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Arquivo da categoria: Pseudo Cult

Corujinha

Você sabe que meu amor é crônico
O que tem entre nós é mais que química
Este que ‘cê diz viver um conto erótico
Tem é a experiência de um ingênuo

O nosso mundo é perto do fantástico
Um começo um pouco mais do que cômico
Um filme que não se define gênero
Uma forma inexistente de música

Mesmo tudo sendo singular, rápido
Continuo o de sempre, o mesmo rústico
Que me apresento jovial, simpático
Depois me mostro este grande esdrúxulo

Pra me arrepender não preciso ser lúdico
Mesmo estando num nervosismo atônito
O que fiz pode não ter sido ético
Mas não é justo me banhar com críticas

Nesse lance eu não tenho tanta prática
Mesmo sendo sempre muito romântico
É um jogo em que não sou um fenômeno
O que eu quero é que você seja a última

corujinha

 
2 Comentários

Publicado por em 8 de setembro de 2013 em Guerra dos Sexos, Licença Poética, Pseudo Cult

 

Entremeio (aqui entre duas coisas)

Todo dia faço e desfaço minha mala
De manhã quando acordo planejo meu retorno
Mas passado o meio dia, me acostumo mais com este lugar

Eu me mudo e fico igual e nem sei mais quem eu sou
Cada dia a saudade fica mais irresistível
Mas minha nova terra me apega a cada dia com mais força

E cada dia viajo muitos quilômetros por dentro da minha cabeça
Num trem imaginário, pra lá e pra cá
Viagem sem fim entre o guarda-roupas e a mala
E nesse entremeio está o meu mundo.

longo trecho em declive

 
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Publicado por em 27 de julho de 2013 em Guerra dos Sexos, Porta Retrato, Pseudo Cult

 

Consideração

“Joga todo mal pra fora
Abre o peito e chora em paz
Que é bonito demais”

Tenho pouca coragem de fazer declarações, demostrações públicas de amor, afeto, consideração, principalmente com as pessoas próximas.
Às vezes tenho esta vontade de sair oferecendo as coisas aos desconhecidos, parece que esvazia um pouco essa retração que eu me imponho. Taí, vou sair distribuindo barquinhos de papel por aí… cada um com uma letra de uma música que eu gosto.
Coragem e verdade. Tá, jogo da sinceridade comigo não funciona. Não, não estou mentindo, só não tenho coragem de dizer a verdade e ouvir, talvez uma verdade pior.
Isso sempre piora as coisas para quem convive comigo. Sempre acham que eu estou tramando algo, na verdade eu só penso em como evitar situações.

Acho que todas as pessoas deveriam assistir este filme e ouvir sua trilha fantástica:

“ninguém partiu porque quis, foi a seca que empurrou
quem partiu, partiu chorando… quem ficou também chorou…”

E eu tô escrevendo pouco mas juro que eu volto.

 

Lave, leve, love…

Nem sempre as coisas acontecem por um motivo. Me assusto muito com bombas estourando e com portões batendo, com gritos na rua e até com silhuetas que passam na janela.

Espero que não seja assim pra sempre. Há quem diga que isso passa. Aos trancos e barrancos, é assim que andam as coisas, mas, pelo menos andam, tenho certeza de que isso é uma vantagem.
E enquanto houverem mais vantagens que desvantagens, eu sigo… até o castelo dos destinos cruzados…

é só amor que move, lave-me em água de chuva, leve-me pra ver o mar e love me…

 
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Publicado por em 20 de maio de 2013 em Match Point, Musicalizando, Pseudo Cult

 

Quem mora no interior, vai buscar o interior

Já vou embora. Não daqui do blog, claro. Vou continuar postando nem que eu precise mudar o dia.
Os caminhos que a vida (essa vaca!) nos dá, nunca são como a gente pensa. Pelo menos como eu pensava.
A saída nunca é onde eu imagino.
Mas a gente vai levando.
Amanhã é dia de ir embora, ou ir em frente.
Ainda passa muita coisa pela minha cabeça, mas a vontade de desistir já não é uma delas (para as coisas, poesia!)…
Vamos nos falando!

Olhou pro céu, clareou!
E o amor baila no ar…

 
Imagem

Midas às avessas

gatinho

 

Afogando sentimentos (e o ganso)

estrada

Aquela velha história de que ninguém é perfeito. Todo mundo tem sua mania, seus defeitos, temperamentos e outras coisas que nos incomodam. E com a convivência isso se torna mais claro. Mas, o que fazer se você não consegue viver sem aqueles defeitos tão irritantes? Ainda mais quando vem tanta qualidade no conjunto.

Às vezes desejamos nos esconder, apertar o botão de ejetar para ficarmos sozinhos. Mas quando acordamos sozinhos, ficamos gélidos com a sua ausência.
Claro que nosso problema não é sexo. Sexo tem em qualquer lugar, com qualquer frequência.
O problema (e a solução) é no que acontece nos intervalos entre um sexo e outro.

É sentimento demais pra gente controlar. Odeio ser acordado, mas é muito bom receber um beijo durante o sono. Além de servir como um aviso de que daqui a pouco serei eu a acordar.
Seríamos muito mais felizes se fôssemos iguais. E também muito mais chatos.