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Filosofia Urbana I

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Fazer cocô
É obrigatório
Fazer merda
É opcional

 
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Publicado por em 23 de novembro de 2015 em Guerra dos Sexos

 

Descargas D’água

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A cascata é pública
Mas o público não vai à cascata
Se o público, da cascata, é privado
Então a cascata, pública, vira privada
Privada pública

cipo chafariz

 
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Publicado por em 21 de setembro de 2015 em Guerra dos Sexos

 

Barcelar

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Às vezes eu penso como seria a triagem na porta do céu. Já te ocorreu tal pensamento? Imagino São Pedro na portaria com uma caderneta na mão, ou tablet, sei lá, e a me perguntar:

– Seja bem vindo, Bacelar. Espero que tenha apreciado os pães e peixes que servimos na sala de espera.
– Pães… Quem diz pão no plural? Esse santo deve ser viado. Hehe ( pensamento)
– Sabia que posso ouvir teus pensamentos aqui?
-Grande Santo! Esse é o Santo mais mizerê do mundo! Do Brasil! Quiçá até da Bahia! O nota 10 na escala da santa mizerabilidade! (Pensamento)
– vou ignorar isso. Enfim… Quantas cervejas o senhor bebeu durante a sua vida na terra?
– 17437, Senhor Santo! Tomei umas cana tumbêim, mas não sei se entra em sua contabilidade santa.
– responda somente o que te é perguntado! Aqui não se acha graça em gaiatice de baiano.
– Agora entendi! Esse corno deve ser paulista. Sujeito azedo da peste! Esse na escala de pH é nota dez de azidume!
– 10 seria alcalino, não?
– Santo, na moral… Sáporra eu posso entrar ou não? Que apurrinhação! Avie!
– Desculpe, senhor, ficaste abaixo da cota celestial de 17449 cervejas. Sinto muito. Próximo!
-Ficaste… É viado mermo, rapá! ( pensamento)
-Senhor, contenha-se!
-Mas por uma caixa, bicho santo? Aí também já é demais também…
– Já aconteceu de gente voltar por menos. Entenda e aceite isso!
– Mas eu também tomei umas Pitu¥, Caninha da roça, milome, Pau de rato, jurubeba, erva doce, Bhrama fresh, que Deus me perdoe!, capim Santo, aí ó! Tá veno você? Quebra essa pra mim aí, Pedrão! Na moral.
– sem chance!
– Ah! Eu tomei 243 garrafas de São Jorge também! Posso falar com ele?
-Falei que esse lance do Jorge ia terminar em Lobby. Um minuto… Tudo bem. Pode entrar. São Jorge disse que você está nas cotas dele e que até por isso está chegando 7 anos adiantado.
– Valeu, meu Santo! Cá sua licença…

Moral da história: sempre tome mais uma caixa. O humor de São Pedro é imprevisível.

 
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Publicado por em 19 de setembro de 2015 em Falando Sério

 

Poema 67

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Mais que a doce brisa
quando beija a tua face
são as palavras dele.
Como passos pequenos e diretos
Desafina sabe-se lá, o romance não parece para ele, cais.
Parece fazê-lo pensar, escolher
sempre a brecha certa como se fosse um cuidado com as daninhas
Se o mistério mora ali, não sei, o encanto pelo sorriso dele de meia lua me fascina, brinca de ser homem, com o coração de menino.
Ensolarado, talvez honrado, a fazer mesmo em pouco tempo linda minhas manhãs.

Lis Almeida

 
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Publicado por em 7 de agosto de 2015 em Guerra dos Sexos

 

Vrah

Hoje é recheado de música.
Pra ler ouvindo:

Um fora, um toco, um pé na bunda. Poucas coisas são tão corriqueiras e ao mesmo tempo tão absurdas. Muito difícil de aceitar. Mas não exatamente fácil de dar.

Como resolver o problema? E o pior, será que é um problema?

Não dizer a verdade, ou melhor, mentir. Acho que esta é a melhor e pior maneira de sair pela tangente. Salvar o que pode ter restado de sua reputação com @ parceir@. A pessoa parece estar envolvida, apegada, apaixonada… e você está querendo outra pessoa, ou outras pessoas… ou até ninguém mesmo. Todo mundo menos a pessoa que está com você.

O pior é o quanto isso pode parecer cruel. E a gente morre de medo da reação do outro. Quando a gente diz o clássico “o problema não é você, sou eu.”, não é querendo ser mais humano, não é solidariedade, nem altruísmo ou bondade. A pessoa ofende dizendo que não quer ofender, mas na verdade quer se soltar mantendo o outro preso.

Mas, as desculpas existem porque dizer um simples “não” é tarefa complicada. Implica em escolher, e toda escolha implica em ganhar e perder. É muito difícil deixar claro o desinteresse pel@ parceir@. É uma sinceridade que os humanos praticamente não conseguem ter. E o que acabamos fazendo é arrumar desculpas cada vez mais esfarrapadas ou adiar o problema até que se torne tão insustentável que se resolva sozinho (“é a sua indiferença que me mata”, já dizia Mirosmar). E é aí que moram as questões mal resolvidas.

Quanto mais envolvimento existiu na relação, mais cuidado devemos ter no seu fim. Dependendo da intensidade da relação e da forma que foi seu término, uma separação pode durar até anos para ser assimilado. Vai ser traumático. Existiam planos em comum, vida em comum, pensamentos em comum. Personalidades que se moldaram um ao outro e acabaram se misturando de tanto que combinavam, sendo iguais ou não.

Se é que pode servir de consolo:

“Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho
Vai reduzir as ilusões a pó

Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés”

 
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Publicado por em 16 de julho de 2015 em Guerra dos Sexos

 

Como se fosse um sonho…

Em 2008 eu entrei no mercado imobiliário para estagiar numa grande empresa. A empresa estava ainda iniciando os trabalhos no estado e chegou investindo forte em infraestrutura e captação de clientes, por isso tinha um setor de atendimento e marketing forte.
Eu consegui a vaga pelos meus conhecimentos em Estatística, e comecei no “sub-setor” de Pesquisa/Inteligência de Mercado. Mas fui “convidado” a participar dos lançamentos, com a ideia de que era o melhor caminho para conhecer os “dinossauros” do mercado, mostrar a cara e ascender na empresa e no mercado.
O mercado estava muito forte, lançando mais que o dobro dos cinco anos anteriores somados, e os eventos eram muitos e os investimentos nestes eventos eram fora de série. Shows de grandes artistas nacionais (como Nando Reis e Dinho Ouro Preto), presença VIP de atores e atrizes globais, e eu lá, me sentindo um estranho no ninho.
Num destes eventos, este presente uma famosa atriz global, tirando fotos e distribuindo beleza e sorrisos no evento. Eu sempre tive certa rejeição inicial a pessoas famosas, e com ela não foi diferente, mesmo ela sendo uma das musas da minha adolescência, quando assistia malhação.
Eu sempre tive a sensação de que aquele sorriso era de plástico. Era escolhido depois de várias tentativas na frente do espelho ou de um fotógrafo.
Com ela não foi diferente, cada sorriso era uma sensação de falsidade que vinha e eu imaginava que ela estaria odiando estar ali, tirando fotos com todos aqueles corretores suados e mal educados. Não que eu achasse o máximo estar ali, eu só achava que a pessoa pra fazer este tipo de trabalho tinha que gostar do que faz. No mínimo achar jocoso.
Tanto era assim que, geralmente, quando o público diminuía, a presença VIP não ficava mais do que 10 minutos e corria para a van, onde ficava até ir embora, para hotel, presença VIP em outro lugar ou reunião com os chefes.
Para a minha surpresa, ela ficou. Foi super-simpática com o pessoal que ficou. Tirou fotos e mais fotos com os garçons, estagiários, até pensei em tirar também, mas resolvi não trair minhas ideologias.
Neste dia, após o evento iria ter um jantar dos chefes com a presença VIP da atriz e, para a minha maior surpresa, o chefe convidou até os estagiários para a mesa grande.
Como estagiário fica com o trabalho mais pesado sempre, eu sentei logo. E como alguns chefes, só se juntam aos estagiários a contra gosto, eles foram sentando longe e as cadeiras foram se acabando. No final das contas, a última cadeira disponível era ao meu lado. E não é que a loira VIP sentou ao meu lado? Tudo bem que até estagiário tinha que usar terno e gravata, e isso nos “camuflava”.
E ela super aberta à conversa, falava com todos os presentes (principalmente respondia a perguntas) e, vez ou outra, fazia uns comentários até interessantes sobre as perguntas. Era engraçado porque eu estava ao seu lado e ela falava baixo, às vezes sussurrava bem de perto, o que gerava olhares inacreditáveis do pessoal ao redor, o que também mereceu comentário dela.
Acho que a minha maneira de lidar com a situação a agradou, a nossa conversa era muito menos formal do que era com o restante do pessoal. E a surpresa maior ficou para o final, quando ela pediu meu número e deu um “toque” para que eu salvasse o seu.
Esta foi a hora em que a minha perna amoleceu. Fiquei tenso. Não entendi o motivo d’ela ter pedido e tinha a certeza de que ela não iria me ligar nunca. Cheguei em casa e entrei no MSN pra contar pro amigo mais próximo que estivesse online, aquilo não poderia morrer comigo!
Infelizmente não tinha ninguém próximo online e eu fui deitar, mas antes de dormir eu precisava olhar a minha agenda e conferir se era verdade. E, aí meu coração disparou, tinha um SMS dela, de cinco minutos antes. O sono foi embora.
Trocamos umas cinquenta mensagens até o “boa noite” (felizmente eu tinha pacote de mensagens que não me deixou ficar sem crédito).
O dia seguinte era domingo e, mesmo assim trabalhei. Morri de vontade de ter mandado mensagem de “bom dia” ou de “boa viagem”, mas não tive coragem suficiente.
Já estava perto de escurecer e eu já saindo do ShowRoom, quando meu celular apita. Ela não tinha conseguido pegar o voo devido ao mau tempo em SP e perguntou se eu não conhecia um lugar que tivesse comida mexicana boa. Eu não entendi se era um convite ou se ela só queria o nome, dei o nome. Claro. Sei onde é o lugar do estagiário.
Mas ela só sabia chegar na praça próxima ao restaurante e perguntou se eu não poderia ir com ela a partir desta praça. E eu disse que ia em casa pra tomar um banho e a esperaria na praça.
No horário combinado ela chegou e fomos andando até o restaurante. Com vários olhares. Eu tive que perguntar como ela aguenta todo mundo olhando o tempo todo. Ela explicou que já é assim desde sempre, acabou se acostumando.
Chegamos no restaurante, que eu acho ótimo pela pouquíssima iluminação, sentamos numa mesa de canto e após o pedido do prato, ela chegou mais perto e aproximou o rosto. Ao sentir a sua respiração eu senti um cheiro nada agradável. Pior ainda foi que ela começou a passar sua língua em mim. Mas o pior de tudo foi que eu acordei com Tobias, o Cocker Spaniel da casa, lambendo.
Foi o melhor sonho e o pior despertar da minha vida.

 
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Publicado por em 19 de março de 2015 em Pior é na Guerra, WTF?!

 

O crime não compensa e tudo conspira a favor

Numa caminhada pela praça, pela orla, pela biblioteca, sempre podemos nos chocar com o imprevisível, se encontrar com alguém que você não vê há anos ou com algum desconhecido. Assim terminaram aquelas férias. Cena de cinema logo no desembarque com o choque de corpos e as coisas esparramadas no chão. A ajuda, o encontro de olhares e o sorriso. Só não houve o toque de mãos porque a pressa de ambos era muita. E eu fui embora dali.

Cinco minutos depois, sento no ponto de ônibus e outra desconhecida me pergunta se ali passa o Terminal de São Joaquim. E lá estava eu pegando o mesmo ônibus e tendo uma conversa agradável pelo longo percurso. Depois ajudei-a no resto da ida pra casa, ajudei-a numa troca de passagem de avião, quando faltou luz e internet em sua casa, quando sua amiga adoeceu, já rimos muito comendo pizza e bebendo vinho, cerveja, tocando violão, já conhecemos os amigos do outro, já nos despedimos e nos encontramos outras tantas vezes. Ela hoje mora longe. E até hoje somos amigos.

É também uma chance de conhecer alguém que você nunca trocou mais do que uns bons dias, boas tardes e boas noites nas escadas ou no portão do prédio. Como aconteceu com Carol. Eu estava com um amigo do trabalho num boteco no Rio Vermelho e ela estava cabisbaixa e sozinha numa mesa logo à frente. Como tenho coração mole para animais, crianças e mulheres, perguntei se ela não queria se juntar a nós. Ela apenas disse que estava bem e que estava esperando uma amiga. Meu amigo precisava ir, mas eu resolvi tomar a saideira sozinho. Também tinha esperança em ser chamado por Carol. O que só ocorreu por outro ápice da imprevisibilidade. A amiga dela, Jamile, tinha sido minha colega de faculdade e eu não a via havia muitos anos. E partiu de Carol o convite para se juntar a elas.

Pude perceber que fiquei encantado pela inteligência delas. Pelos gostos musicais, pelos filmes assistidos e indicados, até pela forma de falar em política mesmo tendo posição diferente da minha. Ambas com jeito de meninas e cabeça de mulher. Bom que não fiquei intimidado como geralmente fico perto de pessoas muito faladeiras. Acho que tomei mais umas três até tomar vergonha na cara e me despedi para deixá-las a sós para o encontro que já estava marcado, mas Jamile me chamou pra dormir na casa dela. Carol iria dormir lá também. Como o apartamento era próximo, nem precisei tirar o carro da frente do bar. No caminho fomos os três de braços dados, o que é muito estranho já que se as mesmas pessoas estivessem se encontrado em outro lugar, teríamos no máximo um aceno de longe.

Combinamos que elas dormiriam na cama, que era de casal, e eu dormiria no sofá. Logo ao chegar, Jamile foi tomar banho e a conversa foi mais tímida com Carol, mesmo assim eu deitei minha cabeça no seu colo. Rimos muito quando Jamile deu um grito ao perceber que estava saindo nua do banheiro, como deveria sair sempre que não tinha visitas. Nós não vimos nada, nem importa. O que aconteceu depois também não vem ao caso. O que importa é que quando íamos dormir, já eram 6h, o sol já começava a brilhar e eu resolvi que ia pra casa, enquanto Carol iria para a aula, provavelmente para dormir na cadeira.

E eu achei que o universo nos reserva encontros escondidos em formas tão inusitadas quanto simbólicas. Difícil é reconhecer ou, se reconhecer, tomar a atitude certa. Como a história do ônibus vazio. Mas esta ficará em outro post.

 
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Publicado por em 13 de março de 2015 em Guerra dos Sexos