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Arquivo da categoria: Match Point

Notas sobre os desencontros de inverno

Estamos na farmácia. Farmácia de supermercado 24h. Procurando sal de frutas para curar a azia. Comemos salgado empanado com frango triturado. E suco.  Assistimos “Elena”. Bianca chorou no carro.

Deixamos a câmera com Ceci. Minha câmera vermelha e velha. Outro dia pegou vírus pelo cabo USB. Pesquisa na internet agora resolve tudo e o vírus do computador foi embora. Mas a câmera está infectada e os pendrives também.

Elena desconfortou. Lá, assistindo, achei tudo muito. Tudo demais. Agora, relembrando, acho que fui injusto. Agora não estou mais na farmácia. Nem no cinema. Estou aqui.  Mas a azia vem e vai, o tempo todo.

Azia que nem é mais de Elena, ou da câmera infectada, mas de tudo mais que tropeça em cavalos de Tróia.

Lembrei da professora de inglês do ginásio. A diretora da escola reuniu algumas turmas na mesma sala para comunicar o incomunicável.

“A professora morreu em um acidente de carro”

Era mentira.

Algumas pessoas choraram. Eu não lembro o que fiz.

Depois descobrimos que ela havia se matado.

“Descobriu que estava grávida. Havia terminado com o namorado. Tinha depressão”.

Ela era muito jovem. Eu também.  E naquela época não entendia a lógica de um suicídio. Anos antes, havia surtado quando me dei conta da minha mortalidade e passava as noites sem dormir, pensando que morreria um dia.

Ela era nova na escola. Não tinha mais de um mês. Nos fez ouvir uma música de “Dido”. “Thank You”. Ela gostava daquela canção.

Pessoas entram e saem da nossa vida a todo instante. Estamos nos chocando em vias sem sentidos obrigatórios.

Outro dia, me choquei com o senhor Philippe e seu complicado coração, através de um e-mail enganado.

Marcus,

Ontem, pela manhã, uma Senhora (…) telefonou e me disse que haveria nova avaliação do senhor (…) e, se fosse o caso, à tarde seria transportado para o (…).

(…) me disse à noite que ele foi operado da vesícula, estava na hora pois já supurada, mas já estava no pós-operatório.

Assim, e mais uma vez, em nome de toda a família, OBRIGADO. Valeu, Presidente!

(…)

Philippe,

Acho que houve algum equívoco. Não nos conhecemos e desconheço completamente o contexto do e-mail. Favor verificar o endereço do destinatário.  

(…)

Marcus,

Me perdoe. Tem toda a razão. Você tem um homônimo – pessoa excelente e do melhor nível ético segundo a opinião deste idoso de 81 anos . Ao digitar o seu nome, apareceram três opções de e-mail e cliquei numa das três. Opção errada… Realmente, cheguei tarde à idade da internet. Peço desculpas por minha inabilidade, e agradeço a gentileza do aviso.

(…)

Phillipe,

Sem problemas. Espero que o “verdadeiro” Marcus Curvelo receba as suas mensagens. E você é apenas um ano mais novo que meu pai, então não se sinta tão deslocado assim.

Boa sorte e tudo de bom.

(…)

Ele continuou enviando e-mails por engano. Tentei avisá-lo novamente. Desta vez, de maneira mais gentil.

Olá, Philippe. Tudo bem? 

Continuo recebendo seus e-mails por engano. Mas não se aborreça. A questão é que o verdadeiro Marcus Curvelo não está recebendo as suas mensagens. Tente ver o final do endereço de e-mail. Quando aparecer “@gmail.com“, sou eu.

Cordialmente,

“Falso” Marcus Curvelo

(…)

Prezado Marcus Curvelo,

Difícil admirar mais alguém que sequer conheço. A sua invariável gentileza toca o meu complicado coração; perdoe um velho tonto, que briga com o seu teclado e já não enxerga bem qualquer coisa abaixo de uma fonte 14.

Quando digito o nome de Marcus Curvelo, aparecem algumas opções já completas. Evito o endereço oficial de meu amigo e opto por…gmail, quando o dele é (…).

Mea culpa, mea maxima culpa.

Tentarei que não torne a acontecer. Como poderia assegurar que não recomeçarei a mesma tolice? Não incidir mais em senilidade?

Agradeço a acolhida.

Perdão e ótimo final de semana. Numerólogos devem explicar a causa de Marcus Curvelos serem pessoas tão bacanas.

(…)

Talvez ainda fosse a azia. Ou talvez fosse a solidão momentânea de mais uma madrugada em que eu procrastinava mais um trabalho qualquer. Mas eu me abri com o senhor Phillipe.

Prezado Phillippe,

A verdade é que gosto destes (des)encontros. Veja, sou cineasta, ou pelo menos gosto de pensar que sou um. E entre os minúsculos curtas-metragens que produzi durante esses primeiros anos de labuta, cambaleei entre pessoas chatas e trabalhos chatos, em um marasmo de idas e vindas sinuosas que não me levaram a muitos lugares. Quando um Francês de 81 anos me envia um e-mail (te pesquisei no google), mesmo que por engano, é algo para ser celebrado! 

Portanto, não se preocupe com esses embaraços cibernéticos. Tenho buscado cada vez mais o desencontro. E enquanto ainda estiver preso em trabalhos acadêmicos, empregos ruins e roteiros inacabados, será isso, encontros com pessoas bacanas e distintas, que impulsionará o meu também complicado coração. 

Grande abraço.

(…)

Já se passaram duas semanas. Talvez tenha assustado o senhor Philippe, ou ele finalmente excluiu meu e-mail de sua caixa de entrada.

Ou nos desencontramos. Da mesma maneira aleatória como nos chocamos da primeira vez.

 
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Publicado por em 17 de setembro de 2013 em Match Point, Porta Retrato

 

Lave, leve, love…

Nem sempre as coisas acontecem por um motivo. Me assusto muito com bombas estourando e com portões batendo, com gritos na rua e até com silhuetas que passam na janela.

Espero que não seja assim pra sempre. Há quem diga que isso passa. Aos trancos e barrancos, é assim que andam as coisas, mas, pelo menos andam, tenho certeza de que isso é uma vantagem.
E enquanto houverem mais vantagens que desvantagens, eu sigo… até o castelo dos destinos cruzados…

é só amor que move, lave-me em água de chuva, leve-me pra ver o mar e love me…

 
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Publicado por em 20 de maio de 2013 em Match Point, Musicalizando, Pseudo Cult

 

Vida

Ainda estou de mudança. Nem sei quando acaba (ou se acaba). Mas tá bom: tranquilidade e paz.

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Publicado por em 15 de abril de 2013 em Match Point, Musicalizando, Porta Retrato

 

A melancolia entre Juquinha e Roger

Estou montando o vídeo do aniversário de Juquinha. Esse não é o seu nome verdadeiro, mas eu e Bianca achamos engraçado chama-lo assim. Seu nome verdadeiro é muito mais sóbrio do que isso. Por enquanto, para nós, seu nome é Juquinha, como todos os meninos de um ano deveriam se chamar. E ele tem um ano. E às vezes ele ri aqui pra mim e eu percebo que crianças podem ser adoráveis, encantadoras mesmo. Há um momento fantástico em que ele me percebe e caminha em direção à câmera, sorrindo. Só agora ouvi que sorri de volta e que nossos risos se encontraram.

Eu pensei em usar algumas músicas da trilha de “Onde Vivem Os Monstros”, mas os pais dele podem estar esperando outra coisa completamente diferente. Há uma melancolia cortante em algumas dessas músicas. Fui com Patati e Patatá. Esse não sou eu, obviamente. Não gosto de filmar aniversários de crianças, ou casamentos, mas é assim que as coisas são. Às vezes, claro. E a melancolia do trabalho solitário nas madrugadas é menos cortante do que a desgraça diária em um escritório de imobiliária, por exemplo. Mas cortantes, cortantes mesmo, sãos as músicas de Karen O, para a trilha sonora de “Onde Vivem os Monstros”. E não há nada que me induza mais ao estado de melancolia do que uma música. Só a morte. E enquanto eu filmava o aniversário de Juquinha, um grande artista estava prestes a morrer. Roger Ebert. Crítico de cinema. Escritor brilhante. Sim, ele era um artista. E sua morte me levou a um surpreendente nó na garganta.

Um dia após a morte de Roger, e dois dias após o aniversário de Juquinha, eu e Bianca fomos a um espetáculo de dança. Em um dos atos, eles tocaram uma música da excepcional trilha sonora de “O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford”, chamada “Song For Bob”. A melancolia se instalava.

Roger escreveu um livro de memórias em 2011, intitulado “Life Itself”. O livro ainda não foi traduzido para português, mas o também crítico Pablo Villaça, amigo e colaborador de Roger, traduziu uma passagem do livro e publicou em seu blog, dias após a morte de seu mentor:

“Eu sei que ela está vindo, mas não a temo, pois acredito que não há nada do outro lado da morte para temer. Espero ser poupado o máximo possível da dor no caminho de chegada. Eu era perfeitamente feliz antes de nascer e penso na morte como sendo o mesmo estado. Sou grato pelos dons da inteligência, do amor, da capacidade de maravilhar-me e do riso. Não se pode dizer que não foi interessante. As memórias de minha vida são o que eu trouxe de volta da viagem. Não precisarei delas na eternidade mais do que precisarei daquele pequeno souvenir da Torre Eiffel que trouxe de Paris.

Não espero morrer logo. Mas poderia acontecer neste momento, enquanto escrevo. Outro dia eu conversava com Jim Toback, um amigo há 35 anos, e a conversa se voltou para nossas mortes, como sempre acontece: “Pergunte a qualquer um como se sente sobre a morte”, ele disse, “e eles te dirão que todo mundo morrerá. Pergunte então: ‘Nos próximos 30 segundos?’. Não, não, isso não. ‘E esta tarde?’ Não. O que você realmente está querendo que eles admitam é: Oh, meu Deus, eu não existo de verdade. Eu posso partir a qualquer segundo.”

Eu também posso, mas espero que não parta. Tenho planos. Ainda assim, a doença me conduziu resolutamente em direção à contemplação da morte. Isto me levou ao tema da Evolução, a mais consoladora de todas as ciências, e me vi envolvido em meu blog em discussões inesperadas sobre Deus, o pós-vida, religião, teoria da evolução, design inteligente, reencarnação, a natureza da realidade, o que veio antes do big bang, o que aguarda após o fim, a natureza da inteligência, a realidade do Eu, morte, morte, morte.

Muitos leitores me informaram que é um negócio trágico e melancólico ir em direção à morte sem alguma fé. Eu não sinto isso. A “Fé” é neutra. Tudo depende daquilo em que se acredita. Eu não tenho desejo algum de viver para sempre. O conceito me apavora. Tenho 69 anos, tive câncer, vou morrer antes da maioria das pessoas que agora leem isso. Esta é a natureza das coisas. Em meus planos para a vida após a morte, digo, novamente com Whitman:

Eu me lego à poeira para crescer da grama que amo,

Se me quiser de novo, procure-me sob suas botas.”

É fascinante a relação de admiração e amizade que Pablo Villaça estabeleceu com Roger Ebert. Ainda este mês, acontecerá a edição anual do Ebertfest, festival de cinema criado pelo Roger, e o Pablo comparecerá. Através de seu Twitter, ele convocou a todos os interessados para uma homenagem ao Roger. Ele imprimirá e encadernará todas as mensagens sobre o Roger que forem enviadas ao seu e-mail e as entregará à sua viúva durante o Ebertfest, como um tributo brasileiro ao mestre. Escrevi uma mensagem.

“Ganhei “Grandes Filmes” como um dos presentes pela minha primeira graduação. Ganhei da gerente de RH do meu primeiro estágio. Conversava com ela sobre a vontade de me tornar cineasta e cheguei a mostrar alguns primeiros trabalhos pavorosos para ela. Foi um choque. Nunca havia lido críticas como aquelas, tão apaixonadas. A crítica cinematográfica se apresentava como possibilidade de realização artística pela primeira vez para mim. E procurei mais sobre o Roger. Muito mais. Tudo o que poderia procurar. Acompanhava o seu site. Consultava-o antes de arriscar qualquer filme. E acompanhava também o seu blog, tão brilhante, íntimo e elegante. Inevitavelmente, afeiçoei-me a ele. É incrível como ele tinha esse poder. Nunca havia alimentado tanto carinho por um artista. Sim, Roger era um artista. Considerava-o como um amigo que morava muito longe e com quem eu me importava bastante. Acho que isso acontecia porque, além de ser dotado de um talento gigantesco, Roger escrevia com paixão e honestidade. Muita honestidade. Por tudo isso, ele ficará marcado para sempre em minha memória afetiva como alguém que ajudou a expandir a minha percepção sobre arte e como um amigo querido que nunca conheci.”

Poderia ter me saído melhor. Mas não há nada pior do que a pieguice. E não vou cair nessa.

Passei os últimos dias lendo muitas coisas sobre Roger, mas o fato é que eu precisava voltar para Juquinha. Ele acabou de nascer e provavelmente vai morrer depois de mim e “da maioria das pessoas que agora leem isso”. Assim como eu estou vivo agora e Roger não.

“Oh, meu Deus, eu não existo de verdade. Eu posso partir a qualquer segundo.”

Mas o que é bacana, e me faz pensar sobre um monte de coisas, é que Juquinha vai guardar esse vídeo por muito tempo. E dividimos aquele sorriso enquanto ele vinha em minha direção. Posso me ouvir. E ele poderá também.

Meu sorriso ecoará com o de Juquinha por alguns anos. É uma bela cena. Roger certamente concordaria. E que Juquinha me perdoe por Patati e Patatá. Estou certo, porém, de que bastará o contexto de um vídeo como esse para leva-lo ao mais intenso estado de nostalgia. E que depois a nostalgia vire melancolia, como deve ser.

Notas:

O site de Roger Ebert: http://www.rogerebert.com/

O seu blog (Que parece fora do ar, enquanto posto): http://www.rogerebert.com/rogers-journal

O site de Pablo Villaça: http://cinemaemcena.com.br/

O seu blog: http://www4.cinemaemcena.com.br/diariodebordo/

Algumas músicas da trilha de “Onde Vivem os Monstros”: Rumpus Reprise / Igloo / Lost Fur (Essa última não ia entrar no vídeo de Juquinha. De jeito nenhum. Mas é a minha preferida. O filme é incrível. Crítica do Pablo e Crítica do Roger.)

Song For Bob, da trilha de “O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford” (Não achei crítica do Pablo e Crítica do Roger.)

 
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Publicado por em 9 de abril de 2013 em Licença Poética, Match Point, Porta Retrato

 

Quem mora no interior, vai buscar o interior

Já vou embora. Não daqui do blog, claro. Vou continuar postando nem que eu precise mudar o dia.
Os caminhos que a vida (essa vaca!) nos dá, nunca são como a gente pensa. Pelo menos como eu pensava.
A saída nunca é onde eu imagino.
Mas a gente vai levando.
Amanhã é dia de ir embora, ou ir em frente.
Ainda passa muita coisa pela minha cabeça, mas a vontade de desistir já não é uma delas (para as coisas, poesia!)…
Vamos nos falando!

Olhou pro céu, clareou!
E o amor baila no ar…

 

Homem elipse toma vitaminas e vai de ônibus para o trabalho

Homem Elipse preparava-se para fazer flexões. As vitaminas que havia começado a tomar já faziam efeito. Conseguia dormir cinco horas por dia e não acordava com vontade de morrer. No trabalho, conseguia raciocinar pela manhã. Não pensava mais em dormir escondido no banheiro após o almoço. Anos de frustrações e demissões poderiam ter sido evitados. Ele agora sabia que sua preguiça mortal, quase paralisadora, era fruto de uma espécie de deficiência hormonal, ou outra coisa do tipo. O impulso de comprar as vitaminas veio após ter assistido uma matéria no telejornal, semanas antes. Um rapaz cadeirante de vinte anos pegava quatro ônibus por dia para trabalhar. Dois para ir e dois para voltar. Homem Elipse pegava taxi quase todos os dias, pois acordava às nove da manhã, com uma preguiça mortal, uma melancolia que ia além de uma mera indisposição.

Trabalhar é uma desgraça.

Um dia, pensou em atirar na própria cara, mas seria patético morrer por preguiça. Ainda não havia chegado aos trinta anos. Queria, ao menos, ver o progresso do garoto cadeirante, que, naquele telejornal de terça-feira, havia inundado suas entranhas com imensa culpa. Estava comendo miojo com queijo. Tinha trezentos e vinte reais na conta corrente. Noventa e dois centavos na poupança. E era tudo. O seguro desemprego havia acabado há dois meses.

Se eu não gastar muito eu posso esperar uns três meses para voltar a procurar emprego.

Sujo de queijo e de merda, Homem Elipse aguardava o programa esportivo enquanto assistia ao telejornal. As mortes banais. As mortes engraçadas. As mortes patéticas. As notícias seguiam as mesmas, até que o garoto cadeirante apareceu.

Eu preciso trabalhar. Vou tomar vitaminas e vou conseguir dormir menos. E vou acordar mais disposto. E vou fazer flexões. E vou ler mais. E vou fazer um curso qualquer. Todo mundo trabalha, junta dinheiro e faz um monte de coisas bacanas.

Ele pensava em fazer um curso de fotografia aos finais de semana para amenizar a mediocridade existencial que o resumia a uma atividade sem sentido durante quarenta e quatro horas semanais. Relatórios, sistemas, números, documentos, segundas vias, terceiras, vias, e-mails urgentes. Era como uma gincana qualquer. Muitas vezes custava a entender a maneira como o seu trabalho contribuía para as empresas em que trabalhava. Imaginava aquilo tudo sem ele e não via a menor diferença.

Talvez eu não mereça andar.

Era uma nova terça-feira, quando Homem Elipse acordou cedo, fez uma flexão, e foi de ônibus para o novo trabalho.

 
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Publicado por em 26 de março de 2013 em Match Point, Porta Retrato, WTF?!

 

Pedalando, pedalando na bicicletinha

Numa das vezes vez que a passagem de ônibus aumentou, eu resolvi fazer uma manifestação silenciosa e ir de bicicleta pra faculdade. Assim economizava um dinheirinho e, de quebra, fazia exercício.
Fui aos trancos e barrancos, atropelando carros e quase caindo algumas vezes.
Vários tombos (e alguns retrovisores) depois, cheguei na faculdade, todo suado e cansado.
Aula, aula, aula, hora de ir embora. Pose de atleta.
Montei a bicicleta, dei uma pedalada e boing! – lá fui eu pro chão novamente, parecendo uma jaca mole.

tombo de bicicleta

Levantei, na classe, fiz novamente a pose de atleta, dei uma pedalada e despenquei de novo em cima de um carro do estacionamento.
Alguém achou que eu estava bêbado/drogado, porque escutei um comentário do tipo “mas já? tão cedo?”.
Morrendo de vergonha, notei que o pneu estava furado – e aprendi depois de alguns tombos que bicicleta com pneu furado não anda…

bicicleta com pneu furado

 
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Publicado por em 25 de março de 2013 em Chuta que é Macumba, Match Point, WTF?!