artista. Certo dia, tocando umas músicas de João Bosco no violão, um amigo me perguntou se eu sabia tocar Rosa Púrpura de Cubatão. Eu nem mesmo conhecia a música, a qual fui apresentado em seguida… E fiquei sabendo também que era do Sérgio Sampaio. Foi quando fui buscar mais material para ouvir e conhecer. Esta música é um dos pontos altos deste álbum. Confira essa pérola a seguir!

Já deu pra perceber o teor de sua poesia musical, né? Por este motivo mesmo que Lenine, certa dita, o classificou como um dos “malditos” da MPB. Mas não só por isso. Dá para se perceber a influência dos “poetas malditos”, como Augusto dos Anjos, Baudelaire, entre outros, como na música Roda morta, cujas palavras exprimem toda sua angústia: “Eu vejo um mofo verde no meu fraque / e as moscas mortas no conhaque que eu herdei dos ancestrais / e as hordas de demônios quando eu durmo / infestando o horror noturno dos meu sonhos infernais“.

E o álbum é bom todo, todo bom! A terceira faixa, Polícia, Bandido, Cachorro, Dentista, é uma das minhas preferidas. Sérgio Sampaio faz um jogo de palavras em consecutivos versos, poeticamente, e mostra neste sambinha que também sabe protestar com a escolha sábia das palavras. Ele diz: “Eu tenho medo de polícia, de bandido, de cachorro e de dentista / porque polícia quando chega vai batendo em quem não tem nada com isso / porque bandido quase sempre quando atira não acerta no que mira / porque cachorro quando ataca pode às vezes atacar o seu amigo / porque dentista policia minha boca como se fosse bandido / porque bandido age sempre às escuras como se fosse cachorro / porque cachorro não distingue o inimigo como se fosse polícia / porque polícia bandideia minha boca como se fosse dentista!“. Legal, né não?

Outra música que eu conhecia, mas não sabia que era de Sérgio Sampaio, é a Cruel. Eu já a conhecia do álbum acústico de Luiz Melodia (hummm.. este álbum merece sim um review…). Obviamente, aquela surpresa com a descoberta… Sempre assim… E é linda essa música… Ouve ela aí, ó (pena que a voz original de Sérgio Sampaio não conseguiu ser resgatada com perfeição pelo Baleiro, mas…):

♫ Tudo tão mal, tão sem beleza / doce de sal, lágrima presa / o que eles falam não se deve nem ouvir/ verbo mentir, menino é bom ficar de olho aí! ♫

….e uma música me chamou bastante a atenção! Uma quase mulher. Sim, ouvi, curti, e tudo o mais. Mas percebi uma direta e irrefutável influência dos Beatles nela. Logo no finalzinho da música, Sérgio solfeja o tema de In my life (do álbum Rubber Soul), assim como o solo de órgão é também semelhante ao solo que rola na música. Ou melhor ainda: Este solo foi “pescado” pela Rita Lee, em sua (maravilhosa) interpretação dessa música (In my life) no seu álbum Aqui, ali, em qualquer lugar (outro que merece um review também! rs). Até os timbres do órgão são tão semelhantes… Legal a referência, né? #curti

Bem, recomendo demais esse álbum póstumo, produzido pelo Zeca Baleiro como já mencionei, com seus quarenta e cinco minutinhos de boa música popular brasileira! Adoce ou azede um pouco a alma aí, mas jamais deixe de sentir! E até breve, rapeizi!!

Link para Sérgio Sampaiohttp://www.mediafire.com/download/5t914w1e1599dja/ss-c.rar

 
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Publicado por em 17 de junho de 2013 em Musicalizando

 

Consideração

“Joga todo mal pra fora
Abre o peito e chora em paz
Que é bonito demais”

Tenho pouca coragem de fazer declarações, demostrações públicas de amor, afeto, consideração, principalmente com as pessoas próximas.
Às vezes tenho esta vontade de sair oferecendo as coisas aos desconhecidos, parece que esvazia um pouco essa retração que eu me imponho. Taí, vou sair distribuindo barquinhos de papel por aí… cada um com uma letra de uma música que eu gosto.
Coragem e verdade. Tá, jogo da sinceridade comigo não funciona. Não, não estou mentindo, só não tenho coragem de dizer a verdade e ouvir, talvez uma verdade pior.
Isso sempre piora as coisas para quem convive comigo. Sempre acham que eu estou tramando algo, na verdade eu só penso em como evitar situações.

Acho que todas as pessoas deveriam assistir este filme e ouvir sua trilha fantástica:

“ninguém partiu porque quis, foi a seca que empurrou
quem partiu, partiu chorando… quem ficou também chorou…”

E eu tô escrevendo pouco mas juro que eu volto.

 

O príncipe das trevas voltou!

Black Sabbath - 13 (2013)

Black Sabbath – 13 (2013)

…e com sua banda quase toda da formação original! Sim, caros amigos… Depois de muita espera, eis que desde a madrugada dessa terça-feira, tenho escutado repetidas vezes o novo álbum do Black Sabbath! Obviamente que, quando falei do “príncipe das trevas”, estive me referindo a Ozzy Osbourne, que não fazia mais parte da banda desde o álbum Never Say Die!, de 1978. E agora, em 2013, quase todos juntos novamente. Digo “quase” porque o baterista da formação original, Bill Ward, não aceitou os termos contratuais para gravar o novo álbum, mas ainda contamos com o baixista Geezer Butler e o guitarrista Tommy Iommy. Particularmente, achei vacilo do Ward ter decidido não participar do álbum, mas se assim o fez, é porque teve motivos muito decisivos para não entrar na re-união de uma das maiores bandas de metal da história, mas fazer o quê… Quem gravou a batera foi o ex-Rage Against The Machine, Brad Wilk13 (2013) é um álbum que resgata aquele velho (e bom!) estilo do Black Sabbath do tempo (1970-1978) em que Ozzy ainda fazia parte da formação. Há poucos meses, mais precisamente em 19 de Março de 2013, foi lançado o single God is Dead? e, desde aquele momento, já dava pra se perceber que eles haviam conseguido resgatar aquela sonoridade sombria dos anos 70 e trazido para nossos ouvidos o produto do Black Sabbath com Ozzy.

O álbum tem duas versões: A “standard” contém apenas 8 faixas, enquanto a versão “deluxe” tem 11 faixas. Ainda que a standard possua apenas 8 faixas, 5 delas tem mais de 7 minutos!! Ou seja, não é um álbum com músicas pequenas não… rs. A mais longa, God is dead?, tem oito minutos e cinquenta e cinco segundos, é mole? Então escuta!

Em alguns momentos, confesso que fiz associações a músicas já “clássicas” do Black Sabbath, como a terceira faixa, Loner, me remeteu N.I.B., ou a melosa e dramática quarta faixa, Zeitgeist, me lembrou Planet Caravan. Mas para aqueles que curtem a banda, não podem deixar de escutar os cinquenta e três minutos das oitos músicas do álbum standand! Recomendo demais! Estou ouvindo até arranhar/furar o mp3! hahahaha!

Até breve, pessoal!

Link para Black Sabbath: http://www.mediafire.com/?undefined

 
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Publicado por em 4 de junho de 2013 em Musicalizando

 

Ow, sofrência

Acordar de madrugada pra ir ao banheiro e não conseguir voltar a dormir porque os galos ficam cantando em todos os cantos, como se estivessem conversando, também é uma coisa que só se vê na Bahia.
E é difícil também, ainda mais pra quem vive mais tempo com a cabeça nas nuvens do que com os pés na chão. Dormir logo depois de acordar é complicado, eu viro e reviro e ficam vindo imagens de todas as épocas na minha cabeça.
E olha que uma coisa que eu não tenho é dificuldade em ficar muito tempo parado no mesmo lugar, fazendo a mesma coisa.

Melhor é acordar de manhã cedo com o galo cantando no quintal (e nos outros quintais também), é tipo uma sinfonia. Convivi desde muito cedo com vários segmentos da arte, e tenho influências, claro. Familiares ou não. Sou uma das poucas pessoas do mundo que acha que nasceu no lugar certo.
Cordel com sua xilogravura e literatura cantada, culinária, música, velhos tocando pífano, sanfona, viola, pandeiro, cantadores de todo tipo, poucos realmente estudaram sua arte, mas fazem melhor que qualquer pessoa.

a vida no sertao

“Naquele Brasil antigo
Perdido no desengano
Seu Cabral chegou nadando
E não preocupou com nada
Deu ordem à rapazeada
Mandou barrer o terreiro:
“Me chame o pai do chiqueiro
que hoje eu quero forró,
Toré, samba, catimbó
Que eu já virei brasileiro”

É por isso que gosto de ir à feira. Vejo as “novidades”, como brevidade, relembro velhas gírias, bordões e provérbios engraçados e educadores…
O estranho é todo mundo lembrar de meu pai, meu irmão, minha mãe, minha vó, meu outro irmão, menos de mim… nem sou anti-social assim rs
E todo mundo fala “Passa lá em casa uma hora pra gente prosear” e eu nem sei onde moram, mas fico achando que é só uma maneira de sair sem parecer grosso, como o clássico urbano “Vamos marcar!”…

FEIRA de piritiba'

Nenhum lugar aceitar cartão de débito também é sofrimento, mas como a criminalidade é quase nula, o povo anda com dinheiro no bolso e nem se importa. É até melhor porque paga menos.
E depois da feira do sábado, tem o domingo com missa e culto. Então, a cidade toda tem que estar na igreja nos domingos. A cidade toda também vai estar na praça aos domingos (depois da igreja, claro). Mas o que esperar de um lugar onde todo mundo anda de moto e carro sem carteira? Obrigatório mesmo, só o capacete.

 
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Publicado por em 3 de junho de 2013 em Porta Retrato