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Arquivo da categoria: Mundo cão

A ruazinha modesta… ♪

Lembrei-me desta música que meu pai ouvia muito. Posso até sentir pena do rapaz da música. “Ela é tão rica e eu tão pobre, eu sou plebeu e ela é nobre, não vale a pena sonhar…” ele dizia.
Eu sempre achei que não fosse problema de riqueza/pobreza financeira, mas de riqueza/pobreza de atributos. Era como eu via Luana. Uma colega de curso.
Ela era absurdamente linda. Toda vez que os homens do instituto a viam, paravam a conversa e observavam cada detalhe do seu corpo e do seu caminhar. Seios sob medida, bunda sob medida, pernas lindas, muito sexy. E tudo piorou quando descobrimos que ela também era muito simpática e alto astral. Era a mulher que todos desejavam mas nenhum sonharia em pegar.

E ela, claro, tinha namorado. E seu namorado, provavelmente, tinha a moeda da sorte de Gastão (só os mais velhos que curtem HQs entendem).

Veio do interior pra estudar em Salvador e, por conspiração dos deuses, caiu na minha sala em três matérias.

Num destes grupos de estudos que fazíamos na semana que antecedia as provas, o pessoal se juntou pra comer pizza e nós sentamos frente a frente. E eu não conseguia disfarçar o meu nervosismo. Eu sou muito solto quando estou com amigos. Posso estar rodeado de mulheres que continuo normal. Eu sou tímido, mas não travado como estive naquele dia.

Mesmo assim, troquei telefone com quem não tinha e mantivemos contato até depois de ter mudado de curso.

Vez ou outra a gente se encontrava na rua, nos intervalos, etc. E sempre que nós tínhamos tempo, parávamos pra colocar o papo em dia, numa mesa de um boteco, lanchonete, restaurante ou até mesmo na praça de alimentação de algum shopping próximo.

Vez ou outra ela me chamava pra “bater perna” no shopping, ir ao cinema e fazer outras coisas que amigos fazem.

Eu comecei a ficar muito ligado na dela, mas nunca tentei nada principalmente porque eu adorava a sua presença e não queria correr o risco de não ter nem isso.

Uma vez a vi num ponto de ônibus, tinha acabado de comprar o meu primeiro carrinho e resolvi oferecer carona pra onde quer que ela fosse. Sorte a minha que era beeem longe (e azar do meu bolso).

A deixei na porta do seu condomínio e, antes de descer ela perguntou se eu queria tomar uma no bar que tinha em frente e, como na época existia um limite de álcool aceitável (Rui-Politicamente-Correto), aceitei. Entrei no condomínio e fomos para o bar.

Antes do primeiro gole ela já me deixou gelado com a conversa. Contou que se sentia bem comigo desde os primeiros dias, que eu tinha um sorriso acolhedor, falou da primeira vez que eu a abracei numa despedida de semestre, tinha se assustado com o abraço mas sentiu uma energia boa, que era algo verdadeiro.

Eu não conseguia acreditar que ela sentisse algo, por isso continuei tratando como um sentimento fraternal, uma coisa boa e linda, mas fraternal.

Falou que achava lindo eu achá-la doce: “nem parece que você ‘tá falando de mim, todo mundo me chama de cavala, bruta… só você mesmo”.

Depois do terceiro ou quarto copo (tudo o que vier eu topo…), ela mudou o rumo da conversa. Disse que estava com um pé no casamento e outro no mundo. Que seu namoro ia de mal a pior, que estava com a oportunidade de passar um ano na Europa, já a partir do mês seguinte e que estava pensando seriamente em ir. E solteira.

Depois disso eu tive que mandar um SMS para um amigo que morava no mesmo condomínio perguntando se eu podia dormir lá. Adorei saber que o apartamento estava vazio e adorei mais ainda saber que eu tinha a chave.

DIÁLOGO DESPRETENSIOSO E (SUR)REAL:

– Você tem alma de artista, devia ir comigo.

– Alma de artista? Eu? E isso é uma coisa boa?

– Muito boa! Você ganha muitos pontos com isso.

Eu contei meu passado amoroso e fracassado e ela contou que nunca sentiu emoção no relacionamento, que só teve ele e que, além de achar que ele estava a traindo, tinha descoberto que o amor acaba.

Depois de tantos sinais, eu não me senti confortável hora nenhuma para tentar algo. E, na despedida, descobri o quão fracassado eu era. Não tentei nada e ainda me esqueci de ir pra casa do meu amigo e fui pro carro.

Antes de chegar na portaria, meu celular toca e aparece a foto e o nome: Luana.

                DIÁLOGO ESTRANHO E SURREAL:

                – Estou presa fora de casa! Minha chave sumiu!

                – Ainda não saí, quer vir no carro ver se a chave caiu?

                – Estou logo atrás do carro.

                – (?!)

Eu abro a porta do carro e o som está tocando mais uma das músicas estranhas da minha playlist. E ela diz:

                -Que banda é essa? Que música linda!

Digo nome da banda e da música e ficamos parados. Ela ouvindo e eu a admirando, como sempre.

Foi o momento de ligar o “foda-se” e beijá-la. E foi o que eu fiz. E ela retribuiu. E depois de uns trinta segundos de beijo:

                – Rui! Eu tenho namorado! E você sabe!

                – Eu sei! Mas, você vai embora! Não queria deixar passar esta, que pode ser a última oportunidade do ano. E, também porque eu quis. Muito.

                – Eu também… puta que pariu!

E nos beijamos novamente. Ela pegou a chave e saiu. E eu fiquei com aquele sentimento de que a noite poderia ter acabado ainda melhor. Afinal, sou um fracassado amoroso, mesmo não sendo tão ruim ser assim.

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Publicado por em 6 de março de 2015 em Guerra dos Sexos, Mundo cão

 

Amigos Joselitos

Sempre que me falta assunto, vem alguma história da infância/adolescência que me dá vontade de contar. E é o que vou fazer.

Eu juro que tenho quase uma completa inocência. Geralmente sou inocente. Sério. Não é maldade. Sou considerado o “bom garoto”, que toda mamãe quer como genro. Mas às vezes as coisas saem do controle (como o fogo de um post passado).

Toda viagem de adolescente, sempre aparece um sem-noção que suja a cara de alguém de pasta, esconde as coisas dos outros, tranca outro no quarto, etc…

Mas sabe quando as pessoas insistem em não sair da infância? Eu não acho que seja desses… ainda guardo um pouco de noção. Menos quando outra pessoa sem-noção faz coisas sem-noção pra cima de mim.

Numa destas viagens, com a galera da qual o sem-noção faz parte, nós saímos pela noite pra tomar umas, comer qualquer besteira, reconhecer o ambiente hostil, etc… “Terra alheia, pisa no chão devagar…”

Nisto, “Jão-sem-noção” encontrou um amigo (ele sempre encontrava algum conhecido em todo lugar que íamos) e se separou da galera, o que levou “Zé-sem-noção” ao ápice do ciúme e desejo de vingança (alok).
Zé-sem-noção elaborou um plano maligno contra Jão e nos incluiu nisso.
Como na turma dos sem-noção ou você se omite, ou você se corrompe ou você vai pra guerra, eu preferi me omitir (mesmo sabendo os riscos que estaria correndo).

A idéia de Zé era: “que tal jogar o xampu do Jão fora e colocar água oxigenada com bastante amônia no lugar?”.
Mas como era necessário sol e muito tempo, resolveram mudar para um “estimulante sexual” na bebida. Como também não acharam, resolveram usar um laxante. O que, para eles, deveria ser algo bem engraçado.
E lá se foram à farmácia. Com uma menina fingindo dor.

Compraram o laxante tradicional, muito mais forte e muito mais barato. O farmacêutico disse que 2 era mais do que suficiente para se aliviar sem fronteiras. Os sem-noção compraram 5.
No churras do dia seguinte, todos estavam apreensivos com algum mole de Jão para que eles conseguissem colocar o plano em prática.

Enquanto ele ia dar umas roubadas na carne mal-passada, quase crua (coisa de sem-noção), o pessoal triturava os comprimidos e jogava no copo. Cada roubada na carne era uma mexidinha no copo.
Depois do churrasco, baba! E o efeito veio rápido. Nem chegamos ao campo e ele: “Car@Lh#! Preciso ir ali!”

O pior é que tínhamos combinado uma saída noturna e o efeito não passava! Como era uma pizzaria, ele topou ir, mesmo com dor de barriga.
Depois do primeiro pedaço, ele foi pro banheiro. Os caras todos rindo e as meninas já achando que a brincadeira já tinha passado dos limites.
Mas ele voltou rápido. Tão rápido que a galera ficou aliviada achando que o efeito já tinha acabado.
Mas aí ele falou:

– Cara, não tem como cagar nesse banheiro. A privada NÃO TEM PORTA! Quem tá mijando consegue ver quem tá cagando!

Meu rosto já doía de tanto rir. Ele dizia tudo isso na maior altura, no meio da pizzaria. Ele não queria passar vergonha sozinho. Mas tínhamos uma pizza para terminar e ele não podia esperar. Correu pro banheiro e… CARALHOOOOOO ele fez ali mesmo!!!

Depois, ao voltar pra casa, todos ficaram com medo de dormir pela vingança do Jão. E ele passou a madrugada indo ao banheiro de hora em hora…

Hoje a pizzaria é um bar. E o nome.. bem:

bar do cagão

 
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Publicado por em 17 de julho de 2013 em Chuta que é Macumba, Mundo cão, Pior é na Guerra

 

Protesto ou desfile?

Nos últimos dias o Brasil tem passado por um dos momentos mais importantes de sua história. O país foi tomado por uma onda de protestos que começou visando revogar o aumento da tarifa do transporte da principal capital, cresceu atirando pra todo lado, mostrando pra todo o planeta grandes problemas do Brasil que os governantes achavam que a população ignorava.

Tá. Tudo muito lindo. Mas como foi que essa legião de revoltados resolveu sair do PC e ir às ruas? E nem to falando de quem foi quebrar tudo…
Houve uma glamourização enorme das passeatas com pessoas fazendo até foto de biquinho, pose pra colocar tinta na cara, pra depois colocar no facebook.
Sim, o descaso está aí faz tempo. Sim, estas pessoas contribuem em número, fazem volume e dão um peso para que tomem atitudes.

Só que brasileiro reclama de tudo e não resolve nada, são um bando de maria-vai-com-as-outras… que boa parte nem entende o que está se passando ali. E essa boa parte acha que a vida é resumida em futebol, fofoca, carnaval, cerveja e putaria, e tá lá fazendo nada.
É importante protestar sim. Mas aposto que mais de 90% não lembra em quem votou pra vereador e deputado na eleição passada… e nem o que seus candidatos fizeram, ou deixaram de fazer.

É curioso que o aumento da tarifa de ônibus, um fato econômico, gere passeatas e mobilização dos jovens enquanto a violência generalizada nas cidades brasileiras, que impõem medo e insegurança em toda a parte, não mobiliza um grupo de mais de 50 pessoas.
Espero muito estar enganado, torço pra que haja menos protestos nas redes sociais, que continuem reclamando para as pessoas certas, e não no bar, no twitter e no facebook.

O Brasil está acabado, tudo sucateado, políticos esfregando salários exorbitantes, verbas de todo tipo, regalias, etc., condenados assumindo mandato, pessoas que trabalham no sentido oposto de cargos que assumem (como homofóbicos na comissão de minorias, corruptos no conselho de ética)…
Ninguém quer nada a longo prazo. Existem mudanças que devem ser feitas pra já.
Espero que com essa onda de protestos o Brasil realmente se torne um país sério e pare com a putaria que está instalada há tanto tempo em todo setor público.

 
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Publicado por em 24 de junho de 2013 em Mundo cão, Pior é na Guerra

 

Perrengues

mundo novo ba

Acho que todo mundo já deve estar sabendo do “perrengue” que eu passei segunda-feira passada. Um assalto que, segundo dizem, durou pouco mais de 1h… mas que pareceu uma eternidade, ainda mais por ter seguido no carro dos assaltantes por mais um tempo até eles abandonarem o carro.

Aí, aquela coisa de que todos falam, realmente acontece. Passou sim um filme em minha cabeça, a preocupação de todas as pessoas comigo e a minha preocupação com todas as pessoas (próximas e distantes), é mais do que real. Eu só posso agradecer a força e energia que todos me passaram.

E tenho também que me revoltar com a postura das pessoas que estavam em seus locais seguros e rindo, achando o máximo, como se estivesse assistindo um filme de ação. Pior ainda as pessoas que aplaudiram os assaltantes, que provocaram (diretamente ou não) tamanho terror, que deixaram um colega baleado e que me deixaram, de certa forma, traumatizado.

É uma coisa que eu não desejo passar nunca mais em minha vida, mas que estaremos cada vez mais sujeitos se nada for feito em relação à segurança.

Repreender a atitude da polícia em trocar tiros com os criminosos com o carro cheio de reféns é muito válido. Mas aplaudir e ovacionar os bandidos que somente trouxeram terror para dentro de muitas famílias é ridículo e deve ser repudiado e rejeitado por quem perceber tal atitude.
Saber que assalto a banco é visto como uma prática heróica é um sentimento desolador.

Fico muito triste com essa violência na minha região, fere as lembranças da minha infância, dos melhores dias da minha vida. Destrói tudo o que pode haver de mais belo numa cidade.

Abaixo alguns links do que aconteceu, a matéria do jornal A Tarde e alguns comentários bizarros (nos vídeos).

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.456537167754860.1073741829.355036881238223&type=1

 
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Publicado por em 12 de maio de 2013 em Falando Sério, Mundo cão

 

O ceticismo do homem elipse

Homem Elipse sai de casa às sete da manhã. Desde que havia perdido seu último emprego, não saia tão cedo de casa em um dia de semana. Mentira. Mesmo enquanto trabalhava não saia tão cedo. Surpreendeu-se com as ruas lotadas de carros e com a imobilidade das coisas. Um carro sobe no passeio para fugir do engarrafamento. Um motorista de caminhão, espumando ódio, grita, gesticula e faz ziguezague na pista após receber uma fechada. Todos buzinam uns para os outros, enquanto tentam se locomover para algum lugar. Doze horas depois, todos estarão no caminho contrário, tentando voltar para o lugar de onde saíram. E assim seguirá, durante todos os dias.

Homem Elipse precisa marcar um procedimento médico pelo SUS. O lugar está lotado. Todos parecem tomar vacinas, mas por motivos diferentes. E não há mais senha. Terá que voltar no dia seguinte, ou tentar marcar pelo telefone. Volta para casa e quase bate o carro três vezes. Fantasia uma epidemia em que as pessoas simplesmente parassem de se importar com a civilização e resolvessem viver vagando, sem a comodidade de comprar carne tratada e embalada com isopor no supermercado.  Chega em casa e liga para tentar marcar a consulta. A voz eletrônica, cuja dona também deveria estar presa em algum engarrafamento naquele momento, diz que as marcações só começam às nove. Liga às nove e um e todos os ramais estão ocupados. Vai para o computador. Procura as fotos da formatura que havia comparecido no dia anterior. Escreve.

Estou em uma formatura. E os cinegrafistas filmam os rostos dos formandos, que estão sentados naquela espécie de arquibancada. Alguns sorriem para a câmera, como se esperassem uma foto. A verdade é que não há muito que se fazer em uma situação dessas, com uma câmera em seu rosto. E simultaneamente tudo é projetado em uma tela que está voltada para a plateia. E então eu me lembro da minha formatura. Lembro que não peguei o vídeo. Penso que talvez algum dos meus colegas tenha o vídeo e que eu possa copia-lo em uma mídia de dvd. Penso, então, nos meus colegas. Havia uma comissão de formatura, como sempre há, e eles estavam sempre nervosos com alguma coisa que sempre estava prestes a dar errado. Acabei pagando por qualquer coisa. Não fazia a menor questão, para falar a verdade. Poderia pegar o meu diploma na secretaria da faculdade e sair para beber a cerveja mais barata que houvesse. Mas ontem, na formatura de uma amiga, eu pensei na minha formatura de alguns anos atrás. Lembrei-me do nosso professor homenageado, que faleceu há um ano e meio. Era minha primeira semana em um trabalho novo. Cheguei na empresa após o funeral e pesquisei os e-mails que havíamos trocado. Encontrei a nossa última conversa. Ele estava viajando. Foi a última viagem que fez antes de morrer. Ele estava feliz. Me disse que eu deveria me programar para fazer uma viagem dessas também. Eu disse que queria, que queria muito. Já fazem três anos e não viajei. Formaturas, casamentos, viagens ao exterior, viagens a trabalho, nascimento e morte. Vivemos em intervalos. E vamos esquecendo aos poucos das promessas que fazemos a nós mesmos.

Homem Elipse estava melancólico já antes das dez da manhã. Pensou em voltar a dormir, pois nada lhe daria mais prazer naquele momento. De repente era noite. Madrugada. Duas da manhã. Havia planejado chegar à fila do SUS antes das seis horas. Não conseguiria acordar e poderia morrer se não fosse logo ao médico. Pensou em ficar acordado e dormir na volta, mas poderia bater o carro ao dirigir com sono. Pensou que deveria comer mais frutas e se exercitar. Muitas pessoas estavam ficando doentes e ele estava perdendo a fé.

Dormiu e rezou secretamente para que tudo se fodesse.

 
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Publicado por em 7 de maio de 2013 em Mundo cão

 

Só se vê na Bahia…

Gente que sofre e chora (de verdade!) ouvindo “Fulaninho e seus teclados” está até normal depois de “Pablo, o Mito!”, mas existem coisas no interior que ainda me deixam deslumbrado (ou intrigado)…

Lua cheia nascendo deslumbrante, mesmo sendo atrás da serra e não no mar… o sol se pondo idem…

lua cheia na serra

Restaurante que fecha para almoço (?!?!)

Ter mais jegues e cavalos do que cachorros e gatos na rua…

jegue na rua

Casas sem divisão de cômodos mas com sua parabólica

parabolica na roça

Sky HDTV com 6 pontos… e as pessoas continuam assistindo Globo, mesmo com Sky ¬¬

O nome “Roupa Domingueira” voltando a fazer sentido hauahuahaahueha

Academia por 30,00 (a mais cara)

Ser obrigado a “bater o baba” calçado (eu sofro tanto)…

Depois continuo lembrando das coisas loucas daqui, agora partiu descansar porque a academia (de 25,00) me matou!

 
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Publicado por em 29 de abril de 2013 em Chuta que é Macumba, Mundo cão, Pior é na Guerra, WTF?!

 

Quem mora no interior, vai buscar o interior

Já vou embora. Não daqui do blog, claro. Vou continuar postando nem que eu precise mudar o dia.
Os caminhos que a vida (essa vaca!) nos dá, nunca são como a gente pensa. Pelo menos como eu pensava.
A saída nunca é onde eu imagino.
Mas a gente vai levando.
Amanhã é dia de ir embora, ou ir em frente.
Ainda passa muita coisa pela minha cabeça, mas a vontade de desistir já não é uma delas (para as coisas, poesia!)…
Vamos nos falando!

Olhou pro céu, clareou!
E o amor baila no ar…