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Arquivo do autor:luluprincesa

Sobre luluprincesa

Me chamam de Princesa mesmo eu já não tendo medo do escuro, discuta sexo e política como algo corriqueiro em bares com os amigos, deteste fazer doce e adore comer muito... meu cheiro de camomila e alfazema ainda salvam minha reputação.

Quanto tempo!

Olá Gatinho,

tudo bem contigo? Estava aqui fazendo uma arrumação na minha caixa de emails e encontrei algumas conversas tolas nossas… de repente comecei a me indagar porque nos afastamos… era tão bom quando saíamos juntos, lembra? Comecei a rir aqui vendo tua mensagem com a foto da lua e me chamando para tomar um sorvete. Está certo que o sorvete foi só desculpa e acabamos mesmo comendo um cachorro quente na esquina da mnha casa depois de dar voltas pela orla olhando aquela que era dona da noite e só depois de conversar muitas bobagens, rir a toa e te sujar tentando abrir o saquinho de mostarda é que fomos embora… não sei dizer. Acho que gostava muito das nossas bobagens e talvez eu não tenha sabido falar sobre isso naquele tempo. Olha, estou enviando esse email só porque deu uma nostalgia, não é te paquerando, nem nada do tipo, entenda. é só um oi… é só saudade!

Espero que esteja tudo bem contigo! Que tenha conseguido se formar em arquitetura, que esteja rico (rs)… você ainda sai com os meninos para aquele butequinho perto da praia, como era mesmo o nome? (rs)… nossa! Quanto tempo, bom tempo… Espero que você esteja feliz….

 

beijos,

a Gatinha…. kkkk

 

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Publicado por em 9 de março de 2013 em Guerra dos Sexos

 

Um laço.deslaço.

Andei pensando cá com meus botões coloridos e cheios de formas que do humano não se podem ser aceitas mais desculpas machistas e cafas sobre os hormônios masculinos e o fato de biologicamente os machos serem feitos para produção em massa e não em qualidade… sei que já anda clichê além da conta esse assunto, mas é que ele cada dia mais tem feito sentido para mim. Não estou aqui para dar uma de moralista de que trair é uma coisa que eu nunca faria e que é um absurdo etc etc etc. Hoje percebo em mim a capacidade de relacionamentos mútuos sem maiores aflições ou subversões de desejos, nem por isso virei macho. Porém, vejo também a opção de estar contente e bem com um única pessoa, uma pessoa que me faz compreender viver de acordo com as convenções hipócritas sociais. Não por uma moral, não por um social em si, não por um biológico, mas pela satisfação e agrado de sermos somente dois.

Apois, eu, que estou aqui impregnada de amor da ponta do dedão do pé até a ponta da parte maior do meu cabelo (considerando ele como estando arrepiado neste momento), vim aqui refletir sobre o trair como algo que se direciona a simplesmente falta de respeito não só com a outra pessoa, mas consigo mesmo. O trair não na perspectiva de que o homem sai de corno e a mulher de puta, ou que ele é o mulherengo (que vai nascer e morrer torto) e a mulher uma fraca que não sabe segurar marido. Muito menos aquele trair de que a mulher deve ser submissa e entender as necessidades masculinas (quetacomisso!). Mas, o trair como o mais fiel retrato da covardia de assumir para o outro (e, as vezes, até para si mesmo) de que seus interesses andaram mudando de rumo, ou, talvez, que nunca tenham sido o de formar um laço com essa pessoa. O trair numa perspectiva de uma estúpida zona de conforto a qual se tenta manter um passarinho na mão com medo de todos ficarem voando. O trair pela pobre ideia de que quem trai é quem não se encontra satisfeito com a vida.

Sabem, pouco me importa hoje o que um padre disser que foi Deus quem uniu. Vivemos em um mundo que os papeis acordados em frente ao juíz, principalmente quando a conta bancária é gorda, valem mais. Pouco me importa o que o vizinho vai pensar ou o que a família vai dizer. De uma coisa eu sei… somos livres para escolher os caminhos que seguimos e mais livres ainda na forma como interagimos socialmente. E se um laço foi feito dentro destes parâmetros, nem o escambau, nem a putaquepario, justificam a agressão que se faz nesse laço quando se opta pela traição… pois, neste momento se é negado de ambos os parceiros a ordem clara dos seus desejos.

 
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Publicado por em 20 de dezembro de 2012 em Falando Sério, Guerra dos Sexos

 

Domingo querido,

Faz tempo que não te dou noticias… são muitas e muitas datas que me torno uma Sexta sem graça, sem novidades, criatividades ou pretensões de pular a cerca do sábado para te alcançar! Não sei até se já te contei o quanto gosto da sua preguiça rastejante que mais parece parar o tempo só com nós dois… sinto falta de nós dois, tanta falta e mesmo assim deixei que a vida seguisse sem que estivéssemos de mãos dadas ou qualquer coisa afim. Nem sei mesmo porque isso foi acontecer, nem porque estou aqui a te falar essas coisas agora… agora que as horas já nem me pertencem mais… lá se chega o sábado.

As vezes penso que somos tolos em achar que podemos mesmo governar a nossa vida e em outras sou a tola que acredita estar escolhendo claramente o caminho da minha vida. Tem momentos que quero te ligar e contar meus sucessos, segundos depois tiro a mão do telefone por achar que eles não terão muito sentido pra você ou torno a cuidar das tarefas diárias e me passo da ligação pro senhor. Também não entendo porque temos essa necessidade do outro se não nos falta sequer uma partizinha do corpo, somos completos e deveríamos, obviamente, nos sentir inteiros… entretanto, vivemos à procura. E são tantas as placas de “procura-se” espalhados pelo mundo. Eu não andei te procurando, pero no me olvide de ti…

 

 

 

 

 

Sobre as imagens do procura-se já falei no Janela Amarela !

** Boa noite e estou voltando, pessoaaaal!

 
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Publicado por em 22 de setembro de 2012 em Guerra dos Sexos

 

Dois cafés

Estreia em Salvador. Imagem da Natura Musical(Diego Mascarenhas)

 

 

Mesmo estando ainda tecnologicamente problemática consegui uma internetinha livre para aparecer aqui e postar algo! Isso é bom e ruim… o bom é que posso matar um pouco a saudade de escrever aqui para alguéns ou niguéns – não sei-. O ruim: continuo sem data exata para voltar por aqui… humpf! Oh mundo cruel e desolado! O bom também de ficar off ou out ou seiláoquê dessa vida de redes sociais e alta velocidade de um milhão de bites é que tudo parece ficar mais preguiçoso e bom no sentido do livro voltar a ter sentido, do namoro ficar mais namorador, do sono durar mais tempo, dos programas ao ar livre voltarem pra lista de preferências. O ruim: em dois dias 20 mil noticias já foram comentadas e descartadas, dez mulheres engravidaram, duas casaram, duas pessoas deixaram de beber e cinco deram vexame no fds porque beberam, 5 fotos suas foram postadas sem você saber, as pessoas começam a deixar de sentir saudade de você e de postar coisas nas suas páginas já que você não responde, etc etc etc… Bem, só sei que hoje na minha maresia descomunal de domingo pede cachimbo assisti uma entrevista de Zeca Camargo com Marisa Monte que ela comentou sobre a falta de privacidade que se há hoje num show por conta das pessoas mesmo estando ali se encontrarem online respondendo coisas, postando fotos e vídeos, fazendo comentários nas páginas alheias e por aí vai… “não se há mais privacidade, mesmo que seja entre 2 mil pessoas” foi algo mais ou menos assim que ela disse… Ela não chegou a demonstrar tanto desconforto quanto à questão, mas cá prá nós ê troço esquisito você preferir ficar usando um iphone tablet celular ou sei lá o quê a vivenciar com consistência o ambiente em que se encontra. É uma ideia de estar e não estar naquele lugar ao mesmo tempo… tudo muito superficial para mim.

Na quinta passada rolou em Salvador o show de estreia do novo disco de Tulipa Ruiz, o tudo tanto e a ideia era bem essa: aquele TCA cheio e a grande maioria das pessoas se utilizando desses aparatos para anunciar ao mundo -ou a ninguém- onde eles estavam e como estavam. Claro que a cantora não deixa de se aproveitar desse meio, não diferente dos seus admiradores, ela deixou recados, fotos e vídeos do evento, além do download do seu novo cd lindo e grátis! Vantagens da tecnologia, meu bem! O show alcançou minhas expectativas, a mulher é muito boa e ainda me fez ficar mais encantada com o novo trabalho, apesar de efêmera continuar balançando as paradas de sucesso do meu coração musical indie! O tudo tanto fala muito de mim e muito dos milhões de seres humanos que vivem essa correria das grandes cidades atrelados à angustia das aparências e exigências sociais para que você seja visível e aceito. São relacionamentos fulgazes, “tudo afiado na ponta da língua, tudo decorado de cabeça”, garotas desinibidas de amizades coloridas, esquizofrenias e lá se vão coisas e mais coisas misturadas a batidas mais fortes, iluminação no ritmo da música e a dramaticidade Tulipez. Porém, o amor transborda sempre de alguma maneira ainda que se referindo com um “pode ser, quem sabe” para o futuro e, assim, a música de trabalho da Flor recantada no fim do show com todo mundo dançando, a “é” pode ser e é muito muito boa, simples e gostosa de ouvir… fora que o clipe está encantador…

Pra quem ainda não conhece o trabalho na moça vale a pena buscar os dois discos e ver o clipe também… eu sou suspeita mesmo estando problematicamente tecnológica.

 
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Publicado por em 2 de setembro de 2012 em Musicalizando, Pseudo Cult

 

Não se esqueça das flores

Se um dia a gente brigar e você sentir tanta raiva, mas tanta raiva a ponto de achar que chegamos ao fim, por favor, não esqueça das flores. Não esqueça do nosso primeiro beijo, dos emails e mensagens trocadas… das horas e horas ao telefone falando sobre amor. Falamos também de amor madrugadas adentro regados a vinhos, heinekens, stellas e cachaças… Filosofias baratas (ou não) que nos sustentam a cada dia e fazem de nosso relacionamento algo mais simples. A bem da verdade falamos de amor até quando não falamos nada. Então, por favor, não esqueça dos mínimos detalhes… dos banhos de chuva ou só da chuva caindo e nós dois olhando da janela do quarto abraçados… abraçados também ficamos todas as vezes que dormimos juntos (ou embolados). Não esqueça das listas de músicas prediletas e dos filmes assistidos, das rotas de viagens que iríamos fazer, do não fazer nada nos finais de semana, do fazer muita coisa durante a semana e só se acalmar no colo do outro. Não olvide dos almoços em família que mais pareciam ser assim desde que nos entendemos como gente, nem dos restaurantes e bares que visitamos entre risos e curiosidades, muito menos das piadas entre os amigos e dos dias em que mesmo doente levantamos da cama para dar atenção ao outro. Não deixe de lado as nossas baboseiras, as danças repentinas no meio da cozinha, quarto, sala de estar. Não pense que o amor acaba de uma vez e logo começa outro ou sei lá o quê! Não conclua a nossa história como fracassada por causa de um desentendimento, não nos blasfeme entre todos os momentos lindos que já tivemos… Eu sei. Sei que os bons momentos não anulam os problemas de relacionamento… eu é quem vivo dizendo não é? “uma coisa não anula a outra”. Não estou aqui para que você ponha tudo numa balança ou qualquer coisa parecida… só estou para te pedir que não esqueça! Que pense que certos poréns podem ser moldados, sempre existiu conversa para isso não foi? Eu como co-pilota e você o motorista sempre se arriscando em novos caminhos, mas não deixando de confiar um no outro… de questionar os trajetos escolhidos e de redirecionar sempre que preciso. Eu lavando os pratos e arrumando a nossa cama enquanto você prepara o café da manhã. Eu fazendo o almoço e você cortando os temperos. Você colocando a bebida pra gelar e eu comprando os copos certos para cada bebida. Você fazendo cafuné preu dormir e eu te acordando com beijos…

Por tudo isso e muitas outras coisas difíceis de serem listadas é que te peço: Não esqueça das flores em dias de trovoadas… elas de alguma maneira também recebem uma benção por toda a chuva e cinza que está no céu.

 
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Publicado por em 12 de agosto de 2012 em Guerra dos Sexos

 

Tudo Igual

Duas semanas eu acho sem aparecer por aqui e eis que nada mudou… claro que apareceram textos interessantíssimos no varrendo… a galera varre benzão! But, estava falando dos dias em si… sei lá é uma correria desumana e tudo sem muita novidade. O cara faz mó festa porque é sexta feira dia de alegria e de repente chega o sábado e o domingo e são devorados quase a seco de uma vez só! Quando cê abre os olhos já é segunda outra vez, você está com mau humor acordando cedo e mesmo assim pegando um engarrafamento filho da mãe pra chegar no trabalho que te paga pouco em relação aos anos de estudos investidos e às inúmeras exigências, inclusive a do seu branqueamento a base de maquiagens, cabelos arrumados e terno. Com isso tudo o tesão de fazer o que gosta foi deixado debaixo do banco do carro – se você tem carro. se não o tem, pior ainda! Esqueceu no busu e nem sabe se reza pra um dia quem sabe reencontrar…

… … … é… … No dia que você resolve ir a um bar com os amigos é bem assim: e ai? as novidades? Tudo na mesma! Ah! E com você? Não… sem novidades… é… isso… é isso! Ou se fala de trabalho ou nada se fala!

 

Agora entendo porque tem gente chegando aos quarenta ainda morando com pai e mãe e se comportando feito adolescente! A semana de adulto é muito muito chata…

 
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Publicado por em 5 de agosto de 2012 em Mundo cão

 

Sinais

nessa rotina embriagada que inventamos e chamamos de amor é bem assim (dois pontos) primeiro me surpreendo (exclamação) Ratifico o fato (ponto continuação) Você nos investiga (interrogação) Trocamos de lugar as vírgulas como brincadeira constante (mais sua que minha) e por fim (entre vírgulas) ainda estamos rindo (três pontinhos)

Ps (dois pontos outra vez) não servimos de exemplo para nada nem ninguém (ponto e vírgula)

Pps (dois pontos de novo) essa história é inspirada em fatos reais (acho que aqui tem vírgula) não recomendada para quem fala de destino e não contém ainda (entre vírgulas [2]) um ponto final

 
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Publicado por em 13 de julho de 2012 em Guerra dos Sexos