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Arquivo da categoria: Musicalizando

Luminoso de iluminado!

Gilberto Gil - Gil Luminoso (1999)

Gilberto Gil – Gil Luminoso (1999)

Bom dia, pessoal! Houve um tempo que eu vivia esperando a chance de escutar meus artistas prediletos (ou bandas) tocando seus instrumentos, sem acompanhamento, num clima bastante intimista mesmo. Pouco tempo depois, começaram a surgir os “acústicos”. Mas com o tempo, estes “acústicos” nem pareciam ser o que se propunham, ou se propuseram… Por sorte, alguns artistas ainda têm a finésse de realizar um “voz e violão”, trazendo a beleza instrumental do instrumento solo para nossos ouvidos e corações. Dentre estes, Gilberto Gil é ainda aquele que remanesce no topo do que considero música-de-qualidade e ainda lança álbuns ao vivo, no formato “voz e violão”. Gil Luminoso é um álbum de 1999, e que não é ao vivo, mas em estúdio, e que nos apresenta toda espiritualidade, genialidade poética e musical, em músicas que marcaram toda sua carreira artística.

Por sorte minha, Gil abre o álbum com a música É preciso aprender a só ser, gravada originalmente em 1973, e que faz uma crítica poética à música É preciso aprender a ser só, um samba-canção de Marcos e Paulo Sérgio Valle, quando diz: “E quando escutar um samba-canção, assim como ‘Eu preciso aprender a ser só’, reagir e ouvir o coração responder: Eu preciso aprender a só ser!“. Perceba-a!

Mas esta é apenas a primeira de todas as boas e belas composições impressas no álbum. Ainda encontramos registradas na obra as inesquecíveis Super-homem, Metáfora, Aqui e agora, Tempo rei, entre outras. São, ao todo, quinze faixas que somam uma hora e dois minutos de beleza sonora! Uma hora de primeira audição! As subsequentes ficam a encargo da hipnose em que cada um possa se encontrar. rs. Recomendadíssimo!

Até mais, e até breve!

Link para Gil Luminoso: http://www.mediafire.com/?n92el901tqn1lt9

 
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Publicado por em 22 de julho de 2013 em Musicalizando

 

Antológico!

Zé Ramalho - Antologia Acústica (1997)

Zé Ramalho – Antologia Acústica (1997)

Boa noite (pra quem é de boa noite!), pessoas! Hoje resolvi trazer um pouquinho da cultura nordestina, já que acabamos de passar por uma das festas tradicionalmente mais queridas por nosso povo: o São João. E São João combina perfeitamente com Zé Ramalho. Este ano pude viajar para ali pertinho, na vizinhança, para Aracaju, e testemunhar a 11º apresentação deste artista, na festa de São João de Sergipe. Obviamente foi muito bom. Mas enfim…

O Antologia Acústica (1997) reúne, num álbum duplo, grandes sucessos de Zé Ramalho, versões maravilhosas de tudo o que todo mundo conhece. À primeira vista, poderíamos nos enganar ao pensar que se trata de um “Perfil” ou “Série Ouro” ou algum “The best of“… Mas é muito mais que isso. São regravações mesmo, com uma pegada acústica, como o próprio nome do álbum propõe. E por isso mesmo não há muito o que dizer sobre novidade, senão a nova roupagem de seus próprios sucessos. É preciso ouvir faixa-a-faixa, e perceber a preciosidade e bom gosto que a nova forma veio proposta. Sem dúvida, é um dos álbuns do paraibano que eu mais escuto.

Então resta apenas baixar e consumir sem pena esta maravilhosa obra! Uma hora e vinte e cinco minutos de boa música. Aproveite!

….e até breve, rapeizi!! ‘Té mais!

Link para Zé Ramalho: http://www.mediafire.com/?cc9xv51hlqdm211

 
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Publicado por em 25 de junho de 2013 em Musicalizando

 

Um importante brazuca maldito!

Sérgio Sampaio - Cruel (2005)

Sérgio Sampaio – Cruel (2005)

Confesso que muito do que conheço hoje do “underground” da Música Popular Brasileira só descobri depois de velho, com a ajuda de amigos mais novos que sempre pareceram mais velhos que eu, pelo que ouviam. Ignorância minha à parte, músico e bom ouvinte que sou, saí em busca de ouvir aquele músico recomendado por um amigo. E cheguei neste disco póstumo de Sérgio Sampaio, o Cruel (2005). Um disco recheado de músicas muito boas, por sinal. Uma curiosidade: Álbum lançado por Zeca Baleiro, fã incondicional de Sérgio Sampaio! Este álbum era para ser lançado em 1994, pelo próprio Sérgio, mas não o foi por conta de seu falecimento, conseqüência de uma pancreatite. Enfim, a produção final ficou muito boa também, pelas mãos de Zeca Baleiro.

Certamente você deve lembrar da música Eu quero é botar meu bloco na rua, um de seus grandes sucessos. Eu também a conhecia, mas nem imaginava o que eu descobriria ao ouvir outras músicas, outras obras, do artista. Certo dia, tocando umas músicas de João Bosco no violão, um amigo me perguntou se eu sabia tocar Rosa Púrpura de Cubatão. Eu nem mesmo conhecia a música, a qual fui apresentado em seguida… E fiquei sabendo também que era do Sérgio Sampaio. Foi quando fui buscar mais material para ouvir e conhecer. Esta música é um dos pontos altos deste álbum. Confira essa pérola a seguir!

Já deu pra perceber o teor de sua poesia musical, né? Por este motivo mesmo que Lenine, certa dita, o classificou como um dos “malditos” da MPB. Mas não só por isso. Dá para se perceber a influência dos “poetas malditos”, como Augusto dos Anjos, Baudelaire, entre outros, como na música Roda morta, cujas palavras exprimem toda sua angústia: “Eu vejo um mofo verde no meu fraque / e as moscas mortas no conhaque que eu herdei dos ancestrais / e as hordas de demônios quando eu durmo / infestando o horror noturno dos meu sonhos infernais“.

E o álbum é bom todo, todo bom! A terceira faixa, Polícia, Bandido, Cachorro, Dentista, é uma das minhas preferidas. Sérgio Sampaio faz um jogo de palavras em consecutivos versos, poeticamente, e mostra neste sambinha que também sabe protestar com a escolha sábia das palavras. Ele diz: “Eu tenho medo de polícia, de bandido, de cachorro e de dentista / porque polícia quando chega vai batendo em quem não tem nada com isso / porque bandido quase sempre quando atira não acerta no que mira / porque cachorro quando ataca pode às vezes atacar o seu amigo / porque dentista policia minha boca como se fosse bandido / porque bandido age sempre às escuras como se fosse cachorro / porque cachorro não distingue o inimigo como se fosse polícia / porque polícia bandideia minha boca como se fosse dentista!“. Legal, né não?

Outra música que eu conhecia, mas não sabia que era de Sérgio Sampaio, é a Cruel. Eu já a conhecia do álbum acústico de Luiz Melodia (hummm.. este álbum merece sim um review…). Obviamente, aquela surpresa com a descoberta… Sempre assim… E é linda essa música… Ouve ela aí, ó (pena que a voz original de Sérgio Sampaio não conseguiu ser resgatada com perfeição pelo Baleiro, mas…):

♫ Tudo tão mal, tão sem beleza / doce de sal, lágrima presa / o que eles falam não se deve nem ouvir/ verbo mentir, menino é bom ficar de olho aí! ♫

….e uma música me chamou bastante a atenção! Uma quase mulher. Sim, ouvi, curti, e tudo o mais. Mas percebi uma direta e irrefutável influência dos Beatles nela. Logo no finalzinho da música, Sérgio solfeja o tema de In my life (do álbum Rubber Soul), assim como o solo de órgão é também semelhante ao solo que rola na música. Ou melhor ainda: Este solo foi “pescado” pela Rita Lee, em sua (maravilhosa) interpretação dessa música (In my life) no seu álbum Aqui, ali, em qualquer lugar (outro que merece um review também! rs). Até os timbres do órgão são tão semelhantes… Legal a referência, né? #curti

Bem, recomendo demais esse álbum póstumo, produzido pelo Zeca Baleiro como já mencionei, com seus quarenta e cinco minutinhos de boa música popular brasileira! Adoce ou azede um pouco a alma aí, mas jamais deixe de sentir! E até breve, rapeizi!!

Link para Sérgio Sampaiohttp://www.mediafire.com/download/5t914w1e1599dja/ss-c.rar

 
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Publicado por em 17 de junho de 2013 em Musicalizando

 

O príncipe das trevas voltou!

Black Sabbath - 13 (2013)

Black Sabbath – 13 (2013)

…e com sua banda quase toda da formação original! Sim, caros amigos… Depois de muita espera, eis que desde a madrugada dessa terça-feira, tenho escutado repetidas vezes o novo álbum do Black Sabbath! Obviamente que, quando falei do “príncipe das trevas”, estive me referindo a Ozzy Osbourne, que não fazia mais parte da banda desde o álbum Never Say Die!, de 1978. E agora, em 2013, quase todos juntos novamente. Digo “quase” porque o baterista da formação original, Bill Ward, não aceitou os termos contratuais para gravar o novo álbum, mas ainda contamos com o baixista Geezer Butler e o guitarrista Tommy Iommy. Particularmente, achei vacilo do Ward ter decidido não participar do álbum, mas se assim o fez, é porque teve motivos muito decisivos para não entrar na re-união de uma das maiores bandas de metal da história, mas fazer o quê… Quem gravou a batera foi o ex-Rage Against The Machine, Brad Wilk13 (2013) é um álbum que resgata aquele velho (e bom!) estilo do Black Sabbath do tempo (1970-1978) em que Ozzy ainda fazia parte da formação. Há poucos meses, mais precisamente em 19 de Março de 2013, foi lançado o single God is Dead? e, desde aquele momento, já dava pra se perceber que eles haviam conseguido resgatar aquela sonoridade sombria dos anos 70 e trazido para nossos ouvidos o produto do Black Sabbath com Ozzy.

O álbum tem duas versões: A “standard” contém apenas 8 faixas, enquanto a versão “deluxe” tem 11 faixas. Ainda que a standard possua apenas 8 faixas, 5 delas tem mais de 7 minutos!! Ou seja, não é um álbum com músicas pequenas não… rs. A mais longa, God is dead?, tem oito minutos e cinquenta e cinco segundos, é mole? Então escuta!

Em alguns momentos, confesso que fiz associações a músicas já “clássicas” do Black Sabbath, como a terceira faixa, Loner, me remeteu N.I.B., ou a melosa e dramática quarta faixa, Zeitgeist, me lembrou Planet Caravan. Mas para aqueles que curtem a banda, não podem deixar de escutar os cinquenta e três minutos das oitos músicas do álbum standand! Recomendo demais! Estou ouvindo até arranhar/furar o mp3! hahahaha!

Até breve, pessoal!

Link para Black Sabbath: http://www.mediafire.com/?undefined

 
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Publicado por em 4 de junho de 2013 em Musicalizando

 

O novo-velho (ou velho novo?)

O Terno - 66 (2012)

O Terno – 66 (2012)

Gosto de minhas primeiras impressões. Sou muito desconfiado delas, embora sempre guiem de uma forma bem contundente as impressões seguintes. E desde que ouvi muita gente elogiando o album debut da banda paulistana O Terno, e obviamente saí correndo para escutar do que se tratava aquele que já pregavam ser um dos melhores lançamentos de 2012, que uma onda melancólica (boa) remetendo aquele rock’n’roll antigo percorreu cada cantinho dos ouvidos. Sim, achei legal, mas não me empolgou tanto. Há poucas semanas, voltei a escutar novamente, e com mais cuidado, com mais boa-vontade, com mais aceitação, e então pude entender o porquê de o 66 (2012) ter sido um álbum tão citado no ano passado. Realmente um álbum muito bom! Particularmente, desde a primeira faixa que ouvi a influência raulzeira no estilo roquenrolístico praticado pela banda, obviamente que com uma roupagem moderna, com diversos elementos experimentalistas, mas sempre com aquele sentimento old-times-rock’n’roll que sempre faz bem à alma, claro!

A primeira faixa já é aquela que dá nome ao álbum, cuja letra já inicia com uma ironia ao mundo musical: “Me diz, meu Deus, o que é que eu vou cantar se até cantar sobre ‘me diz meu Deus o que é que eu vou cantar’ já foi cantado por alguém? Além do mais tudo que é novo hoje em dia falam mal!“. Dá uma conferida nessa abertura de álbum!

Bonitinho né? Pois logo depois, na segunda faixa que se chama Morto, a banda derrama em seus ouvidos um punhado de melancolia, em verso e som, e que em alguns momentos me remeteu o som dos Los Hermanos. Apenas me remeteu, pois a originalidade da música está lá, postada, impostada e muito bem sedimentada, afinal, a beleza dessa segunda faixa está em cada detalhe melancólico que ela nos apresenta. Gosto muito dela, mas a minha predileta é Zé, assassino compulsivo. Dá uma ispiada:

O álbum inteiro é legal, gostoso de se ouvir, apreciando mesmo, curtindo num momento de apreciação, fácil de gostar e aprovar e de se ouvir muitas outras vezes. Só não me agradou muito uma faixa, a Modão de Pinheiros, com sua pegada sertaneja e sem grande surpresa lírica ou musical. Mas enfim, como diria o moderno ditado: “Haters gonna hate!“. Recomendo escutar uma, duas, trinta, quatrocentas vezes! Vai na fé!

… e até breve, rapeizi!!

Link para O Terno: http://www.mediafire.com/?8plrqcocjhu9cig

 
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Publicado por em 27 de maio de 2013 em Musicalizando

 

No país das (mil) maravilhas!

Alice in Chains - The Devil Put Dinosaurs Here (2013)

Alice in Chains – The Devil Put Dinosaurs Here (2013)

…país este (♩nós somos o terceiro mundo..digital..♩) que nos permite o acesso ao universo musical que eu tanto amo, gratuito ou não, venha como vier, mas com boa intenção! Desde que ouvi rumores sobre o lançamento deste novo álbum, os dias passaram a ser contados minuciosamente. Venho acompanhando o trabalho do Alice in Chains desde o Facelift, álbum de estréia da banda, emplacando hits como Man in the box e Love, hate, love. Era a minha época de ouvir as bandas de Seattle, de ouvir grunge! Então era Nirvana, Soundgarden, Hole, L7Alice in Chains, et cetera. E o Alice in Chains me atraía muito pelo seu peso, misturado com aquele sentimento meio deprê, a dobra de voz de Staley (R.I.P.) e Jerry… E diferente de 90% das bandas que curto, cada novo álbum era por mim curtido do início ao fim, desde a primeira audição! Sim, mesmo bandas consagradas e álbuns perfeitos (assim emplacados por mim!) tiveram que ser apreciados diversas vezes até chegar ao seu status definitivo. Alice in Chains é uma das poucas bandas que não me decepciona, mesmo com a morte do vocalista da formação original, Layne Staley, em 2002. Mas tudo bem, porque o vocalista substituto William DuVall faz sim um bom e surpreendente trabalho junto com a banda.

E finalmente hoje, 23 de Maio de 2013, tive acesso ao mais novo álbum do Alice in Chains: o (por mim e muitos tantos) tão aguardado The Devil Put The Dinosaurs Here. Confesso que já ouvi repetidas vezes, e sinto que amanhã (e durante o fim-de-semana) irei repetir essa superdosagem. Tudo bem, porque posso consumir sem moderação e não engorda! Rs.

Já no final do ano passado, a banda divulgou o vídeo da música Hollow, primeira faixa do álbum. Confere o vídeo aí!

Desde então, a espera foi longa, embora paciente. Agora que o álbum está, finalmente, em minhas mãos (não fisicamente), poderei desfrutar longas e ótimas horas de bom som. Obviamente, não poderia deixar de compartilhar tal prazer. Sintam-se à vontade, mes amis.

…e até breve! (juro!)

Link para Alice in Chains: http://www.mediafire.com/?cdi3z3c1n9nrork

 
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Publicado por em 24 de maio de 2013 em Musicalizando

 

Lave, leve, love…

Nem sempre as coisas acontecem por um motivo. Me assusto muito com bombas estourando e com portões batendo, com gritos na rua e até com silhuetas que passam na janela.

Espero que não seja assim pra sempre. Há quem diga que isso passa. Aos trancos e barrancos, é assim que andam as coisas, mas, pelo menos andam, tenho certeza de que isso é uma vantagem.
E enquanto houverem mais vantagens que desvantagens, eu sigo… até o castelo dos destinos cruzados…

é só amor que move, lave-me em água de chuva, leve-me pra ver o mar e love me…

 
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Publicado por em 20 de maio de 2013 em Match Point, Musicalizando, Pseudo Cult